INFORMAÇÕES SOBRE O NOSSO MUNICÍPIO:
Santo Antônio é um município no estado do Rio Grande do Norte(Brasil), localizado na região do Agreste potiguar. De acordo com o censo realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) no ano 2010, sua população é de 22.216 habitantes. Área territorial de 301,05 km².
| Município de Santo Antônio do salto da onça | |||||
| |||||
| Hino | |||||
| Fundação | 8 de Janeiro de 1892 | ||||
|---|---|---|---|---|---|
| Gentílico | santoantoniense | ||||
| Prefeito(a) | Luis Franco Ribeiro (PMDB) (2013–2016) | ||||
| Localização | |||||
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Localização de Santo Antônio do salto da onça no Rio Grande do Norte
Localização de Santo Antônio do salto da onça noBrasil | |||||
| Unidade federativa | |||||
| Mesorregião | Agreste Potiguar IBGE/2008 1 | ||||
| Microrregião | Agreste Potiguar IBGE/2008 1 | ||||
| Municípios limítrofes | Serrinha, Lagoa de Pedras, Passagem,Brejinho, Várzea, Nova Cruz e Lagoa d'Anta | ||||
| Distância até a capital | 70 km2 | ||||
| Características geográficas | |||||
| Área | 301,052 km² 3 | ||||
| População | 22 216 hab. (RN: 24º) – IBGE/20124 | ||||
| Densidade | 73,79 hab./km² | ||||
| Clima | Tropical Semi-Árido Tsa | ||||
| Fuso horário | UTC−3 | ||||
| Indicadores | |||||
| IDH-M | 0,62 (RN: 59°) – médio PNUD/20105 | ||||
| PIB | R$ 81 444,179 mil IBGE/20086 | ||||
| PIB per capita | R$ 3 718,06 IBGE/20086 | ||||
HISTÓRIA DO MUNICÍPIO
Santo Antônio
Nossa história tem
início em meados do século XIX,no local conhecido como Salto da Onça,região
deserta e inculta onde hoje se encontra a cidade de Santo Antônio.Um dos seus
mais antigos proprietários foi Florêncio da Costa Paloma que em 1850 vendeu
suas terras a Dª Ana Joaquina de Pontes,pernambucana,que ali se estabeleceu com
o marido e filhos.Dª Ana de Pontes fundou o povoado e,com sua
família,desenvolveu a agricultura,construiu casas e doou,em 1869,um terreno
para a construção de uma capela que foi levantada e consagrada a Nossa Senhora
da Conceição.Em 1874,Dª Ana e sua família já haviam alcançado razoável situação
econômico-financeira na agricultura e na indústria rural. Tendo grande visão
comercial decidiram criar uma pequena feira que começou a atrair forasteiros e
novos habitantes. Essa feira marcou o início do povoado e continuou sem
interrupção até hoje,construindo uma tradição no comércio de Santo Antônio.Em
1879,ano do falecimento de Dª Ana Joaquina pontes,o povoado já apresentava
aspecto de Vila em pleno desenvolvimento.O nome Salto da onça,famoso em todo o
Estado, vem de uma estória contada pelos 'mais antigos'da região.Nas Redondezas
existia uma pedra rachada ao meio,com uma fenda medindo três metros de
extensão.Exatamente no local desta fenda,um caçador conseguiu
ferir,mortalmente,uma onça em pleno salto.O feito desse caçador,pela sua
natureza espetacular,entrou para a história e permaneceu sempre
atual,denominado uma terra que hoje é núcleo comercial de toda uma região.O
povoado,que até meados do Século XIX era denominado de Salto da Onça,teve seu
nome mudado pelo Vigário de Goianinha,Pe.Manoel Ferreira Borges,por ocasião da
celebração da primeira missa,passando a se chamar,oficialmente, Santo
Antônio.Mas,a população estabeleceu um outro topônimo; Santo Antônio do Salto
da Onça,unindo ao mesmo tempo a história e a religiosidade que se espalhou por
todo o Estado.Durante seis anos,período compreendido entre 30 de Dezembro de
1942 e 23 de Dezembro de 1948,o município foi chamado;padre Miguelinho,voltando
ao seu nome anterior e tradicional a partir de então.A organização judiciária,o
Termo foi criado em 30 de Outubro de 1938 e a Comarca em 23 de Dezembro de
1948.Atualmente,a comarca é de 2ª entrância e sua jurisdição abrange os Termos
de Santo Antônio,Serrinha Várzea,Jundiá e Lagoa de Pedras.
obs: Dados do Atlas
Escolar do Município e Secretaria de Educação e Cultura no ano de 2001.
CRIAÇÃO DA PARÓQUIA DE SANTO ANTÔNIO
"Fazemos saber
que atendendo ás necessidades espirituais dos habitantes da vila de Santo
Antônio, até agora pertencente á freguesia de Nova cruz, do bispado de Natal
Rn.
Havemos por bem
desmembrar como desmembramos dessa a referida Vila de Santo Antônio, criando-a
e, originando-a como por este Decreto a criamos e erigimos ad perpetuam em
paróquia e instituímos canonicamente a Igreja de Santo Antônio em Matriz da
nova Freguesia, na forma do Sagrado Concílio Tridentino e mais leis vigentes,
Concedemos, portanto, à dita Paróquia, ora criada plenos direitos e faculdades
para ter em sua sede o Sacrário, em que permanentemente se conserva o
Santíssimo sacramento, para consolação dos fiéis, havendo o necessário ornato e
decência requerida na casa de Deus, observadas as disposições dos Sagrados
Cânones, nomeadamente, os dos para parágrafos 888, 889, 891, 892 e 894 - Tit.
XIV, Acta et Decreta concilii plenarii Americae Latinae, gozando de todos os
direitos e privilégios, honra e prerrogativas e distinções da igreja paroquial.
A nova Freguesia de
Santo Antônio terá permanentemente o seguinte traçado de limites: ao Norte, os
antigos limites de Goaninha com São José do Mipibu até a barra da Pajussara; a
Leste, uma linha que, partindo da barra da Pajussara no rumo norte e Sul
inclui, a povoação de Brejinho e os sítios Pajussara de Baixo, Lagoa grande,
Várzea e Lagoa Tapacurá, até os limites de Goianinha e Nova Cruz até a lagoa de
Panelas, e daí em direção ao poente até Lagoa Dantas; a oeste, a estrada real
que conduz da Lagoa Dantas ao Trapiá jacu,Regalia e Serra do Boqueirão até
encontrar com os limites de São José do Mipibu.
São estes os limites
do município de Santo Antônio, ora vigentes, pelos quais regerá a nova
Freguesia de Nova Cruz os Habitantes do território desmembrado e os submetemos
à jurisdição do respectivo pároco da nova Freguesia de Santo Antônio e aos que
canonicamente lhe sucederem no cargo, e mandamos aos mencionados habitantes que
tanto para o respectivo pároco, como para a nova matriz, contribuam
religiosamente com os emolumentos, oblações e benesses que lhes sejam
respectivamente devidos, pelos estatutos, leis, uso e costumes na Diocese de
Natal.
Mandamos também que na
nova Igreja matriz se conserve do Santíssimo Sacramento a lâmpada acesa de dia
de noite, permanentemente alimentada com óleo puro de oliveira, bem como que
ali se estabeleça o batistério e a pia batismal, na forma prescrita pelo
ritual, haja livro de Tombo e de registro de batismo, matrimônios e óbitos,
segundo as prescrições do direito.
Mandamos que este
nosso Decreto seja lido à Estação da missa paroquial, tanto da dita Matriz de
Santo Antônio, como da matriz de Nova Cruz e registrado no livro de Tombo
dessas Matrizes, pelos respectivos párocos, do que se passará seja devolvido à
Câmara Eclesiática do Bispado de Natal, para os devidos fins.
Compreendendo a nova
Freguesia de santo Antônio territórios de outras Freguesia de Santo Antônio
limítrofes, além do de Nova Cruz, ficarão do mesmo modo desmembrados e sujeitos
à jurisdição do pároco da Freguesia ora criada, do que se expedirá comunicação
aos párocos das respectivas freguesias para o devido registro no livro
competente.
Dado e passado nesta
nossa cidade Arquiepiscopal da Paraíba, sob o Nosso Sinal e Selo das Nossas
armas, aos 16 de Agosto de 1915. E eu Monsenhor Odilon da Silva Coutinho,
Secretário Geral do Arcebispado, o escrevi. D. Adauto Aurélio de Miranda
Henriques, arcebispo da paraíba e administrador Apostólico da Diocese de Natal.
Reg. no livro 1.º fls.
2
Mons. Pegado Cortez,
encarregado do expediente.
Está conforme. vila de
Santo Antônio, 12 de setembro de 1915.
Servindo de Escrivão
Alexandre Celso
Garcia.
A PARÓQUIA DE SANTO
ANTÔNIO, SUA MATRIZ E SEUS VIGÁRIOS.
A paróquia e o
município de Santo Antônio forma desmembrados do território de Goianinha.
Chamava-se antigamente
Salto da Onça até o momento em que o Padre Manoel Ferreira Borges mudou para
Santo Antônio.
Como vimos
anteriormente em 1867, Anna Joaquina de pontes doou para construção de um
templo a Nossa Senhora da Conceição duzentas braças de frente com trezentas de
fundo de sua propriedade. Foi neste terreno que os habitantes de Santo Antônio
edificaram a sua Igreja Matriz e Grande parte do casario de sua cidade.
Logo após a doação
deste terreno, os católicos do povoado construíram uma capelinha dedicada a
nossa Senhora da Conceição, implantada na parte norte da cidade, em terreno
plano, medido cento e dez palmos (110) de comprimento e sessenta (60) de
largura. Era de baixa estatura, sem torre, mas possuía três altares.
Esta Igrejinha foi
demolida em 1924 pelo juiz distrital, Dr. Higino, alegando que ia construir um
novo templo, o, que não aconteceu.
A vila de Santo
Antônio ficou quase três anos sem um lugar adequado para a celebração dos atos
religiosos. Por isso, a missa e demais atos religiosos eram celebrados no
prédio da Prefeitura Municipal e as imagens ficaram espalhadas nas casas de
particulares.
Por volta de 1922 ou
1923, um grupo de católicos iniciou a construção de uma nova Igreja, um pouco
mais abaixo da Igreja primitiva. Esta iniciativa não foi adiante.
A Igreja Matriz que
hoje nós conhecemos foi iniciada em 1911 pelo cônego José Paulino Duarte,
quando este era vigário da paróquia de Nova Cruz. Vale salientar que, por
decreto de D. Adauto de Miranda Henriques, datado de 22 de junho de 1908, a
capela de Santo Antônio foi desligada da paróquia de Goianinha passando a
pertencer a Nova Cruz.
A capela-mor desta
matriz foi benta em 1927. Sobre isto assim se expressou D. José Pereira Alves
quando em dezembro de 1927 fez visita pastoral a Santo Antônio: “Fizemos a
visita canônica da capela-mor da futura Matriz. Há muito que fazer ainda, se
não fora a generosidade do coronel Rodopiano de Azevedo a cujas expensas está
construída a capela-mor, esta paróquia não teria lugar sagrado” (livro de Tombo
da paróquia).
O corpo da Igreja foi
construído pelo Padre Josino Gomes da Silva, que vigário da paróquia de 1924 a
1928.
O padre Carlos Franik
(vigário de 1936 a 1937) continuou a construção da Matriz, levantando as
colunas necessárias à sustentação do teto. Ocorreu que a 11 de agosto de 1936,
se desmoronaram quatro colunas, impedindo assim a continuidade dos trabalhos.
Somente sob vicariato do Padre Bianor Aranha (1937 a 1940) é que foi concluído
o trabalho de cobertura do referido templo.
Em 1941, o Padre
benjamim Sampaio encontrou a Matriz sem reboco da frente e completamente sem
torre, graças ao seu trabalho, executado pelo famoso mestre Francisco Viana,
foi construída a torre da Matriz de Santo Antônio. O trabalho foi iniciado com
apenas quatro contos de réis, produto de uma festa dirigida pelo Cel. Aníbal de
Oliveira Barbalho e pelo Capitão Pedro Heráclito Pinheiro.
Esta torre, cuja
pirâmide mede 8 metros e meio de altura, consumiu mais de cem mil tijolos. Seu
custo ficou em torno de 110 contos de réis.
Além disso, o Padre
Benjamin construiu a pia batismal e a calçada da Matriz. Os vigários que lhe
sucederam na paróquia depois de 1954, quando ele retirou-se para o Rio de
janeiro, continuaram os trabalhos internos do referido templo.
O padre benjamim
deixou edificado um grande salão paroquial e, por conta própria, construiu a
Casa Paroquial. Esta casa custou à importância de cento e cinqüenta mil
cruzeiros.
VIGARIOS DA PARÓQUIA
DE SANTO ANTÔNIO
Padre José Alves
Cavalcante de Albuquerque, vig. De 1915 a 17; e em 1927.
Padre Luís Adolfo de
Paula, vig. enc. 1917 a 18; 1920 a 22; 1922 1924 a 27.
Padre José de Oliveira
Barbalho, vig. de 1918 a 20.
Padre Antônio Vicente
da Costa, vig. em 1922.
Padre João Felipe
Dulberg, M. S. vig. de 1922 a 24.
Padre Josino Gomes
Ramalho, vig. enc. de 1928 a 34.
Padre Severino
Ramalho, vig. de 1934 a 35.
Padre José Adelino
Dantas, vig. de 1934 a 35.
Padre Ambrosio Silva,
vig. enc, em 1935.
Padre Antônio de Melo
Chacon, vig. de 1935 a 36.
Padre Carlos Franik,
M. S. F., vig. de 1936 a 37.
Padre João Verberk, M.
S. F., vig. em 1937.
Padre Bianor Aranha,
vig. de 1937 a 40.
Padre Severino Bezerra,
vig. de 1940 a 41.
Padre Benjamim
Sampaio, vig. de 1941 a 54.
Padre Geraldo Almeida,
vig. de 1954 a 55.
Padre Raimundo
Barbosa, vig. de 1955 a 64.
Padre Manoel Antônio
Xavier, vig. de 1965 até 2013.
ASPECTOS POLÍTICOS E ADMINISTRATIVOS
Desmembrado do
município de goianinha em 05 de Junho de 1890, através do decreto-lei nº 32,
criou-se o município de Santo Antônio, quando foi emancipado. Em 31 de Março de
1981 o Decreto-lei nº 102 tornou-se sem-efeito a criação do novo município. Em
08 Janeiro de 1892 após a batalha política realizada pelos líderes da época e
por força do Decreto-Lei nº 06, Santo Antônio voltou a ter autonomia política,
tendo sido restaurada sua condição de município do Estado do Rio Grande do
norte. Em 29 de Março de 1938, pelo Decreto-lei nº 457, Santo Antônio recebeu
os foros de cidade. Após sua emancipação política o município recebeu a
nomeação de seu primeiro governante, o intendente Sr. Thedósio Xavier de Paiva,
seguido pelos demais Intendentes todos nomeados de 1889 à 1930.
Theodósio Xavier de
paiva
Ten. Joaquim Rodrigues
dos santos
Ten-Cel. Rodophiano
Fernandes de Azevedo
Cel. Epaminondas de
Oliveira Mendes
Francisco Tomaz do
Nascimento
Cap. Manoel Rimígio
Nestor de Alexandria
Valdomiro Fernandes de
Aquino
Pedro Gomes Teixeira
Salustiano Bezerra da
Silva Lima
Alferes Balbino José
Cavalcante
José Correia de
Andrade
Cel. Epaminondas de
Oliveira Mendes
O primeiro Prefeito
eleito de Santo Antônio foi o Sr. Jose Augusto de Oliveira Mendes,tendo
governado o município no período de 1930 até o início de 1933,seguido pelos
demais prefeitos:
ANÍBAL DE OLIVEIRA
BARBALHO 1933 à 1935 - Aliança Liberal
LINDOLFO GOMES VIDAL
1936 à 1945 - Partido Popular
CAP. PEDRO HERÁCLITO
PINHEIRO - 1946 à 1947 - Interventor
CORONEL JOSÉ LÚCIO RIBEIRO
1948 à 1953 - P.S.D
SEVERINO CARLOS
NOGUEIRA 1953 à 1958 - P.S.D
BOANERGES DE AZEVEDO
BARBALHO 1958 à 1962 - P.S.D
FRANCISCO EDUARDO DO
NASCIMENTO 1962 à 1963 ( 4 meses) P.S.D
LINDOLFO GOMES VIDAL
1963 à 1969 - U.D.N
EDAN BEZERRA DE
OLIVEIRA 1969 à 1973 - ARENA
LINDOLFO GOMES VIDAL
1973 à 1977 - ARENA
JOSÉ DO CARMO DOS
SANTOS 1977 à 1982 - M.D.B
JOSÉ DOMINGOS FILHO
1982 à 1988 -
LUÍS CARLOS VIDAL
BARBOSA 1988 à 1992-
ALDO HENRIQUE DE LIMA
1992 à 1996 -
LUÍS CARLOS VIDAL
BARBOSA 1997 à 2000 -
LUÍS CARLOS VIDAL
BARBOSA 2001 à 2004 -
LILIANE REGIS RIBEIRO
COUTINHO BARBALHO E SILVA 2004 à 2008 -
DR. GILSON GERALDO
BENTO DE OLIVEIRA 2008 à 2012 -
Obs: Dados do Atlas
Escolar do Município de Santo Antônio e Secretaria de Educação e Cultura no ano
de 2001.
Postado por Dedé
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Marcadores: Santo
Antônio
A História da Cidade
de Santo Antônio Rn
A VIDA INTELECTUAL
1.BIBLIOTECAS
O município de Santo
Antônio conta com duas bibliotecas.Em 15 de Outubro de 1968 foi fundada a 1ª
biblioteca do município, pela Lei Municipal nº 8, de 1º de Agosto de 1968.
Atualmente, conta com 4.948 exemplares, sendo que os mais procurados são:
1.A Moreninha, de
Joaquim Manoel de Macedo
2.A Viagem, de Ivani
Ribeiro
3.Helena, de Machado
de Assis
4.Ressurreição, também
de Machado de Assis
5.Capitães de Areia,
de Jorge Amado
6.Gabriela Cravo e
Canela, ainda de Jorge Amado
7.O Senhor Embaixador,
de Érico Veríssimo
8.Os Sertões, de
Euclides da Cunha
9.Iracema, de José de
Alencar
10.Insônia, de
Graciliano Ramos, além de outros
A segunda biblioteca,
de que não se tem a data precisa de sua fundação, é a do Posto Cultural do
Mobral.
2.TEATRO
Apesar de não ser uma
forma de lazer expressiva no município, o teatro teve seu lugar na década de
50, através de experiências feitas por alunos da Escola Estadual Dr. Manoel
Dantas. Seus trabalhos eram geralmente feitos em benefícios da Igreja, ou da própria
escola. O único interesse do grupo, era o de colaborar para o desenvolvimento
da comunidade. Todas as peças apresentadas foram colocadas nos estilos “drama”
ou “comédia”. Sem local apropriado para à apresentação, o grupo atuava em um
armazém. A diretora dos espetáculos era Arlete Barabalho de Azevedo Silva. O
elenco variava, mas algumas atrizes se destacaram e são lembradas até hoje: Em
“Coração de Cigana” de autor desconhecido, destacaram-se Amália de Souza
Rodrigues Felinto e Maria Nazaré Marreiro. Em “A Orgulhosa”, também de autor
desconhecido, destacou-se Maria Nazaré Marreiro. Na comédia “Seu Pafuncio”,
ainda de autor desconhecido, sobressaiu-se Terezinha Lins, Luiza Martins, Elita
Martins e Maria de Lurdes Oliveira.
3. POETAS POPULARES
Na parte relativa à
cultura popular, mais objetivamente, a poesia popular, há em Santo Antônio três
pessoas que se destacam pela beleza e simplicidade de seus versos: Celestino
Quirino de Oliveira, José Luiz e Eleusipo Oscar de Oliveira.
3.1. Celestino, embora
não nascido no município, veio para Santo Antônio em Julho de 1949, aos 23
anos, onde se estabeleceu na agricultura. Atualmente, faz parte da diretoria da
Associação dos Pequenos Produtores de Santo Antônio, com o cargo de tesoureiro.
Conta Celestino que começou a escrever versos ainda garoto, como autodidata,
pois nunca freqüentou escolas ou teve professore. Sua aprendizagem se efetuou
devido às aulas que seu pai administrava a seus irmãos mais novos. Enquanto,
durante a noite, o pai ensinava às crianças, Celestino ficava escutando os sons
das letras. No dia seguinte, escondia-se no mato, levando consigo a carta do
abc para aperfeiçoar-se. Nunca perdia a oportunidade de perguntar aos outros
que “nome” era este ou aquele. Foi assim que surgiu mais um poeta popular, que
por ocasião de concurso de poesias realizados em homenagem à Associação, onde è
tesoureiro, foi o 1º colocado, com os seguintes versos:
“Deus é um nome
sagrado
Do pai da humanidade
Crutac e Funrural é
O pai da sociedade
Espero que ela cresça
Com toda a fidelidade
Amigos vamos lutar
Juntos com amizade
Com fé e esperança
Prá nossa sociedade
Ter muito passo à
frente
Prá nossa felicidade.
A nossa sociedade
De pequenos produtores
Foi criada e fundada
Por um grupo de
doutore
Todos da universidade
Já vê que temos
valores.
Já vê que temos valor
Porque ela foi criada
Em todos setores de
leis
Ela foi autorizada
E todos fiquem sabendo
Não foi história
inventada
Espero que todo sócio
Tenha prosperidade
Tenha força e
esperança
Unidos com amizade
Não vamos deixar cair
A nossa sociedade
No Rio Grande do Norte
Fui nascido e criado
Município de Santa
Cruz
Cidade do meu agrado
Se eu morasse lá
Também era associado.
Quem não souber o meu
nome
Que ele não se expande
Venha perguntar a mim
Ou cace uma pessoa e
mande
Sou Celestino Quirino
Natural do Rio
Grande...
3.2. José Luiz,
nascido a 08 de Março de 1940, no sítio Gravatá, munucípio de Santo Antônio,
tem completo somente o antigo curso primário. Atualmente, além de fazer
poesias, exerce a profissão de comerciante ambulante, vendendo tecidos,
geralmente em feiras. Já participou do curso de relações humanas no circo d
acultura, da Fundação José Augusto. O poeta sempre se dedicou muito aos versos,
que são na maioria. De cunho histórico ou homenagens. Por ocasião do primeiro
aniversário da Associação dos Pequenos Produtores de Santo Antônio, historiou
em versos toda a sua evolução, publicando, em mimeógrafo, o poema completo.
Outro de seus poemas, que mereceu destaque pela beleza dos versos, foi a homenagem
feita à Fundação José Augusto.
CULTURA DÁ BOM PRODUTO
VÁ A FUNDAÇÃO JOSÉ
AUGUSTO
Todo povo tem cultura
Boa cultura dá bom
fruto
Nós recebemos um circo
Repleto de bom produto
Venho aprender
relações humanas
Na fundação José
Augusto
Os seus chefes são
cidadãos
De uma cultura sem par
São técnicos na
educação
Bem vindo ao nosso
lugar
Continuam de braços
aberto
Para quem lhe procurar
Parabenizo de antes
Estes nobres cidadãos
Que trouxe a nossa
cidade
Esta belíssima mansão
Dando relações humanas
Curso que tem projeção
Só quero falar no
circo
E na cultura que tem
Na fundação José
Augusto
Nome que se ouve bem
José Augusto foi tão
ilustre
Que continua fazendo o
bem
O nosso governo
planejou
E investiu num plano
curto
Para dá ao nosso povo
Uma obra de grande
vulto
Este circo da cultura
Fundação José Augusto
Todo povo tem cultura
Mas não sabe
aperfeiçoar
Fale com técnicos do
circo
Que querem lhe ajudar
Faça relações humanas
Curso de admirar
Todo povo vai ficar
pensando
Quando domingo chegar
Que vi sessenta alunos
Diplomado aqui ficar
Com o curso de
relações humanas
Que muito vai ajudar
Juro que disse a
verdade
Observando o que fiz
Serei feliz no futuro
É isso se prediz
3.3. Nascido aos 25 de
Julho de 1908 em Santo Antônio, Elêusipo só estudou dos sete aos 14 anos, por
falta de recursos para continuar. Mas sempre viveu em contatos com grandes
literatos, através de livros em prosa e poesia. Foi a Natal em busca de emprego,
mas só conseguiu assentar praça na Policia Militar, em virtude de seus
conhecimentos musicais. Em 1932 foi designado para integrar uma “volante” com
destino ao interior do Estado, trinta dias depois voltou, buscando seus amigos
professores como Abner de Brito, Jeferson e prof. Furtado, a fim de adquiri
mais conhecimentos. Em 1932 marchou para Pau dos Ferros como combatente. Após
noventa dias voltou. Em 1935 ocupou o cargo de escrivão da polícia na cidade de
Açu, onde tomou parte da defesa do município contra os subversivos. Mais tarde
tomou parte na defesa ao regime do país, lutando contra os insurretos. Antes
disso, defendeu a fazenda do Senhor Cândido, quando do ataque dos
sindicalistas. Em suas lutas, ao entrar numa aguada fria, adquiriu uma
paralisia que, anos depois, o, impossibilitou de andar. Inválido, requereu sua
reforma, ficando como primeiro Sargento, posto que já ocupava. Então, se
encerrou num casebre ás margens da lagoa Seca, onde tratou de “bolir com rimas
e cantá-las ao som peculiar à sua lira”. Casado desde 1929 desquitou-se em
1952, ano em que voltou à sua terra natal, e dedicou-se aos versos para
completar seu livro SÓLITO, que através de rimas e lirismo, conta suas mágoas.
ATUALIDADE
Os homens não se
entendem! Confusão!
Aumentar a gana ao
nobre em seu poder!
Aumentar a gana ao
pobre em seu sofrer!
Não há lei, nem amor ,
nem união.
É a babel subindo à
amplidão
Por via da ganância,
do querer
Do cego poderoso que
não vê
O martírio do lar do
seu irmão.
Nesta cosmogonia buliçosa
Dos astros em
constante polvorosa
Vejo neste retrato a
perfeição.
A meiguice, a ternura
desta imagem
Me eleva e faz guardar
como mensagem
Na tela videa do meu
coração.
Cruzeiro
do Padre
Está
localizado na fazenda do Sr. Luiz Maia no Sítio Lages
O CRIME QUE O POVO NÃO
ESQUECEU
Aconteceu em 25 de
Fevereiro de 1904. O padre José Luiz Cerveira saiu de sua fazenda, pelas 6
horas da manhã, com destino ao lugar denominado "Lages", a fim de
mandar derrubar um cercado que havia sido construído por Joaquim clemente, com
madeira tirada numa mata pertencente ao padre Cerveira. O padre foi acompanhado
por diversos trabalhadores. Ali chegando, apareceram Joaquim Clemente e seus
dois filhos, Joaquim e João. Um dos seus filhos pediu ao sacerdote que não
mandasse derrubar a cerca. Como o padre não atendeu à solicitação, ele vibrou
uma facada no seu estômago, e derrubou-o do cavalo em que estava montado. Como
se isto não bastasse, os três precipitaram-se, sobre o padre e vibraram-lhe
várias outras facadas; o sacerdote expirou imediatamente. Um dos presentes, que
era afilhado e amigo do vigário, tentou socorrê-lo, mas foi igualmente
assassinado. Os criminosos foram capturados imediatamente. Toda Vila de Santo
Antônio pranteou o seu trágico desaparecimento. o padre José Luiz Cerveira era
português e contava 69 anos de idade. Era querido pelos seus paroquianos e
considerado como um homem generoso e prestativo. Aplicava a homeopatia com
grande interesse e dedicação humanitária. Empregando o sistema Hahnemann e
aplicações hidroterápicas, fez numerosas curas em pessoas pobres da sua
freguesia. o assassinato do padre José Luiz Cerveira. Gerações e mais gerações
ouviram narrativas deste episódio. Cada vez que esta história era repetida, os
mais antigos tinham o cuidado de ressaltar os castigos sofridos pelos
criminosos: 30 anos de prisão para os assassinos e a família foi amaldiçoada
até a quinta geração. Esta é a versão popular da sentença bíblica: " Não
toqueis nos meus ungidos". Em homenagem ao padre temos rua Padre Cerveira
(antiga rua do motor).
FATOS CURIOSOS
* O primeiro aparelho
de rádio só chegou a Santo Antônio em 1933, comprado por Francisco Cesino
Ribeiro.
* Em 1947 surgiu o
primeiro refrigerador no município, levado por Afrísio de Barros e Silva
* O primeiro
automóvel, um Ford 23, era da propriedade de Saturnino Ferreira Maia.
* No ano de 1928, em
Novembro, caiu um avião vindo da Itália, com destino ao Rio de Janeiro, no
sítio "Juca". Contam que o aeroplano desviou-se da rota e o
combustível acabou. os pilotos, um francês e um uruguaio, não sofreram
ferimentos graves, mas um médico foi solicitado ao então Governador do Estado,
para atendê-los. Para visitar o avião, não faltaram turistas vindo de várias
regiões, até que o mesmo foi desmontado e levado a Natal.
Galeria
de Fotos
Estamos
disponibilizando uma galeria de fotos de nosso município que inclui igrejas,
prédios públicos, escolas e etc que se localizam nas zonas urbana e rural. Como
são muitas fotos, elas estão armazenadas externamente no servidor de fotos do
Picasaweb.
CLIQUE AQUI para visualizar as fotos da cidade de SANTO ANTÔNIO/RN.
CLIQUE AQUI para visualizar as fotos do DISTRITO DE REDENÇÃO (ZONA RURAL). As fotos do Distrito de Redenção foram uma contribuição da nossa seguidora Samara Figueiredo.
CLIQUE AQUI para visualizar as fotos das demais comunidades rurais do nosso município.
(Aos poucos todos os álbuns serão atualizado).
Lei Orgânica do município
CLIQUE AQUI para visualizar e/ou baixar.
FONTE: Blog do Dedé
Camilo e Blog Os Amigos da Onça





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