quarta-feira, 30 de junho de 2021

Superpedido de impeachment de Bolsonaro é protocolado na Câmara e deputados gritam: "fora genocida"



Por: Brasil 247

 Um sUm superpedido de impeachment contra Jair Bolsonaro foi protocolado nesta quarta-feira (30) na Câmara dos Deputados. O objetivo é unificar os argumentos dos mais de 120 pedidos de impeachment já apresentados na Câmara dos Deputados, apontando 23 tipos de acusações.

O superpedido foi assinado por legendas como PT, Psol, PSB, PDT e PCdoB. Também assinaram entidades como a Central dos Movimentos Populares (CMP), a Frente Brasil Popular, a Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) e a Coalizão Negra por Direitos, além de outros movimentos e políticos como os deputados federais Alexandre Frota (PSDB-SP) e Joice Hasselmann (PSL-SP).

De acordo com o líder da Oposição na Câmara, Alessandro Molon (PSB-RJ), este será o maior pedido de impeachment protocolado. "É o mais amplo, tanto pela enumeração de crimes praticados pelo presidente da República – dos mais antigos aos mais recentes – quanto pelo hall de signatários, das mais diversas posições políticas", disse ao Congresso em Foco

Alguns dos crimes citados no documento foram estímulo a militares para que não obedeçam à lei, incitação a um golpe, com posições favorável ao fechamento do Supremo Tribunal Federal e do Congresso Nacional e apologia à tortura.

Também foram citados estímulo à indignação da população contra o isolamento social, falta de uma plano de combate à pandemia e mentiras para obter vantagens políticas. 

Confira a lista dos crimes publicada pelo Congresso em Foco e em seguida acompanhe entrevista coletiva:

1 - Crime contra a existência política da União. Ato: fomento ao conflito com outras nações;

2 - Hostilidade contra nação estrangeira. Ato: declarações xenofóbicas a médicos de Cuba;

3 - Crime contra o livre exercício dos Poderes. Ato: ameaças ao Congresso e STF, e interferência na PF;

4 - Tentar dissolver ou impedir o funcionamento do Congresso. Ato: declarações do presidente e participação em manifestações antidemocráticas;

5 - Ameaça contra algum representante da nação para coagi-lo. Ato: disse de que teria que "sair na porrada" com senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), membro da CPI da Covid; 

6 - Opor-se ao livre exercício do Poder Judiciário. Ato: interferência na PF;

7- Ameaça para constranger juiz. Ato: ataques ao Supremo;

8 - Crime contra o livre exercício dos direitos políticos, individuais e sociais. Ato: omissões e erros no combate à pandemia; 

9 - Usar autoridades sob sua subordinação imediata para praticar abuso do poder. Ato: trocas nas Forças Armadas e interferência na PF; 

10 - Subverter ou tentar subverter a ordem política e social. Ato: ameaça a instituições;

11 - Incitar militares à desobediência à lei ou infração à disciplina. Ato: ir a manifestação a favor da intervenção militar; 

12 - Provocar animosidade nas classes armadas. Ato: aliados incitaram motim no caso do policial morto por outros policiais em Salvador; 

13 - Violar direitos sociais assegurados na Constituição. Ato: omissões e erros no combate à pandemia;

14 - Crime contra a segurança interna do país. Ato: omissões e erros no combate à pandemia;

15 - Decretar o estado de sítio não havendo comoção interna grave. Ato: comparou as medidas de governadores com um estado de sítio;

16 - Permitir a infração de lei federal de ordem pública. Ato: promover revolta contra o isolamento social na pandemia;

17 - Crime contra a probidade na administração. Ato: gestão da pandemia e ataques ao processo eleitoral;

18 - Expedir ordens de forma contrária à Constituição. Ato: trocas nas Forças Armadas;

19 - Proceder de modo incompatível com o decoro do cargo. Ato: mentiras para obter vantagem política;

20 - Crime de apologia à tortura;

21 - Negligenciar a conservação do patrimônio nacional. Ato: gestão financeira na pandemia e atrasos no atendimento das demandas dos estados e municípios na crise de saúde;

22 - Crime contra o cumprimento das decisões judiciais. Ato: não criar um plano de proteção a indígenas na pandemia.

Leia na íntegra o superpedido de impeachment de Jair Bolsonaro:

Assista a vídeos do superpedido de impeachment de Bolsonaro:

FETRAF/RN DEBATE FORTALECIMENTO DA ORGANIZAÇÃO SINDICAL EM REUNIÃO DA DIREÇÃO EXECUTIVA


A Direção Executiva da FETRAF/RN se reuniu na manhã desta quarta (30) de modo virtual, para debater a organicidade interna e externa da federação e dos Sindicatos de base.

Falas parabenizando Josana Lima - por sua eleição como Coordenadora Geral da CONTRAF-Brasil e desejando êxito nesse novo desafio - foram colocadas logo no início da reunião, por diversos dirigentes.

Josana apresentou o organograma organizacional da FETRAF/RN atualmente, destacando as potencialidades e também as fragilidades da Federação, bem como o pilar institucional.

Foi feito um importante debate, que apontou diversas necessidades para que a Federação melhore cada vez mais sua atuação sindical e retirados encaminhamentos gerais de organização.

Participaram da reunião, além de Josana, os demais Diretores e Diretoras: João Eudes Rodrigues (Coordenador de Secretaria Geral); Maria Avanael Simão (Coordenadora de Gestão e Finanças); Raimundo Canuto (Coordenador de Organização Sindical); Francicarlos Santos (Coordenador de Formação e Educação Profissional); Alex Pontes (Coordenador de Juventude); Wigna Brito (Coordenadora de Mulheres); José Mota (Coordenador de Políticas Sociais); Cícera Franco (Coordenadora de Organização da Produção e Comercialização); Hildebrando Rocha (Coordenador de Agroecologia e Meio Ambiente); Jocielma da Silva (Coordenadora de Comunicação) e Cleoneide Aciole (Suplente da Direção).

A direção se reunirá no dia 13 de julho para definir a questão política, vista as eleições de 2022.

Escrito por: Alex Pontes - Coordenação de Juventude da FETRAF/RN

Turbinado pela propina da vacina, superpedido de impeachment de Bolsonaro será apresentado hoje


O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), recebe hoje um superpedido de impeachment, que reúne 23 crimes de responsabilidade cometidos por Jair Bolsonaro desde que chegou ao cargo. O pedido chega turbinado pela informação de que o governo Bolsonaro pretendia cobrar uma propina de um dólar em cada dose da vacina AstraZeneca aplicada no País.

"Mais robusto do que o esperado há algumas semanas, um superpedido de impeachment do presidente Jair Bolsonaro será apresentado nesta quarta-feira (30) à Câmara dos Deputados por partidos de oposição e desafetos do chefe do Executivo. As suspeitas de irregularidades nas negociações da vacina Covaxin —e a denúncia de suposta omissão do presidente ao ser avisado sobre o caso— deram fôlego ao discurso da esquerda para tirar Bolsonaro do cargo", informam os jornalistas Thiago Resende e Danielle Brant, na Folha de S. Paulo.

No entanto, eles apontam que Lira ainda deve barrar os pedidos. "Cerca de 120 pedidos de impeachment serão reunidos em um só, apontando 23 tipos de acusações. Mas ainda faltam votos para que ele prospere na Câmara. Apesar do ciclo de desgaste político do presidente e da baixa tração nas pesquisas eleitorais de 2022, o centrão permanece disposto a barrar a iniciativa de opositores ao governo. A fissura nessa aliança traz mais riscos para Bolsonaro no projeto de ser reeleito", avaliam.

Fonte: Brasil 247

Governo Bolsonaro cobrou propina para comprar vacina, diz empresário


São cada vez mais fortes os indícios de que as vacinas contra a Covid-19 se transformaram em ferramenta de um grande esquema de corrupção no Ministério da Saúde gerido pelo general Eduardo Pazuello. Em matéria publicada pela Folha de S. Paulo na noite desta terça-feira (29), o empresário Luiz Paulo Dominguetti Pereira conta que recebeu pedido de propina ao tentar vender doses da AstraZeneca ao governo Bolsonaro.

Dominguetti é representante da empresa Davati Medical Supply. Segundo ele disse ao jornal, na noite de 25 de fevereiro, jantou em um restaurante a poucos quilômetros da Esplanada dos Ministérios com o diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, e outras duas pessoas: “um militar do Exército e um empresário lá de Brasília”, segundo seu relato.

Ao fazer a oferta de 400 milhões de doses a U$ 3,50 cada, Dominguetti ouviu de Roberto Dias que, para negociar com o governo teria que “compor com o grupo”. E a forma de “compor” seria aumentar US$ 1 no preço de cada dose. O governo compraria então 200 milhões de doses, o que daria um desvio de US$ 200 milhões, ou algo perto de R$ 1 bilhão.

“Ele (Dias) me disse que não avançava dentro do ministério se a gente não compusesse com o grupo, que existe um grupo que só trabalhava dentro do ministério, se a gente conseguisse algo a mais tinha que majorar o valor da vacina, que a vacina teria que ter um valor diferente do que a proposta que a gente estava propondo”, diz o empresário à Folha.

​”Aí eu falei que não tinha como, não fazia, mesmo porque a vacina vinha lá de fora e que eles não faziam, não operavam daquela forma. Ele me disse: ‘Pensa direitinho, se você quiser vender vacina no ministério tem que ser dessa forma'”, prosseguiu. “E, olha, foi uma coisa estranha porque não estava só eu, estavam ele [Dias] e mais dois. Era um militar do Exército e um empresário lá de Brasília”, completou Dominguetti, que mencionou também encontro no ministério com o coronel Elcio Franco, ex-secretário executivo da pasta.

Folha ressalta que Dias foi indicado para o cargo no ministério pelo líder do governo na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros (PP-PR). Tanto Barros quando Elcio Franco foram implicados no escândalo da Covaxin pelo deputado Luis Miranda (DEM-DF). Após a publicação da reportagem no site do jornal, o governo Bolsonaro anunciou a a exoneração de Roberto Dias.

CPI deve ouvir empresário na sexta-feira

Parlamentares e membros da CPI da Covid reagiram imediatamente. “A denúncia é gravíssima. É o terceiro escândalo de corrupção relacionado com a compra de vacinas. Os senadores do PT na CPI já pediram a convocação dos denunciantes para prestarem depoimento na condição de testemunha”, disse o líder do Partido dos Trabalhadores no Senado, Paulo Rocha (PT-PA), referindo-se às suspeitas que giram em torno da indiana Covaxin e da chinesa Convidecia.

“A CPI vai apurar tudo e os responsáveis serão punidos! Está ficando cada vez mais nítido o ESQUEMA DE CORRUPÇÃO por trás de tudo isso. Estão entendendo por que Bolsonaro já afirmou que não sabe de nada?”, afirmou o senador Humberto Costa (PT-PE), membro titular da comissão parlamentar de inquérito.

Um pedido de convocação de Dominguetti foi apresentado pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e confirmado pelo presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM). “Denúncia forte. Vamos convocar o senhor Luiz Paulo Dominguetti Pereira para depor na próxima sexta-feira”, anunciou Aziz no Twitter.

Da Redação

Fonte: PT

terça-feira, 29 de junho de 2021

À beira de novos apagões, governo Bolsonaro eleva bandeira vermelha da conta de luz em 52%


A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) definiu nesta terça-feira (29) um novo valor para a bandeira vermelha patamar 2, que está sendo cobrada atualmente na conta de luz. Pela decisão, a taxa passa de R$ 6,243 por 100 kWh para R$ 9,49 por 100 kWh. O novo valor representa aumento de 52%.

A justificativa do governo é que o aumento seria supostamente o valor necessário para cobrir todo o custo adicional do acionamento de termelétricas ao longo do segundo semestre deste ano, evitando um apagão no país.

Segundo reportagem do portal UOL, as bandeiras são cobradas na conta de luz dependendo das condições de geração de energia no setor elétrico. Diante da falta de chuvas, de acordo com a área técnica da Aneel, o aumento na bandeira vermelha patamar 2 deveria ter sido ainda maior, levando a taxa para R$ 11,50 (aumento de 84%). O acréscimo envolveria uma mudança na metodologia de cálculo das bandeiras. Por isso, a decisão da agência foi de implantar um aumento menor agora e convocar uma consulta pública para debater as alterações de metodologia. Assim, há a possibilidade de a bandeira ser novamente reajustada após a consulta pública.

O relator do processo, diretor Sandoval Feitosa, foi voto vencido. Ele sugeriu que a bandeira vermelha patamar 2 fosse elevada em apenas R$ 0,25, de R$ 6,243 para R$ 6,49. A ideia era submeter o aumento mais significativo a consulta pública, o que levaria a uma nova discussão em agosto.

O diretor-geral da Aneel, André Pepitone, porém, afirmou que essa decisão poderia deixar custos descobertos. Segundo ele, já há um déficit de R$ 1,5 bilhão no valor arrecadado pelas bandeiras, e, em julho, o rombo deve aumentar. O argumento de Pepitone, acompanhado por outros diretores, foi de que manter a bandeira vermelha em patamar menor agora poderia elevar ainda mais a conta no futuro, prejudicando os consumidores.

Fonte: Brasil 247

Com o país à beira do racionamento, taxa extra na conta de luz pode até dobrar


A área técnica da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) calcula que o novo patamar da bandeira vermelha nível dois deve subir para algo entre R$ 11,50 e R$ 12,00 a cada 100 quilowatt-hora consumidos.

Esse seria supostamente o valor necessário para cobrir todo o custo adicional do acionamento de termelétricas ao longo do segundo semestre deste ano. A decisão final será tomada nesta terça-feira (29) em reunião pública da Aneel, informa o Estado de S.Paulo.

A bandeira vermelha nível 2 está hoje em R$ 6,24 a cada 100 quilowatts-hora (kWh). Inicialmente, a proposta da Aneel era um reajuste para R$ 7,57 por 100 kWh, de até 21%. Mas no último dia 15, em audiência pública na Comissão de Minas e Energia da Câmara, o diretor-geral da Aneel, André Pepitone, já havia afirmado que o reajuste iria ultrapassar os 20%. 

O setor elétrico passa por um momento crítico inédito. O governo publicou nesta segunda-feira (28), uma medida provisória (MP) que dá poderes excepcionais para o enfrentamento da crise hídrica ao ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque. 

Fonte: Brasil 247

Bolsonaro já merece impeachment por roubo, diz Merval Pereira

 


"As provas de que houve manobras irregulares e corruptas na compra dessas vacinas estão ficando evidentes e deixam muito complicada a situação de Bolsonaro A linha do tempo dessa história tem fatos inacreditáveis. Uma semana depois da denúncia feita pelo deputado Luis Miranda à presidência, a mulher de Ricardo Barros ganhou um cargo no conselho de Itaipu, com salário de R$ 27 mil para uma reunião a cada dois meses. Bolsonaro não mandou investigar as denúncias e Barros foi mantido como líder do governo, o que é a maior prova de que ele tinha toda a confiança do presidente", escreve o jornalista Merval Pereira, do Globo, em sua coluna.

"O motivo para o impeachment de Bolsonaro, que era ideológico, discutível, hoje é corrupção, roubo. Portanto, a atitude de Randolfe vale como posicionamento. Mas ainda há um caminho muito grande para se descobrir a corrupção dentro do governo Bolsonaro, que tem também o caso das madeireiras com o ex-ministro Ricardo Salles", aponta ainda.

Fonte: Brasil 247

Apresentador da Band detona Sikêra Jr.: 'Quem é você comparado a Paulo Gustavo?'


Apresentador da Band no Rio Grande do Norte, Jacson Damasceno detonou Sikêra Jr. por fazer um discurso homofóbico no Alerta Nacional, telejornal da RedeTV!. O titular do Brasil Urgente de Natal defendeu a comunidade LGBTQIA+ e criticou o preconceito do colega de imprensa. "Quem é você comparado a Paulo Gustavo [1978-2021]?", questionou o jornalista. A reportagem é do portal Na Telinha. 

Na sexta-feira (25), Sikêra Jr. se revoltou com uma propaganda do Burger King em que crianças de diferentes idades são entrevistadas e explicam que é normal ver homens e mulheres do mesmo sexo juntos. Algumas delas têm pais que são gays.

Durante o Brasil Urgente de segunda-feira (28), Damasceno aproveitou a celebração do Dia do Orgulho LGBTQIA+ para relembrar a luta dos gays, lésbicas, bissexuais, transexuais e travestis, queers, intersexuais, assexuais e todas as outras siglas.

"Deixa eu dar um recado aqui que hoje é dia de combate ao preconceito e discriminação da turma do LGBTQIA+ e eu preciso dar um recado. Primeiro quero dizer que é uma luta de todos nós, todos os seres humanos. Chega de escárnio, de violência, de desamor, de pregar brutalidade, de pregar a diferença, a ignorância, somos todos iguais perante à lei e perante Deus, se você crê em algum Deus", começou o apresentador da Band.

"Chega de em nome de Deus cometer violência, cometer agressão. O Deus que esses caras conhecem não é o meu Deus, o meu Deus ama, protege, abraça, ama infinitamente. Então, quero deixar um recado pra um colega nosso que trabalha lá no Norte do país, senhor Sikêra Júnior. Não conheço, nunca tive o desprazer de estar com ele, não gosto do trabalho dele. Mas respeito como profissional de imprensa como é", avisou o comunicador.

Fonte: Brasil 247

segunda-feira, 28 de junho de 2021

Pandemia recua no RN, mas ainda é preciso que a população tenha cautela


Com o avanço da vacinação na faixa etária abaixo dos 60 anos e medidas de proteção social, a pandemia da covid-19 dá sinais de recuo no Rio Grande do Norte. Pela segunda semana seguida, o Indicador Composto não registra nenhum município no Escore 5, o mais alto na escala de monitoramento da doença.  O boletim mais recente, de 21 de junho, mostra que apenas 14,4% dos municípios estavam na faixa de alto ou risco extremo, enquanto quase 40% se situavam nos escores 1 e 2, de risco baixo ou moderado. É o melhor resultado desde o início da segunda onda da pandemia, em março, conforme dados epidemiológicos processados pelo Comitê de Especialistas coordenado pelo professor Kenio Lima, da UFRN – Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

“Melhoramos o quadro da pandemia no Estado porque estamos acelerando o processo de imunização. Realizamos Dias D e mutirões para as grávidas e puérperas, os agentes da segurança, e vamos avançar na imunização dos trabalhadores da Educação. A vacina é o caminho mais seguro para avançarmos no combate à pandemia”, disse a governadora Fátima Bezerra. Até essa sexta-feira (26), o Rio Grande do Norte havia recebido 2,02 milhões de doses de vacinas de quatro fabricantes: Coronavac/Butantan, Pfizer, Oxford/AstraZeneca e Janssen/ Janssen Pharmaceutica NV, e aplicado 1,48 milhão. O número de totalmente imunizados é de 404.618, o que corresponde a 37% do público-alvo e a 11,45% da população total do Estado.

O Indicador Composto apresenta um panorama da dimensão da epidemia provocada pela covid-19 e da capacidade de resposta do Estado ao enfrentamento da doença. O indicador leva em conta variáveis como taxa de internação de pacientes diagnosticados com covid-19, incidência da doença na população economicamente ativa potencial, casos ativos, incidência de covid em idosos e capacidade de testagem.

Um outro dado que indica recuo da pandemia é o número mensal de óbitos. Junho deverá ser o mês com menos mortes desde fevereiro de 2021. "Olhando os indicadores, estamos numa situação bem melhor hoje, mas é bom lembrar que algumas variantes precisam de um tempo maior para consolidar a mudança, definir tendência", pondera o professor Kênio.

Isso explica porque metade dos municípios da 8ª Regional de Saúde (Vale do Açu) permanece na faixa alta de risco, apesar das medidas restritivas decretadas pelos prefeitos no final de maio e início de junho. Na região, os casos ativos da doença, as internações de pacientes em leitos críticos e a baixa testagem indicam a necessidade de ações mais efetivas de combate ao coronavírus. "Essa doença é muita dinâmica, piora muito rápido. Não podemos baixar a guarda", reforça o professor. 

Entre as regionais de saúde, a melhor situação é a de João Câmara (3ª Região), onde 73,1% dos municípios estão em risco baixo ou moderado. Em segundo lugar está a 1ª Região, de São José de Mipibu, com 48,1% dos municípios nas mesmas condições. A 5ª Região (Santa Cruz) vem em terceiro, com 38,1%. Na região metropolitana, que é a mais populosa, 20% estão na faixa de risco de baixo a moderado; 60% em risco médio, e 20% de alto risco. Na 8ª Região (Assu), 50% em risco médio e 50% em risco alto.

“A pandemia não acabou. O que visualizamos no Rio Grande do Norte é uma redução nos pedidos e, consequentemente, ocupação de leitos covid. Nesta semana, houve melhora do indicador composto em 57 municípios.  É um recuo importante, mas devemos manter e cumprir as ações que visam fortalecer as medidas restritivas de distanciamento social. Essas medidas são necessárias até que possamos atingir uma taxa de cobertura vacinal mais elevada para que tenhamos a população protegida”, defende a doutora em Ciências da Saúde, Maura Sobreira, secretária-adjunta da Secretaria Estadual de Saúde (Sesap/RN).

Na tarde de sexta-feira (25), o Regula RN registrava 111 leitos críticos disponíveis para internação imediata, e os leitos clínicos vagos (234) eram em maior quantidade do que os ocupados (187). A taxa geral de ocupação dos leitos de UTI era e 72,7%.

O prefeito de Itaú, André Régis Júnior, que é médico intensivista, atribui a melhoria dos indicadores da pandemia à vacinação e às medidas restritivas para proteger a saúde dos 5,8 mil moradores da cidade. Itaú está localizada na região do Alto Oeste, a 350 quilômetros de Natal. O prefeito seguiu as recomendações estabelecidas nos dois decretos estaduais regionalizados, editados no final de maio e início de junho, para barrar a disseminação do vírus. “Nós também fiscalizamos o cumprimento das medidas e isso foi importante para conter a pandemia”, disse o prefeito.

No ano passado, quando os exames laboratoriais confirmaram onze casos da doença, o então prefeito Ciro Bezerra optou pela forma mais severa de isolamento social, montando barreiras nas entradas da cidade, instituindo multa e até penalidades mais graves para quem desrespeitasse o confinamento. Em 2021, sob a gestão de Régis Jr., não foi necessário recorrer a lockdown. Na última edição do Indicador Composto, Itaú está situado no Escore 2, de risco moderado. No início de junho chegou ao extremo, Escore 5. “Hoje temos apenas três pacientes em tratamento domiciliar, mas estamos fiscalizando o cumprimento das medidas do novo decreto do Governo do Estado [número 30.676, de 22 de junto de 2021]. Não podemos regredir”, enfatizou o prefeito.

*INDICADOR COMPOSTO*

Situação dos municípios em 21 de junho

 

Escore 1: 07

Escore 2: 57

Escore 3: 79

Escore 4: 24

Escore 5: 00

 

Escore 1: Risco Baixo – Cor Verde Claro;

Escore 2: Risco Moderado – Cor Verde Escuro;

Escore 3: Risco Médio – Cor Amarela;

Escore 4: Risco Alto – Cor Laranja;

Escore 5: Risco Extremo – Cor Vermelha.


Fonte: Governo do RN

domingo, 27 de junho de 2021

Leandra Leal cobra autocrítica geral: "como a gente deixou Bolsonaro ser presidente?"


A atriz Leandra Leal cobrou uma autocrítica de todos os setores da sociedade brasileira que contribuíram para a ascensão do fascismo de Jair Bolsonaro. 

Ela afirmou que jamais poderia ter sido considerado "uma escolha muito difícil" optar entre a social-democracia representada por Fernando Haddad e o extremismo de ultradireita de Jair Bolsonaro, que já tinha um discurso racista, misógino e preconceituoso. 

A tese da "escolha difícil" foi construída por setores que lideraram o golpe de 2016 contra a ex-presidente Dilma Rousseff, como o PSDB, e abraçada pela mídia corporativa no Brasil.

 Confira a fala de Leandra Leal:

Fonte: Brasil 247

sábado, 26 de junho de 2021

Com escândalo da Covaxin, movimentos antecipam ato nacional #ForaBolsonaro para sábado, 3


Diante do desgaste de Jair Bolsonaro após a denúncia do escândalo de corrupção envolvendo a compra da vacina Covaxin, movimentos populares anteciparam a próxima mobilização nacional por #ForaBolsonaro para o próximo sábado, 3 de julho. O ato de 24 de julho, que já estava marcado, está mantido.

Haverá ainda na próxima quarta-feira, 30 de junho, às 17h, um ato em Brasília em apoio ao superpedido de impeachment contra Jair Bolsonaro, um texto que reúne mais de 100 pedidos de impeachment e deverá incluir a nova denúncia de corrupção.
Os movimentos se reuniram neste sábado (26) para discutir um novo calendário de mobilizações contra o governo depois da sessão desta sexta na CPI da Covid, no Senado, que revelou que Bolsonaro sabia de um esquema de corrupção no Ministério da Saúde que seria comandado pelo líder do governo na Câmara, Ricardo Barros.

A CPI prepara agora notícia-crime contra o presidente para apresentar junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR) indicando prevaricação. “Mesmo comunicado [do esquema de corrupção], o presidente da República não toma nenhuma providência – não instaura inquérito, não pede investigação, nada”, disse o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

Fonte: Brasil 247