quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Moro tenta usar Lei de Segurança Nacional contra Lula

A presidente nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), e o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) denunciam nesta quarta-feira (19), através de suas redes sociais, que o ministro da Justiça, Sergio Moro, tentou enquadrar o ex-presidente Lula na lei de Segurança Nacional, através de audiência na Polícia Federal, por conta de declarações do ex-presidente a respeito das notórias relações do governo com milicianos. 
Segundo informam os parlamentares, Lula prestou depoimento na sede da Polícia Federal, em Brasília, em função de solicitação de Sergio Moro. 
Os parlamentares denunciam que Moro age como um "jagunço" e classificam a ação do ministro como "inacreditével". 



Fátima Bernardes reage a insulto de Bolsonaro a Patrícia Campos Mello

A jornalista Fátima Bernardes criticou durante seu programa na Globo, o "Encontro", o insulto de cunho sexual feito por Bolsonaro à jornalista Patrícia Campos Mello. A apresentadora afirmou que a postura misógina de Bolsonaro inspira outras pessoas a fazerem o mesmo.
“É muito triste a gente ver o presidente do nosso país com uma declaração como essa, tentando fazer um ataque sexual a uma jornalista respeitada. Mas, no nosso país, nós mulheres vivemos lutando por espaço, por respeito. É muito frustrante e deixa todas nós indignadas quando a gente vê um ataque como esse partindo da pessoa que tem o cargo mais importante e que se esquece que governa para todas as mulheres”, disse.
“É por isso que a gente vê um comportamento como esse vindo do presidente e logo depois a gente é obrigado a dar notícia de outro caso que gerou discussão, que é de uma adolescente de 17 anos que denuncia um motorista de aplicativo por assédio sexual, e ele diz que a culpa é da menina”, falou Fátima, se referindo ao caso do motorista da Uber que assediou uma menina de 17 anos durante uma corrida.
Fonte: Brasil 247

Dilma apoia greve dos petroleiros: “já entrou para a história”

A ex-presidente Dilma Rousseff, deposta pelo golpe parlamentar, disse que a greve dos petroleiros, que nesta quarta-feira (19) entrou em 19º dia de paralisação, “já entrou para a história”. Em nota, Dilma destaca que a mobilização “representa um movimento importante contra o autoritarismo, o neofascismo e a agenda neoliberal” do governo Jair Bolsonaro.
No texto, ela observa que a greve “nasceu em defesa do emprego dos funcionários de uma fábrica de nitrogenados do Paraná que pertence à Petrobras, mas adquiriu a dimensão de uma luta histórica pela democracia, pelos direitos humanos e pela soberania nacional. Os petroleiros nos representam ao exercer o inalienável direito de greve”. 
“Muitas informações apresentadas até aqui são desconhecidas da população brasileira, porque a imprensa decidiu escondê-las e fazer do movimento dos petroleiros uma “greve invisível”, para evitar que a população compreenda suas motivações e possa, eventualmente, apoiá-las. A mídia tradicional não mostra as atividades e as manifestações dos grevistas, não noticia que a greve teve início porque a Petrobras descumpriu um acordo coletivo, não informa que o TST mediou este acordo posteriormente rompido unilateralmente e, assim, não diz que a greve é legal e justificada”, observa. 
“O contexto desta crise é o esquema de sustentação do autoritarismo, emanado de um governo neofascista e neoliberal e que contamina as demais instituições. Por isto, a greve dos petroleiros ganhou dimensão política histórica para o país: é o mais importante movimento trabalhista organizado desde a ascensão da extrema-direita ao poder”, ressalta. 
No texto, Dilma afirma que “pelo menos uma lição os corajosos grevistas da Petrobras estão ensinando aos brasileiros neste momento: “lute como um petroleiro”
Leia a íntegra da nota. 
LUTE COMO UM PETROLEIRO
A greve dos petroleiros já entrou para a história. Representa um movimento importante contra o autoritarismo, o neofascismo e a agenda neoliberal. Nasceu em defesa do emprego dos funcionários de uma fábrica de nitrogenados do Paraná que pertence à Petrobras, mas adquiriu a dimensão de uma luta histórica pela democracia, pelos direitos humanos e pela soberania nacional. Os petroleiros nos representam ao exercer o inalienável direito de greve.
A Constituição brasileira afirma, em seu artigo 9º: “É assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender”. A OIT (Organização Internacional do Trabalho), de cujos acordos o Brasil é signatário, defende que as greves podem ser de três tipos: 1) as de natureza do trabalho, que buscam garantir ou melhorar as condições de trabalho e de vida dos trabalhadores; 2) as de natureza sindical, que buscam garantir e desenvolver os direitos das organizações sindicais e de seus dirigentes; 3) as de natureza política, que possuem como objetivo, ainda que indiretamente, a defesa dos interesses econômicos e sociais dos trabalhadores.
Sob a chancela do TST (Tribunal Superior do Trabalho), a Araucária Nitrogenados, empresa da Petrobras, assinou com o sindicato da categoria, em novembro passado, um acordo formal que, em seu artigo 26, estabelece: “A companhia não promoverá despedida coletiva ou plúrima [em grupos], motivada ou imotivada, nem rotatividade (turnover) sem prévia discussão com o sindicato”.
Apesar de ter assumido este compromisso por escrito, a empresa passou a demitir os trabalhadores de uma de suas unidades, em grandes grupos, admitindo que vai despedir nada menos do que 1.000 empregados, vários deles com 30 anos de vínculo com a empresa e contratados por meio de concurso público.
O descumprimento de um acordo coletivo de trabalho é uma das mais legítimas razões para uma paralisação de trabalhadores. A defesa do emprego, ainda mais quando a sua estabilidade havia sido assegurada pelo empregador em documento oficial, pode ser considerada uma das mais evidentes motivações para uma greve como esta que os petroleiros estão fazendo há 19 dias, e que já atinge 121 unidades da Petrobras em 13 estados.
Portanto, greve mais do que justa, além de rigorosamente legal e de maneira alguma abusiva ou prejudicial aos consumidores. Mas o mesmo TST que mediou o acordo rasgado pela Petrobras, proibiu em decisão inédita que 90% dos empregados da Petrobras participem da greve, declarou a paralisação ilegal e ainda determinou punições pecuniárias exorbitantes ao sindicato, caso o movimento não fosse interrompido imediatamente. A decisão monocrática de um dos ministros do TST, sem consulta ao pleno do tribunal, recebeu surpreendente apoio do presidente do STF.
Muitas informações apresentadas até aqui são desconhecidas da população brasileira, porque a imprensa decidiu escondê-las e fazer do movimento dos petroleiros uma “greve invisível”, para evitar que a população compreenda suas motivações e possa, eventualmente, apoiá-las. A mídia tradicional não mostra as atividades e as manifestações dos grevistas, não noticia que a greve teve inicio porque a Petrobras descumpriu um acordo coletivo, não informa que o TST mediou este acordo posteriormente rompido unilateralmente e, assim, não diz que a greve é legal e justificada.
Apenas regimes totalitários proibem o exercício do direito de greve, seja diretamente, seja por subterfúgios judiciais. É o que está acontecendo no Brasil de Bolsonaro, em flagrante atentado à Constituição. Quando o TST decide que apenas 10% dos empregados da Petrobras podem participar de um movimento grevista, está extinguindo na prática o direito de greve, que é um dos mais importantes direitos humanos. Quando aplica multas exorbitantes e impagáveis ao sindicato que representa os trabalhadores, está estrangulando e buscando a extinção do movimento sindical e do direito de organização e manifestação. À Justiça do trabalho compete mediar conflitos, não tomar partido de um dos lados. Agindo assim, o sistema de justiça serve de arma dos empregadores contra os empregados.
O contexto desta crise é o esquema de sustentação do autoritarismo, emanado de um governo neofascista e neoliberal e que contamina as demais instituições. Por isto, a greve dos petroleiros ganhou dimensão política histórica para o país: é o mais importante movimento trabalhista organizado desde a ascensão da extrema-direita ao poder. Para os petroleiros, é uma greve para preservar empregos e salvar a Petrobras. Para os brasileiros, é um movimento pela existência da Petrobras e das riquezas do pré-sal, contra o entreguismo e contra a agenda neoliberal. Os petroleiros servem de exemplo a todos os brasileiros – trabalhadores, desempregados e cidadãos submetidos a formas precárias de emprego.
Os petroleiros obtiveram uma vitória, ontem, anda que parcial. O TRT do Paraná determinou que o acordo coletivo seja cumprido e que nenhum empregado seja demitido, pelo menos até o dia 6 de março, quando novas negociações deverão ser feitas.
Mas os petroleiros já têm a história em suas mãos, por protagonizar em circunstâncias tremendamente desfavoráveis um movimento em defesa de direitos trabalhistas, mas sobretudo pela bravura com que ousam enfrentar os patrões, os inimigos da Petrobras, a parcialidade do Judiciário, o silêncio do Congresso e a omissão da mídia.
Com sua “greve invisível”, estão dando exemplo e fazendo sua parte na luta pela reconquista da democracia. A greve dos petroleiros merece todo o nosso apoio. Os petroleiros estão lutando pelo Brasil e por nós. Sua vitória será a vitória do povo brasileiro.
E pelo menos uma lição os corajosos grevistas da Petrobras estão ensinando aos brasileiros neste momento: “LUTE COMO UM PETROLEIRO”.
DILMA ROUSSEFF
Fonte: Brasil 247

Emparn confirma chuvas de até 533 milímetros para março, abril e maio


A Empresa de Pesquisa Agropecuária do RN - Emparn confirmou na manhã desta quarta-feira, 19, a previsão de chuvas acima da média histórica para o trimestre de março, abril e maio próximos. De acordo com o meteorologista Gilmar Bistrot, os padrões climáticos indicam a ocorrência de chuvas distribuídas em todas as regiões do Estado, sendo 479 milímetros na região Oeste, 376 na região Central, 342 na região Agreste e 533 milímetros na região Leste. Em todo o ano de 2019 a média de chuvas foi de 840 milímetros.
"A previsão climática, a partir das condições observadas desde janeiro deste ano indicam chuvas normais ou acima da média histórica para o Rio Grande do Norte", afirma o meteorologista. Ele explica que explica que "as análises consideram parâmetros de temperatura na superfície dos oceanos, ventos e pressão atmosférica". Segundo Bistrot há aquecimento no Atlântico Sul e temperatura baixa no Pacífico e isto favorece ocorrências de chuvas no Nordeste brasileiro nos próximos três meses. "Hoje há essa tendência", reforçou.
A conclusão apresentada pela Emparn resulta das análises também de meteorologistas dos principais centros de previsão climática da região Nordeste que promoveram em Parnamirim, nesta terça-feira, 18, a III Reunião de Análise Climática para o Semiárido Nordestino - Etapa Rio Grande do Norte.
Os especialistas fizeram o balanço dos primeiros meses do ano, análises de modelos meteorológicos, condições atuais dos oceanos e elaboração de boletins para o período.
A governadora Fátima Bezerra participou da apresentação do boletim de análise e previsão climática, ocorrido no auditório da Governadoria, e avaliou o quadro como animador. Ela registrou que o Governo do RN tomou providências em apoio ao homem do campo como a distribuição de sementes no período certo para aproveitar o período das chuvas. "Inclusive", destacou Fátima Bezerra, "este ano entregamos também sementes crioulas, que são adaptadas às condições de clima e solo de cada região do Estado, oferecendo assistência técnica pela Emater e apoio à agricultura familiar".
O RN é o primeiro Estado no Brasil a implantar o sistema de aquisição e distribuição de sementes crioulas. Este ano foram investidos R$ 600 mil na compra de grãos produzidos pela agricultura familiar. "São produtos certificados pelo Mapa, de qualidade e com germinação garantida. E já estamos trabalhando para ampliar as compras para R$ 2 milhões em 2021, mais do que triplicando o investimento deste ano", informou a Governadora.
A presença de técnicos da Paraíba, Bahia, Alagoas, Pernambuco e do Distrito Federal no RN para tratar do clima mostra que temos uma "integração regional dos estados que enfrentam as intempéries da seca e do semiárido. Isto é muito bom e produtivo por que estamos somando conhecimento e buscando soluções efetivas".
O secretário de Estado do Desenvolvimento Rural e da Agricultura Familiar - SEDRAF, Alexandre Oliveira, disse que a ocorrência de chuvas regulares "beneficia o agricultor e a produção com garantia de colheita do milho e feijão principalmente, por que assegura a alimentação animal e humana, o que tem forte impacto econômico e social, mantendo as famílias produtivas. Temos no Rio Grande do Norte 60 mil cisternas e, com as chuvas, elas serão abastecidas, irão garantir o consumo humano, a segurança alimentar e a produção de forragem para as criações".
César Oliveira, diretor geral da Emater, afirma que a chuva é insumo indispensável para as ações no campo. A ocorrência de precipitações regulares anima os agricultores e movimenta a economia principalmente para os pequenos e médios produtores".
Também participaram da apresentação do relatório o coordenador da Defesa Civil estadual, tenente-coronel Marcos Carvalho, diretor do Instituto de Gestão das Águas do Estado do RN  - Igarn, Mário Manso, e meteorologistas dos estados que participaram da III Reunião de Análise Climática para o Semiárido Nordestino.
Fonte: Governo do RN

sábado, 15 de fevereiro de 2020

Caminhoneiros aderem à greve dos petroleiros

A Associação Nacional dos Transportadores Autônomos do Brasil (ANTB) anunciou neste sábado (15) que a categoria vai aderir e prestar total apoio à greve nacional dos petroleiros, que já dura 15 dias e paralisou 114 unidades do sistema Petrobras. Em carta publicada no site da Sindipetro, os caminhoneiros também lançam campanha para avançar na luta contra a política de preços dos combustíveis adotada pela Petrobras.
Segundo o presidente da ANTB, José Roberto Stringasci, a política de preços é um assunto que “precisa ser discutido com toda a sociedade, que é afetada em todos os setores por causa dos altos preços dos combustíveis. E se nós temos o petróleo e a Petrobras, não é possível mais aceitarmos essa cobrança inadequada na bomba”.
Leia mais na Fórum.

Bolsonaro volta a atacar jornalistas por gabinete de Michelle na biblioteca do Planalto: “merece outra banana”

Por: Brasil 247
Jair Bolsonaro voltou a atacar os jornalistas que fazem plantão na saída do Palácio da Alvorada. O ataque deste sábado veio na esteira da revelação do desmonte de metade da biblioteca presidencial para que seja instalado um gabinete com banheiro privativo para que a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e a equipe do programa  Pátria Voluntária possam despachar em uma sala próxima a dele. 
“Minha esposa faz um trabalho para pessoas deficientes de graça. Arranjei um lugar pra ela trabalhar lá na Presidência, porque é melhor, fica mais perto dos ministros pra despachar. E a verdade é que (inaudível). Estão descendo a lenha que a biblioteca vai diminuir em vez de elogiar a primeira-dama. Quem age dessa maneira merece outra banana”, disse Bolsonaro ao mesmo tempo em que fazia gestos obscenos à imprensa. No último dia 8, Bolsonaro já hava dado uma "banana" para os jornalistas.
A biblioteca da Presidência da República abriga um acervo de 42 mil itens e 3 mil discursos de presidentes. O custo com a “reforma” não foi divulgado e os espaços de estudo, convivência e leitura do local serão praticamente extintos. Há sete meses, os cofres públicos foram abertos para a realização de obras no valor de R$ 330 mil no Ministério da Cidadania com o objetivo de adaptar várias salas para receber Michele e sua equipe. 
Segundo reportagem do blog da jornalista Bela Megale, ela pouco aparecia no local.  No final de 2019, o programa Pátria Voluntária foi incorporado pela Casa Civil, que funciona nas dependências do Palácio do Planalto. 
Veja o vídeo. 

Governo Fátima quita novembro de 2018 e adianta pagamento de fevereiro neste sábado


O Governo do RN depositou mais de R$ 314,3 milhões na economia potiguar. O adiantamento do salário de fevereiro de 2020 e o passivo de novembro de 2018 amanhecerão na conta bancária dos servidores do Estado neste sábado (15).

O funcionalismo que recebe até R$ 4 mil (valor líquido) e a categoria da Segurança Pública receberão o salário integral. O servidor que recebe acima de R$ 4 mil teve 30% de seu salário adiantado e receberá os outros 70% no próximo dia 29.

Com isso, mais de 60 mil funcionários terão seus salários integrais na conta já na metade do mês e quase 30 mil terão parte de seus vencimentos adiantados, totalizando uma folha de mais de R$ 220 milhões.

SALÁRIO DE NOVEMBRO DE 2018
Em relação ao passivo de novembro de 2018, foi depositada a parcela restante dos servidores que recebem acima de R$ 5 mil. Com isso, o Governo quita o segundo dos quatro salários em atraso deixados pela última gestão, tendo pago também o 13º de 2017.
O Governo segue no trabalho constante pela busca do equilíbrio fiscal e de receitas extras para pagar os salários de dezembro e o 13º de 2018, que totalizam um montante de mais de R$ 700 milhões.

Fonte: Governo do RN

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Alfabetização melhora a vida de 2.500 trabalhadores rurais no RN

O raiar do dia na Comunidade de Resistência Gregório Bezerra, em Ielmo Marinho, é marcado por muito trabalho. Seja no roçado, na limpeza do terreiro, no cuidado com os animais, cozinhando ou cortando lenha, cada um dos assentados tem sua responsabilidade. Em comum, eles têm o objetivo de se sustentar da produção na agricultura familiar e a vontade de adquirir conhecimento. Tanto que, dos 13 membros da comunidade, nove estão participando do Projeto de Alfabetização no Campo, realizado pelo Governo do RN, por meio da Secretaria de Estado da Educação, da Cultura, do Esporte e do Lazer (SEEC) e do Projeto Governo Cidadão, com recursos do acordo de empréstimo com o Banco Mundial.

Maria José de Andrade, de 66 anos, é uma das aplicadas alunas. Natural de Macaíba, trabalha na roça desde os seis anos de idade, nunca frequentou uma escola e sequer sabia escrever seu nome. Uma realidade dura, mas muito frequente no Estado. Somente no RN, são contabilizados 403,5 mil analfabetos e destes, 85% têm entre 50 e 70 anos.

“Naquela época, nossos pais não ligavam para o estudo. Eles achavam que era importante trabalhar com eles na plantação. Depois que cresci e podia tomar as minhas próprias decisões, vieram os filhos para criar. Fiquei sem tempo. Mas só eu sei o que a falta de estudo me custou”, reclamou Maria, contando que até pouco tempo a simples ida a um banco era um martírio. E completou: “Nunca é tarde para aprender; agora já assino meu nome e leio várias palavras”.

Cadenciando o soletrar do alfabeto que denunciava o início da aula, Nivaldo Ferreira, agricultor forte de 79 anos, contou que nem nos seus sonhos podia se imaginar dentro de uma sala de aula. “Meu pai dizia que estudo não enchia bucho de ninguém. E a gente foi vivendo assim. Hoje vejo que quando a pessoa não é estudada, nem emprego consegue. Por isso, sempre incentivei meus filhos a estudarem e se esforçarem e, agora, estou correndo atrás do tempo perdido, aprendendo o que devia ter aprendido lá atrás”, comemorou.

A partir desta ação iniciada em abril de 2019, muitas Marias e Nivaldos, que somam aproximadamente 2.500 trabalhadores e trabalhadoras rurais, estão sendo alfabetizados. São 100 turmas ao longo de 28 municípios potiguares, assistidas, cada uma delas, por um técnico agrário e um alfabetizador, capacitados pela Fundação de Apoio à Educação e ao Desenvolvimento Tecnológico do RN (Funcern).

A educadora e técnica agrária, Jaqueline Rosseti, falou dos desafios que vem enfrentando nesta tarefa que abraçou junto com o filho e alfabetizador, Adeilton Rosseti. Segundo ela, as dificuldades começam em prender a atenção dos alunos que já chegam cansados às aulas, mas que o esforço é válido e extremamente gratificante.  “Estamos atendendo aqui diversas necessidades desses trabalhadores rurais, já que além de aprender a ler e escrever, estão trocando experiências no que diz respeito à terra e às boas práticas para que lhes dêem bons frutos”.

O secretário de Gestão de Projetos e Metas, Fernando Mineiro, destacou que este projeto é parte de um conjunto mais amplo de ações voltadas ao trabalhador rural. “Jovens, adultos e idosos do campo de mais de 80 comunidades estão sendo beneficiados com este projeto que, visando a queda do índice de analfabetismo no RN, busca ainda o desenvolvimento rural sustentável”, disse.

Corroborando Mineiro, o secretário de Educação do RN, Getúlio Marques, pontuou que as turmas de alfabetização levam ao campo uma oportunidade que, ao longo da vida, foi negada as trabalhadoras e trabalhadores rurais: o acesso ao ensino, dando ainda a chance de terem uma qualificação profissional e social. “É uma política de ensino que deixa bons frutos em nossa rede e amplia a oportunidade de inserção dos trabalhadores rurais na economia do Estado”, finalizou Marques.

Fonte: Governo do RN

Direita faz campanha de ódio contra papa Francisco por encontro com Lula

A visita do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quinta-feira (13) ao papa Francisco "turbinou esse sentimento [de repulsa] da direita ao líder dos católicos, escreve Fábio  Zaninni na Folha de S.Paulo
"Católico conservador, o deputado federal Luiz Philippe de Orléans e Bragança (PSL-SP) considerou 'surreal' Francisco ter recebido o petista".
"Para o deputado, não há dúvida de que o papa tem tendências de esquerda", escreve Zannini.
"A deputada Carla Zambelli (PSL-SP) foi outra que se indignou", assinala o jornalista Fábio Zannini, citando em seu artigo diversas outras manifestações de ódio e intolerância contra o papa Francisco por ter recebido Lula.
Fonte: Brasil 247

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Encontro entre Lula e Papa é destaque em jornais internacionais

O encontro entre Lula e o Papa Francisco, ocorrido nesta quinta-feira (13), já era notícia antes mesmo de acontecer. Ao ser consolidado, tornou-se ainda mais emblemático, com a imagem do ex-presidente e o pontífice a estampar alguns dos principais jornais do mundo.
Além de dezenas de portais da Itália, onde a cidade-estado do Vaticano está localizada, publicações como o The New York Times também repercutiram a conversa entre os dois líderes mundiais que têm em comum ideais humanistas e, cada um ao seu modo, a missão de combater a fome a desigualdade do planeta.
“Francisco, o primeiro papa da América do Sul, mantém laços estreitos com os líderes latino-americanos de esquerda, incluindo Lula e o ex-presidente boliviano Evo Morales”, lembrou o periódico estadunidense.
Já o Corriere della Sera, o jornal mais vendido da Itália, destacou no título da notícia as razões que motivaram o encontro entre Lula e Francisco. “Lula recebido pelo papa no Vaticano: um mundo mais justo é necessário”.
Na América do Sul, como não poderia deixar de ser, foram várias as menções ao encontro do brasileiro com o argentino. “Graças aos esforços de seu amigo, o presidente Alberto Fernández, o ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva se encontrou hoje em particular com o papa na residência de Santa Marta, no Vaticano (….) A reunião foi administrada por Fernández, que após o encontro com o papa em 31 de janeiro contou em entrevista coletiva que havia transmitido a Lula o interesse de Lula em vê-lo e que ele havia dito que não tinha problemas em recebê-lo. “, relembrou o argentino La Nación, citando a importância do atual presidente do país portenho na intermediação.
Já o uruguaio Teledoce, aproveitou a visita de Lula ao Pala para relembrar da campanha internacional em favor da liberdade do ex-presidente Durante os anos de prisão do ex-presidente, numerosas manifestações de solidariedade foram organizadas na Itália para solicitar sua liberdade e denunciar “o ataque jurídico e da mídia” contra sua figura.
Da Redação da Agência PT de Notícias

Após encontro, Lula deseja ter disposição do Papa para mudar o mundo

O ex-presidente Lula concedeu uma entrevista coletiva a veículos estrangeiros após ter se reunido com o Papa Francisco nesta quinta-feira 13, no Vaticano. Lula disse estar “muito satisfeito” com a conversa com o pontífice, que segundo ele foi focada na desigualdade social e na política ambiental.
“A minha visita teve como objetivo principal discutir com o Papa Francisco a questão da desigualdade e a questão da sua luta na defesa de uma boa política ambiental”, disse Lula.
“Todo mundo sabe que o mundo está ficando mais desigual, que os trabalhadores estão perdendo direitos e que conquistas estão sendo derrubadas por interesses empresariais e financeiros”, contextualizou.
Lula também definiu como “decisão alentadora do Papa” de participar de um encontro com jovens em Assis (SP) para debater economia. O encontro “Economia de Francisco” acontecerá em 11 de maio na cidade do interior de São Paulo, lugar apropriado, segundo o pontífice, para inspirar uma nova economia, pois foi ali que Francisco despojou-se de toda a mundanidade para escolher a Deus como bússola da sua vida, tornando-se pobre com os pobres e irmão de todos.
“Então eu vim, fiquei muito satisfeito com o encontro com o Papa Francisco. Acho que, se todo ser humano, ao atingir 84 anos, tiver a força, a disposição e a garra que ele tem de levantar temas instigantes para o debate, eu acho que a gente pode encontrar soluções mais fáceis”, afirmou. Assista sua fala:

Lula encontra o Papa e é abençoado por ele

Na tarde desta quinta-feira (13), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se encontrou no Vaticano com o Papa Francisco.
A conversa entre Lula e Francisco foi marcada por assuntos como a questão da Amazônia e o clima político na América do Sul. Em declaração ao chegar à Itália, o líder do PT afirmou que se colocará à disposição do seu anfitrião: “vim para ouvir”.
A preocupação de Francisco com a situação na Amazônia, expressada inclusive nos últimos tuítes do pontífice, tem a ver com devastação pelos recentes incêndios e as ameaças aos povos indígenas, devido às políticas de Jair Bolsonaro que priorizam os interesses do garimpo e do agronegócio, colocando em risco algumas áreas demarcadas.
No caso da política sul-americana, um dos temas prováveis será a questão do lawfare, que também já foi condenada por Francisco, e que teve em Lula uma de suas vítimas – o líder da Igreja chegou a benzer um terço e enviar de presente ao ex-presidente, quando ele estava preso.
O ex-presidente brasileiro desembarcou em Roma nesta quarta-feira (12), acompanhado de seu ex-chanceler, Celso Amorim, e aproveitou a viagem para realizar outros compromissos, como se encontrar com líderes políticos locais, como o atual secretário-geral do Partido Democrático (um dos dois partidos que governa a Itália), Nicola Zingaretti, e o ex-primeiro-ministro italiano Massimo D’Alema, que havia visitado Lula na prisão, em Curitiba. Ele também se reuniu com representantes da CGIL (sigla em italiano da Confederação Geral dos Trabalhadores da Itália), entidade similar à CUT.

Regional FETRAF Canavieira Realiza Primeira Reunião do Ano



Os representantes dos Sindicatos de base da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar do Rio Grande do Norte (FETRAF/RN), na Região Agreste e Litoral Sul, conhecida por Região Canavieira, estiveram reunidos na tarde desta quinta-feira (13) no Auditório do SINTRAF de Santo Antônio, para a primeira reunião do ano.

Na oportunidade, foram discutidos diversos assuntos de interesse da classe trabalhadora do campo, como a Cooperativa de Produção, Previdência Social, Organização da Produção, Mobilizações e outros assuntos.

Participaram, representantes dos Sindicatos de Santo Antônio, Lagoa Salgada, Lagoa de Pedras, Passa e Fica, Jundiá, Montanhas e Canguaretama.

Aconteceu 2ª Oficina para Criação da Cooperativa da Agricultura Familiar e Economia Solidária do Território Agreste e Litoral Sul


Na manhã desta quarta-feira (13) no Auditório do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (SINTRAF) de Santo Antônio do Salto da Onça, foi realizada a Segunda Oficina de Criação da Cooperativa do Agreste e Litoral Sul.

Na oportunidade, iniciou-se o debate sobre a proposta de Estatuto Social e outros encaminhamentos.


Foi escolhido o nome para a Coopeartiva que se chamará: COOPTERRASUL (Cooperativa da Agricultura Familiar e Economia Solidária do Território Agreste e Litoral Sul).


Participaram da reunião, a representante da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar (SEDRAF), Terezinha e Sindicalistas de vários municípios da Região como os representantes dos Sindicatos de: Santo Antônio, Lagoa Salgada, Lagoa de Pedras, Passa e Fica, Jundiá, Montanhas e Canguaretama.

Este foi mais um passo para a construção da Cooperativa do Agreste e Litoral Sul.


quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Moro fica em silêncio sobre a morte do Capitão Adriano

Parlamentares petistas acusaram nesta quarta-feira (12), o ministro da Justiça e Segurança PúblicaSérgio Moro, de agir de forma contraditória e populista ao defender a aplicação de pena após julgamento em segunda instância. Segundo os parlamentares, ao apoiar de forma intransigente a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 199/19), que permite a prisão após decisão de colegiado de segundo grau, Moro desconsidera que essa ação precisa proteger a clausula pétrea do direito à presunção da inocência, que garante a liberdade até esgotado todos os recursos.
Sobre o alegado “compromisso” de Moro no combate à corrupção, parlamentares petistas também questionaram Sérgio Moro sobre o silêncio do ministro da Justiça no caso da morte do miliciano Adriano da Nobrega, envolvido no esquema das “rachadinhas” de Queiroz e de Flávio Bolsonaro.
O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) questionou, por exemplo, a estranha defesa de Moro ao cobrar agilidade da justiça para casos criminais, sem dar importância para outros tipos de ações. “O senhor (ministro Moro) esqueceu de uma parcela importante da sociedade, dos pobres, que tem créditos trabalhistas a receber, ao dizer que: ‘se não for possível aprovar a condenação após segunda instância em todas as áreas, que se aprove então apenas nas ações criminais’. Assim o senhor está deixando os tubarões de fora”, criticou.
O parlamentar ainda questionou se a defesa enfática de Moro para aprovar a condenação após a segunda instância, não seria uma forma de fortalecer apenas os juízes criminais. “Será que se aprovar apenas no criminal não poderia apenas favorecer um juiz criminal, que tenha objetivo de ser Presidente da República, que prenda seu adversário e se alie ao outro candidato para ser ministro e depois candidato a presidente da República?”, observou.
O deputado Henrique Fontana (PT-RS) ainda esclareceu que o debate sobre a condenação após a segunda instância “deve ser feito com cuidado porque mexe com a Constituição, e não pode visar apenas ações no âmbito criminal”. Ele criticou ainda os que dividem os favoráveis e contrários à PEC entre os que desejam ou não o combate à corrupção.
“Nós do PT queremos melhorar o sistema judicial do nosso País e combater a criminalidade, mas para mudar a Constituição tem que ter cuidado e responsabilidade, precisamos agilizar a justiça em todas as áreas, seja na civil, criminal e trabalhista. Ou alguém quer proteger devedor de impostos? Temos que ter segurança jurídica, para evitar, por exemplo, quem um juiz retire um candidato de uma eleição e depois aceite ser ministro do candidato que foi beneficiado”, disse Fontana ao se referir a Sérgio Moro.
Já o deputado José Guimarães (PT-CE) afirmou que “o combate à corrupção não é patrimônio deste ou daquele deputado ou juiz”, mas que “é um dever de toda autoridade pública”. “Vossa excelência (ministro Moro) não é o único cidadão brasileiro que tem compromisso no combate à corrupção e à morosidade do judiciário”, ressaltou.
O parlamentar ainda questionou propalados feitos atribuídos ao governo, como o caso da queda no índice de homicídios em vários estados do País. “Quando o senhor diz que a criminalidade caiu, isso não é obra do governo federal. No Ceará, por exemplo, caiu quase 50%, mas por conta de ações do governo estadual, e não por ação do governo federal”, esclareceu.

Morosidade do Judiciário


Em relação ao debate sobre a morosidade do judiciário no julgamento de ações, a deputada Margarida Salomão (PT-MG) desmistificou o argumento de que os recursos permitidos atualmente impedem o combate à criminalidade e o cumprimento de penas em ações criminais.
“Dados do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) indicam que processos não criminais tramitam mais lentamente do que processos criminais. No STJ, recursos de processos criminais demoram em média 11 meses para serem julgados. Os não criminais (cíveis, trabalhistas, tributários e outros), demoram em média 1 ano e 4 meses”, comparou.

Caso do miliciano Adriano da Nobrega


O ministro Sérgio Moro também foi questionado sobre a ausência do nome do miliciano Adriano da Nobrega na lista dos bandidos mais procurados do País, elaborada pelo ministério da JustiçaPaulo Teixeira lembrou que o miliciano teve a ex-mulher e a própria mãe empregadas no gabinete do então deputado estadual, Flávio Bolsonaro, e que também estava envolvido no esquema das “rachadinhas” envolvendo Queiroz e o filho de Bolsonaro.
“Por que o Adriano não constava da lista de criminosos mais procurados do País? Mesmo ele circulando por outros estados? Será porque esta situação diz respeito à investigação das contas do Queiroz? Porque Adriano tinha conhecimento do esquema das ‘rachadinhas’ envolvendo a família presidencial, em que parte desse dinheiro acabou na conta da primeira dama?”, questionou o petista.
Sobre a desconfiança de que a morte do miliciano Adriano da Nobrega tenha sido uma “queima de arquivo”, Henrique Fontana disse ainda que o ministro da Justiça deveria garantir proteção à vida de Fabrício Queiroz.
“Faço um apelo para que o senhor (ministro Moro) coloque o Queiroz no programa de proteção à testemunha. Ele pode ser morto a qualquer momento. Eu gostaria de saber o que ele tem para falar sobre o esquema da ‘rachadinha’ da família Bolsonaro”, afirmou.

Primeira reunião de dirigentes da CUT RN discute Reforma da Previdência Estadual


“Toda reforma implica em perca de direitos, mas nós enquanto dirigente sindical temos que fazer a luta”, declarou Eliane Bandeira, presidenta da CUT RN, durante a primeira reunião de dirigentes cutistas de 2020. A atividade aconteceu hoje (12), no Sinte. 
Uma das pautas discutidas durante a reunião foi a Reforma da Previdência Estadual, que tem gerado polêmica e dividido pontos de vista entre a opinião pública. Além dela, os dirigentes discutiram a agenda de lutas dos próximos meses, as eleições sindicais, o administrativo financeiro e formação sindical. 
A proposta de reforma previdenciária mexe diretamente com o tempo de contribuição, independente de gênero. Se a reforma for estabelecida, homens e mulheres terão de pagar por mais cinco anos ao fundo da previdência.  
Para Eliete Vieira, dirigente do Sindserpum de Mossoró, “não podemos, enquanto dirigentes sindicais, permitir que mulheres se aposentem na mesma faixa etária que homens, independente da categoria, porque somos nós quem assumimos triplas jornadas de trabalho”, falou.

Fonte: CUT/RN