terça-feira, 12 de novembro de 2019

MP de Bolsonaro libera trabalho aos domingos e feriados sem pagamento de horas extras

O Programa Verde e Amarelo, de Jair Bolsonaro (PSL) inclui a liberação do trabalho aos sábados para os bancários, e os domingos e feriados para os demais trabalhadores e trabalhadoras do comércio e da indústria, sem que eles recebam em dobro as horas extras, como é atualmente.
A medida já havia sido rejeitada pelo Congresso Nacional em setembro deste ano durante a votação da Medida Provisória (MP) nº 881, da Liberdade Econômica. A Constituição proíbe que o governo envie uma proposta com o mesmo teor no mesmo ano em que ela foi rejeitada.
Mas, Bolsonaro e sua equipe econômica, liderada pelo banqueiro Paulo Guedes, ignoraram a Carta Magna e repetiram a proposta na MP nº 905/2019, que cria o Programa Verde e Amarelo.
Se o Congresso aprovar, o trabalhador terá folgas em dias da semana. O repouso semanal remunerado deverá coincidir com o domingo, no mínimo, uma vez no período máximo de quatro semanas para os setores de comércio e serviços e, no mínimo, uma vez no período máximo de sete semanas para o setor industrial.
O secretário nacional de Assuntos Jurídicos da CUT Nacional, Valeir Ertle, diz que a MP é inconstitucional e, por isso, a Central vai avaliar quais as medidas jurídicas cabíveis para barrar o trabalho aos sábados para os bancários e aos domingos e feriados para os trabalhadores do comércio e da indústria.
“Cada categoria tem uma negociação, um acordo coletivo. Mas a princípio, os trabalhadores, de maneira geral, podem perder horas extras a 100%, valor extra pago sobre o vale alimentação, entre outros direitos”, critica Valeir.
“Vamos, já amanhã [quarta-feira, 13] avaliar juridicamente as 35 páginas da MP para definirmos as formas de luta, para barrar mais esta arbitrariedade contra a classe trabalhadora”.  
Fonte: Rosely Rocha – CUT Brasil

Bolsonaro acabou com DPVAT, seguro de acidentes de trânsito, para atacar Luciano Bivar

Jair Bolsonaro editou uma medida provisória que extingue os seguros obrigatórios DPVAT e DPEM a partir de 2020, uma medida que atingirá os negócios do presidente do PSL, deputado Luciano Bivar (PE), o principal desafeto dele dentro do PSL. Ao fazer isso, prejudicou milhões de pessoas que, vítimas de acidentes automobilísticos, eram minimamente amparadas pelo seguro.
Bivar preside o conselho de administração da seguradora Excelsior, uma das credenciadas pelo governo para cobertura do seguro DPVAT. De acordo com relatório de auditoria da Líder DPVAT, de janeiro a junho de 2019, por exemplo, a empresa intermediou o pagamento de R$ 168 milhões em indenizações relacionadas ao seguro. O presidente do PSL adquiriu a seguradora nos anos 90.
A crise no PSL aumentou no mês passado, quando Bolsonaro pediu a um apoiador para "esquecer" o partido. Na ocasião, ele disse que Bivar está "queimado" (confira aqui).
O parlamentar teria apoiado o repasse de R$ 400 mil em verbas do fundo partidário para uma candidata "laranja" em Pernambuco. Maria de Lourdes Paixão, 68 anos, teria sido a terceira maior beneficiada com verba do PSL em todo o País. 
O Ministério Público de Minas (MP-MG) já denunciou o ministro do Turismo, Marcelo Alvaro, por causa das candidaturas laranjas. 
Fonte: Brasil 247

Maia descarta constituinte e prega respeito à Constituição sobre PEC da segunda instância

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), divergiu do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e descartou a realização de uma Assembleia Nacional Constituinte para modificar a Carta de 1988 e permitir a prisão após condenação em segunda instância. Maia crê que o clima político não é propício para a iniciativa e que os pontos que não podem ser modificados devem ser respeitados.
“A nossa Constituição é sagrada. Naqueles pontos que não podem ser modificados, deveríamos respeitá-la. Porque, em junho, eu ouvi o presidente chileno, num grande evento, que deve ser um evento oficial anual, ao falar uma grande frase de efeito, ser muito aplaudido. Ele disse que iria propor a redução do número de parlamentares. Ele culpou a política pela sua crise e ele vive a maior crise que o Chile vive desde a ditadura militar”, declarou Maia.
Leia mais na Fórum.

Evo Morales chega ao México e agradece asilo político: salvaram minha vida

Fonte: Brasil 247
Após renunciar à presidência da Bolívia no último domingo 10, Evo Morales chegou nesta terça-feira 12 ao México, onde foi recebido pelo chanceler, Marcelo Ebrard, que lhe concedeu asilo político. Evo foi alvo de um golpe de Estado conjunto entre Forças Armadas, a polícia boliviana e a oposição, que questionou a legitimidade das eleições que o levou para o quarto mandato.
Em discurso feito assim que chegou ao México, Evo agradeceu profundamente ao governo mexicano, de López Obrador, que segundo ele lhe salvara a vida.
Evo embarcou na noite de segunda-feira num avião militar do governo mexicano, após decolar da cidade de Chimoré, na região de Cochabamba, antigo reduto do ex-presidente e para onde ele se havia retirado após renunciar.
Antes da decolagem, o ministro Marcelo Ebrard postou no Twitter uma foto com Evo sentado dentro da aeronave, com uma bandeira mexicana no colo.
"Já decolou o avião da Força Aérea Mexicana com Evo Morales a bordo", escreveu. "De acordo com as convenções internacionais vigentes, ele está sob proteção do México. Sua vida e sua integridade estão a salvo."

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Bolsonaro ameaça usar Lei de Segurança Nacional contra Lula

Jair Bolsonaro ameaçou nesta segunda-feira, 11, utilizar a Lei de Segurança Nacional contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, após ganhar liberdade, promete rodar o País denunciando o desmonte do estado e a perda da soberania nacional promovida pelo governo Bolsonaro. 


"Temos uma Lei de Segurança Nacional que está aí para ser usada. Alguns acham que os pronunciamentos, as falas desse elemento, que por ora está solto, infringem a lei. Agora, nós acionaremos a Justiça quando tivermos mais do que certeza de que ele está nesse discurso para atingir os seus objetivos", disse Bolsonaro em entrevista ao site O Antagonista. 
"Você pode ver no Chile, o presidente Piñera demitiu todos seus ministros, pediu perdão e continua a mesma coisa. Na Argentina, não houve nenhum badernaço, porque já era uma tendência a turma da Cristina voltar ao poder como voltou. Então, acredito que não tenha problema. Agora tem que se preparar porque, na América do Sul, o Brasil é a cereja do bolo", acrescentou Bolsonaro. 
Para Bolsonaro, a situação ficará complicada se o Brasil "entrar em convulsão". "Você pode ver no dia de ontem, agora você tem o Foro (Grupo) de Puebla, mudou de nome o Foro São Paulo, esteve reunido na Argentina. Estava lá o Mercadante, Dilma Rousseff, e gente da América do Sul toda, por meio da Argentina, (para) continuar com essa política de grande pátria bolivariana, ou uma só a América do Sul. Mas o objetivo é sempre o mesmo", afirmou. 
Em discurso emocionado no Sindicato dos Metalúrgicos, em São Bernardo do Campo, um dia após deixar a prisão, Lula faz críticas pesadas ao governo Bolsonaro e chama a militância para a luta: "a gente não pode ter medo" (leia mais no Brasil 247). 

Movimentos que apoiam Evo dão 48 horas para líder dos golpistas deixar La Paz

Fonte: Brasil 247
Partidários do presidente deposto Evo Morales organizam a resistência ao golpe. Em pronunciamento da Federação de Juntas Vecinales de El Alto, espécie de comitê popular da cidade, lideranças indígenas e populares pedem a saída do país dos golpistas, informa a Revista Fórum.  


O grupo indica a formação de comitês de autodefesa, bloqueios e a realização de mobilização permanente.   Nas comunidades indígenas e populares que apoiam o presidente Evo Morales instalou-se um ambiente de inquietação e revolta contra os golpistas.   
Confira o pronunciamento da Juntas Vecinales de El Alto

terça-feira, 29 de outubro de 2019

Bolsonaro foi citado por suspeito de matar Marielle Franco, revelam investigações

Investigações sobre os assassinatos da vereadora Marielle Franco e do seu motorista Anderson Gomes revelaram que um dos suspeitos dos crimes citou Jair Bolsonaro. Com isso, as investigações devem ser levadas para o Supremo Tribunal Federal, por conta do foro privilegiado de Bolsonaro.
Segundo revelações do Jornal Nacional na noite desta terça-feira (29), a Polícia Civil do Rio de Janeiro teve acesso ao caderno de visitas do condomínio na Barra da Tijuca, na Zona Sul do Rio, onde Bolsonaro tem casa e o policial militar Ronnie Lessa, acusado de ser o autor dos disparos que mataram a vereadora Marielle.
O porteiro contou à polícia que, horas antes do assassinato, em 14 de março de 2018, o outro suspeito do crime, Élcio de Queiroz, entrou no condomínio e disse que iria para a casa do então deputado Jair Bolsonaro. Mas os registros de presença da Câmara dos Deputados mostram que Bolsonaro estava em Brasília no dia.
Ainda de acordo com a reportagem do Jornal Nacional , às 17h10 da data do crime, ele escreve no livro de visitantes o nome de quem entra, Élcio, o carro, um Logan, a placa, AGH 8202, e a casa que o visitante iria, a de número 58. Élcio é acusado pela polícia de ser o motorista do carro usado no crime.
O porteiro contou que, depois que Élcio se identificou na portaria e disse que iria pra casa 58, ligou para a casa 58 para confirmar se o visitante tinha autorização para entrar. Disse também que identificou a voz de quem atendeu como sendo a do "seu Jair" – ele confirmou isso nos dois depoimentos.
No registro geral de imóveis, consta que a casa 58 pertence a Jair Messias Bolsonaro. O presidente também é dono da casa 36, onde vive um dos filhos dele, o vereador do Rio Carlos Bolsonaro (PSL).
Como houve citação ao nome do presidente, a lei obriga o Supremo Tribunal Federal (STF) analise a situação.
Fonte: Brasil 247