segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Erro do Ministério da Saúde atrasa chegada de vacinas no RN, mas Governo mantém primeira imunização para terça


O estado do Rio Grande do Norte vai receber nesta segunda-feira (18) 82.440 doses da vacina contra a covid-19 Coronavac. A previsão inicial era de que os lotes chegariam às 11h55, mas um erro na logística do Ministério da Saúde provocou atraso em vários estados. O novo horário anunciado para a chegada do voo é 22h50. Alagoas e Paraná estão sem estimativa.

O Governo do RN anunciou que está trabalhando para realização de um ato simbólico com a primeira aplicação da vacina, que marcará o início da campanha de vacinação nesta terça-feira (19), às 10h, na Escola do Governo.

Como é preciso garantir a segunda dose do mesmo tipo de imunizante, apenas 41.220 pessoas tomarão a vacina a princípio, menos da metade do número estimado de profissionais da saúde do estado, que é 96 mil. Apesar disso, o Governo do RN já aguarda o envio de novo lote ainda em janeiro.

“A previsão é que o Ministério da Saúde envie mais doses ao longo do mês, para que possamos imunizar toda a primeira fase prevista no Plano”, informou a assessoria de comunicação da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap-RN).

A primeira fase contempla as pessoas mais expostas ao novo coronavírus, os trabalhadores de Saúde; além da população indígena, povos e comunidades tradicionais ribeirinhas; pessoas com 75 anos ou mais; e os que têm mais de 60 anos que estiverem institucionalizados.

Logística

O Rio de Janeiro, que fica a menos de uma hora de voo de São Paulo, onde estão as vacinas, está na tabela para receber na madrugada da terça (19), de acordo com apuração da Folha de S. Paulo.

A entrega simbólica das vacinas pelo Ministério da Saúde aos estados do país ocorreu nesta manhã, em São Paulo. O evento contou com a participação do Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e de alguns governadores, entre eles, a governadora do RN, Fátima Bezerra.

A distribuição das vacinas está sendo feita com aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) e caminhões com áreas de carga refrigeradas. As companhias aéreas Azul, Gol, Latam e Voepass também farão o transporte gratuitamente das caixas de vacinas para todos os estados que necessitem de transporte aéreo.

O translado das doses das capitais até os municípios do interior serão de responsabilidade dos governos estaduais, em parceria com o Ministério da Defesa.

Fonte: Saiba Mais

10 pacientes do Amazonas já estão internados no HUOL e 2 no Hospital Giselda Trigueiro


Desembarcou na Base Aérea de Natal (Bant), em Parnamirim, no antigo aeroporto Augusto Severo, às 2h50 da madrugada, um avião da Força Aérea Brasileira trazendo para Natal, 12 pacientes de covid do Amazonas.

A operação para receber e internar os pacientes foi coordenada pela Secretaria de Saúde do Estado com apoio da FAB, que fez o transporte dos enfermos e da equipe médica, das forças de segurança estaduais e federais, da Samu Natal e RN e também da STTU.

O secretário Cipriano Maia foi receber os amazonenses no aeroporto.

“Trata-se de uma operação humanista, de amor ao próximo, de grande relevância para a saúde pública na defesa da vida dos amazonenses, que aqui chegam e que são bem acolhidos para serem atendidos”, declarou.

Dez pacientes foram internados no Hospital Onofre Lopes (HUOL) e 2 no Giselda Trigueiro.
“Tivemos uma decisão precavida, lá no início da pandemia, de instalarmos tanque de oxigênio em toda rede hospitalar do estado. Só tem um hospital que não tem e já estamos providenciando a instalação. Portanto, não temos risco imediato a não ser que haja problema de grande proporção”, explicou o secretário Cipriano Maia.

Mas, mesmo com disponibilidade de leitos e com a chegada da vacina, ele faz um alerta para a população manter os cuidados de prevenção, como uso da máscara, álcool 70º e distanciamento social.
Fonte: Thaisa Galvão

domingo, 17 de janeiro de 2021

“Vamos nos vacinar, não tenham medo”, diz Monica Calazans, a primeira brasileira vacinada


A enfermeira Monica Calazans, a primeira mulher a ser vacinada contra a Covid-19 no Brasil, pediu neste domingo (17) o apoio da população à campanha de vacinação. 

“Eu fui criticada com piadinha, memes, me chamaram de cobaia. Eu não sou cobaia, sou participante de pesquisa e to muito orgulhosa. Meu nome tá aí no mundo todo, 54 anos, negra, brasileira e participante de  vacina. Vamos nos vacinar. Não tenham medo“, disse Monica Calazans, logo após ser imunizada com a primeira dose da vacina Coronavac. 


Mulher negra, torcedora do Corinthians e moradora de Itaquera, na Zona Leste de São Paulo, Monica Calazans trabalha na UTI do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo. Com obesidade, hipertensão e diabetes, ela faz parte do grupo de risco. 

Com seu uso emergencial autorizado na tarde deste domingo pela Anvisa, a Coronavac tem uma eficácia global de 50,38%, subindo para 78% para leves e, embora isso ainda precise de confirmação, aparentes 100% para moderados e graves.

Nesta segunda, o governo paulista começa a distribuir doses, seringas e agulhas para imunizar trabalhadores de saúde de seis hospitais do estado. HC (Hospital das Clínicas) da capital e de Ribeirão Preto (USP), HC da Campinas (Unicamp), HC de Botucatu (Unesp), HC de Marília (Famema) e Hospital de Base de São José do Rio Preto (Funfarme).

Fonte: Brasil 247

Ao aprovar vacinas, Anvisa desmente Bolsonaro e deixa claro que não existe "tratamento precoce" contra Covid-19


Durante a reunião em que autorizaram o uso emergencial contra a Covid-19 das vacinas Coronavac e de Oxford, diretores da Agência desmentiram informações divulgadas por Jair Bolsonaro e pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, sobre eficácia de "tratamento precoce" contra a doença causada pelo novo coronavírus. 

“Até o momento não contamos com alternativa terapêutica aprovada disponível para prevenir ou tratar a doença causada pelo novo coronavírus”, afirmou a relatora Meiruze de Freitas. 

Entre os medicamentos utilizados no "tratamento precoce" defendido pelo governo estão a cloroquina e invermectina, que não têm eficácia comprovada contra a Covid-19. 

Outro diretor da Anvisa, Alex Campos destacou durante seu voto que não existem remédios para tratar a Covid-19. "Considerando que a autorização de uso emergencial num cenário em que não há medicamentos para tratar a emergência do coronavírus, considerando por fim o interesse público envolvido, justifica o seu uso neste momento, voto pela autorização de uso emergencial excepcional e temporário da Fiocruz e do Butantan.”


Fonte: Brasil 247

Brasil fecha 17 indústrias por dia desde o golpe contra a ex-presidente Dilma Rousseff


Entre 2003 e 2014, nos governos Lula e Dilma, marcados pela expansão do mercado interno e da renda do trabalhador, o Brasil ganhou 127 mil novas unidades industriais, saltando de 257,7 mil para 384,7 mil fábricas. A partir de 2015, quando PSDB e MDB se uniram para sabotar o governo federal e golpear a democracia, para assim retomar o governo, a indústria brasileira entrou em colapso. Desde aquele ano, o Brasil perdeu 17 fábricas por dia e o número atual é de apenas 348,1 mil unidades industriais. O levantamento foi feito pela CNC e publicado pelo jornal Estado de S. Paulo.

"Entre 2015 e 2020, Brasil perdeu 36,6 mil estabelecimentos industriais, mostra levantamento da CNC; segundo especialistas, números comprovam processo de desindustrialização, evidenciado pelo anúncio da saída da Ford. O Brasil passa por uma desindustrialização prematura e rápida, o que dificulta ainda mais a inovação de empresas e a requalificação de empregos, diz Glauco Arbix, coordenador do Observatório da Inovação da Universidade de São Paulo (USP)", aponta reportagem publicada no jornal Estado de S. Paulo.

Fonte: Brasil 247

Enem começa neste domingo, em meio à explosão da covid no país

Aproximadamente 5,6 milhões de pessoas se inscreveram na versão impressa do exame, que tem neste domingo (17) seu primeiro dia, incluindo as provas de Linguagens, Ciências Humanas e Redação, com uma duração de cinco horas e 30 minutos. O segundo dia das provas está marcado para o próximo domingo (24 de janeiro).

Um pequeno número de estudantes poderá realizar o exame em versão digital, nos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro. O Ministério da Educação (MEC) pretende tornar o Enem 100% digital até 2026.

Devido à pandemia da covid-19, algumas precauções adicionais devem ser tomadas pelos candidatos que farão as provas presenciais.

Diferentemente das edições anteriores, os portões serão abertos mais cedo, às 11h30, para evitar a aglomeração de pessoas. Além disso, o uso de máscara de proteção facial é obrigatório a todos os participantes e acompanhantes de mães que estiverem amamentando.
O estado do Amazonas teve a aplicação da prova do Enem suspensa pela Justiça Federal, enquanto durar o estado de calamidade pública decretado pelo poder executivo estadual devido ao surto de casos da covid-19.

Na sexta-feira (8), a Defensoria Pública da União pediu à Justiça o adiamento da aplicação do exame sob o argumento de que não há forma segura de realizar as provas em meio ao aumento de casos da covid-19. Entidades ligadas ao setor educacional, como a UNE, enviaram uma carta ao ministro da Educação, Milton Ribeiro, pedindo a mudança da data.

Muitos alunos também pediram a remarcação da prova, alegando riscos desnecessários e falta de segurança sanitária. A decisão da Justiça, no entanto, considera que as medidas anunciadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) garantirão a segurança dos candidatos.

Além disso, o instituto informou que estudantes que estiverem contaminados com coronavírus poderão realizar o exame em fevereiro. O posicionamento foi apresentado na sexta-feira (8) por meio da Advocacia Geral da União à Justiça Federal.

O Inep também anunciou que, nos municípios em que as autoridades decidirem adiar o Enem, a prova será aplicada nos dias 23 e 24 de fevereiro.

Além do medo da covid-19, os candidatos do Enem enfrentam questões psicológicas e dificuldades de acesso à Internet em um ano marcado pelo isolamento social e pelo ensino remoto.
Fonte: Brasil 247

sábado, 16 de janeiro de 2021

Com oposição dispersa, Fátima pavimenta reeleição ao Governo do RN em 2022


Faltando menos de dois anos para as próximas eleições, a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), “nada de braçada”, na avaliação de analistas políticos. Considerando o cenário atual, a petista caminha para uma reeleição tranquila em 2022, por total ausência de adversários competitivos.


Dois dos nomes que se desenhariam como “fortes” oponentes na disputa, os ministros bolsonaristas Fábio Faria (PSD) e Rogério Marinho estariam mais interessados em disputar uma vaga no Senado do que propriamente disputar a cadeira hoje ocupada pela petista. Para analistas, faltam postulantes de peso, até o momento, para enfrentar a governadora – que tem a administração avaliada positivamente por parcela significativa de potiguares, apontam as pesquisas.

Conforme esses analistas, o governo Fátima tem cumprido com todas as obrigações impostas ao governo potiguar, o que fica nítido quando se faz paralelo, por exemplo, com o governo anterior, do ex-governador Robinson Faria (pai de Fábio Faria).

Diferentemente do antecessor, a petista paga em dia fornecedores e funcionários públicos, contas que Robinson não pagou, o que chega a se tornar proeza quando se leva em consideração que o Estado está quase em estado de insolvência e não sobra recursos para investimentos. Aliás, o primeiro ato de Fátima foi decretar situação de calamidade financeira logo após assumir em 1º de janeiro de 2019.

Neste sentido, tem especial repercussão positiva para a governadora o pagamento dos salários atrasados dos servidores. Parte das folhas salariais herdadas da administração de Robinson Faria já foram quitadas e as duas que ainda estão em aberto começaram a ser pagas no fim desta semana. Profissionais da segurança pública que recebem até R$ 3,5 mil receberam o 13º salário de 2018 nesta sexta-feira 15.

Uma das fontes ouvidas pela reportagem acrescenta que Fátima se destaca por ser “uma governadora simples, que controla o Estado e centraliza as funções estatais na própria Governadoria”, em contraposição ao governo anterior, que era composto por “ilhas e que tinha um governador que tomava café nos shoppings”.

“Fátima governa mesmo, tem uma equipe boa. Tributação e Planejamento são destaques. Ela tem feito um bom governo. Agora, claro, tem a discriminação de quem não gosta do PT, mas é preciso dar o crédito ao governo, porque faz…”, enfatiza um analista.

ÁLVARO DIAS

Apesar do que é ventilado nos bastidores, o prefeito de Natal, Álvaro Dias (PSDB), não estaria disposto a ser candidato a governador, afirma um analista. Com uma atuação bem avaliada no enfrentamento da pandemia – o que foi fundamental para a reeleição do tucano em Natal – Álvaro até poderia representar uma ameaça a Fátima, mas ele tem reafirmado que não renunciará em 2022 para disputar o cargo de governador.

Além disso, o prefeito de Natal teria como principal meta eleger o filho, Adjuto Dias, para deputado estadual, algo que ele não conseguiu em 2018, quando Adjuto ficou na suplência. Adjuto, a propósito, foi nomeado secretário de Trabalho e Assistência Social da Prefeitura de Natal esta semana, cargo considerado “uma Ferrari” quando o assunto é construção de candidatura.

O trabalho de Álvaro Dias nos bastidores seria no sentido de convencer o atual presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB), seu colega de partido, a disputar o governo, de modo que, Adjuto eleito deputado estadual, disputaria a presidência da Assembleia, cargo já ocupado por Álvaro durante o governo Garibaldi Filho.

No entanto, existiria uma resistência atual da parte de Ezequiel a disputar cargo majoritário, talvez preferindo permanecer como presidente do Poder Legislativo.

STYVENSON VALENTIM

Suposto pré-candidato azarão, correndo por fora, o senador Styvenson Valentim (Podemos), que teve pré-candidatura lançada, seria uma incógnita, pelo fato de que sua candidatura só depende de si mesmo, tendo em vista que é presidente de partido.

Político antissistema, entretanto, Styvenson tem acumulado desgaste por não estar conseguindo entregar para o Rio Grande do Norte as verbas e obras que os senadores mais tradicionais (leia-se José Agripino e Garibaldi Filho) conseguiam viabilizar para o Estado.

“Ele tem sido apático nesse sentido, mas é um postulante forte até pela musculatura que construiu nas urnas, algo que Fátima e os demais postulantes ao governo não podem descuidar”, diz um analista.

JAIR BOLSONARO

Na avaliação desses observadores da cena política potiguar, o presidente Jair Bolsonaro desfruta, momentaneamente, de força significativa no eleitorado norte-rio-grandense, algo como 20% a 30% de apoio do eleitorado. No entanto, a má gestão presidencial frente à pandemia da Covid-19 poderá pesar negativamente na viabilidade dos candidatos dele no Estado em 2022.

“O cenário de Bolsonaro na pandemia é muito ruim. Vejamos a situação do Amazonas, onde a inoperância do governo é muito forte, batendo cabeça com o governo estadual, sem ação, com pessoas morrendo aos montes. Se Bolsonaro não mudar a gestão da Covid, vai chegar muito fraco em 2022. Veja que Álvaro foi eleito no primeiro turno por imagem de grande gestão que teve na Covid. O povo reconheceu”, finalizou.

Fonte: Agora RN