terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Fátima Bernardes dá invertida em major da PM ao vivo sobre Paraisópolis: polícia fracassou (vídeo)

Fonte: Brasil 247
Ao vivo durante o programa Encontro com Fátima Bernardes nesta terça-feira (3), a apresentadora deu uma invertida em uma major da Polícia Militar que concedia entrevista por telefone sobre o massacre de Paraisópolis.
A porta-voz da PM de São Paulo, major Cibelle Marsolla, saiu em defesa dos agentes policiais presentes na Operação Pancadão que matou 9 jovens. Ela ressaltou o profissionalismo dos policiais que, mesmo sendo alvos de armas de fogo, não efetuaram nenhum disparo para que fosse preservada a segurança dos cidadãos.
“Porque se você pensar em uma pessoa, sendo agredida a tiros com uma arma na cintura, eles viram a multidão e não fizeram um disparo. Então os profissionais não reagiram devido ao profissionalismo e eles recuaram”, disse a major, comentando vídeos da ação truculenta da PM na comunidade, que resultou no assassinato de 9 jovens entre 14 e 23 anos que estavam em um baile funk. “Nós não podemos colocar esse problema que é de toda a sociedade nas mãos de três policiais que estavam trabalhando na madrugada”, disse a major.
Fátima Bernardes rebateu dizendo que a operação da polícia fracassou. “Em nenhum momento a ideia foi exatamente acusar esses policiais, mas o todo fracassou de alguma maneira porque 9 jovens morreram. Nenhum tiro foi disparado, mas as pessoas não morrem somente por tiro. Houve um pisoteamento. Então, eu tenho certeza que essa investigação vai chegar a uma conclusão, que é o que as famílias esperam. Já que não tem como trazer esses jovens de volta, que a apuração chegue aos culpados para que as pessoas possam aprender com os erros e para que isso não volte a se repetir”.

PM realiza ação violenta contra 50 famílias em acampamento do MST no Paraná

O acampamento Companheiro Sétimo Garibaldi, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) localizado na fazenda São Francisco, em Querência do Norte, noroeste do Paraná, foi surpreendido na madrugada desta terça-feira (3) com a presença de aproximadamente 150 policiais militares que cercaram a área para uma ação de despejo violenta, com uso de balas de borracha. A ação deixou pessoas feridas, mas ainda não há confirmação do número.
O clima é de tensão e conflito iminente, com a pressão da PM para a execução imediata do despejo. Helicópteros fazem voos rasantes sobre a comunidade e cerca de 40 viaturas estão no local. A comunidade abriga 50 famílias, existe há cerca de um ano e meio e é formadas por crianças, jovens, adultos e idosos. As famílias criam gado, suínos e produzem grãos e hortaliças.
O advogado Humberto Boaventura, que atua para as famílias acampadas, relata haver um conjunto de tratativas de negociação e mediação sobre a área, por isso a ação da Secretaria de Segurança Pública ao autorizar o despejo apresenta arbitrariedades jurídicas. “Havia a necessidade de aguardar uma manifestação da prefeitura no processo. O prazo para manifestação de defesa ainda estava aberto. Não houve intimação do Incra e há uma divergência a respeito de quem que é o proprietário legítimo essa área. Além disso, há um recurso nosso do Tribunal de Justiça para ser julgado e avaliado”, afirma Boaventura.
O advogado cobra a suspensão da ação policial: “Há notícias de muita arbitrariedade, ilegalidade, truculência, muitos policiais, uso de helicópteros que têm aterrorizado e assustado as famílias que estão lá então. Nós esperamos que ainda durante o dia de hoje haja uma manifestação dos órgãos estaduais para que esses esse despejo ilegítimo seja suspenso”.
Oito comunidades rurais já foram despejadas no Paraná de maio a outubro deste ano, sob gestão do governo Ratinho Junior (PSD). Em meio à crise econômica e aos altos índices de desemprego enfrentados pela população, mais de 450 famílias foram expulsas das áreas onde viviam, produziam e tiravam o seu sustento.
A nova ameaça de despejo e a destruição dos outros oito acampamentos ocorrem em desacordo com o funcionamento da Comissão Estadual de Mediação de Conflitos Fundiários, formada pelo próprio governo do Estado para avaliar cada situação antes do cumprimento de reintegrações de posse. Também contraria o pedido aberto pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) do Paraná diretamente ao governador, para que houvesse diálogo, a não utilização de violência e soluções que considerassem a situação de vulnerabilidade das famílias.
Em setembro deste ano, o bispo da Diocese de Paranavaí, dom Mário Spak, fez uma visita em solidariedade às famílias ameaçadas de despejo e frisou que os conflitos no campo precisam de soluções pacíficas e não de violência: “Não há situação sem saída pelo diálogo. Todas as terras ocupadas apresentam condição para serem destinadas à reforma agrária”.
Fonte: Brasil 247

Auditoria da CGU aponta irregularidades em licitação de R$ 3 bilhões do Ministério da Educação

A Controladoria-Geral da União (CGU) detectou irregularidades em uma licitação de R$ 3 bilhões do Ministério da Educação (MEC). Trata-se da contratação feita por meio de pregão eletrônico com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), para a compra de equipamentos de informática para abastecer escolas de todo o país.
Segundo reprtagem do jornal O Globo, que teve acesso ao relatório da auditoria da CGU, foram identificadas irregularidades e o órgão pediu a suspenção da licitação e a reformulação do edital para corrigir os desvios.
A licitação era para a contratação do Programa Educação Conectada, que vai adquirir computadores, notebooks, projetores e lousas digitais para alunos das redes públicas de ensino estaduais e municipais. 
A CGU afirma que a licitação deveria ter a autorização do Ministério da Economia, o que não ocorreu no caso. Ainda de acordo com o parecer, a licitação estimou um número maior do que o necessário de computadores a serem adquiridos, usando critérios falhos e sem base técnica. 
A auditoria apontou que 355 escolas demandaram mais laptops do que seu número real de alunos.
"O caso que mais chamou a atenção diz respeito à Escola Municipal Laura Queiroz, do município de Itabirito/MG, que registrou a demanda de 30.030 laptops educacionais, embora a escola só tenha registrada na planilha o número de 255 alunos (117,76 laptops por aluno)", registrou a CGU em seu relatório.
Fonte: Brasil 247

Vídeo mostra nova agressão em Paraisópolis: PM bate com pedaço de pau e ri


Fonte: Brasil 247
Pouco mais de dois dias depois do massacre ocorrido em Paraisópolis, favela da zona sul de São Paulo, onde a Polícia Militar matou 9 jovens pisoteados e sufocados após uma ação em um baile funk na madrugada de sábado para domingo, circula nas redes sociais um vídeo com uma nova agressão da polícia. Segundo o site Ponte, o episódio também aconteceu em Paraisópolis. 
Nas imagens, um policial bate gratuitamente com um pedaço de pau em adolescentes que passam em forma de fila e com as mãos na cabeça. Até um jovem que anda com muletas é agredido pelo PM, que em um momento para para rir e conversar com outra pessoa. 
O vídeo - em duas versões, uma curta e outra completa - foi publicado pelo repórter André Caramante no Twitter. Caramante cobra o governador de São Paulo, João Doria, por punição ao PM: 
"Senhor @jdoriajr, quem é o PM das imagens? Quem ocupa o posto de governador do Estado tem o dever de controlar suas polícias. Nas imagens, o policial agride até mesmo um rapaz que caminha com o auxílio de muletas", questiona ele, na primeira postagem.
"Caso ajude, senhor @jdoriajr, segue o vídeo na íntegra. Espero que possa ajudar a identificar o servidor público subordinado ao senhor", escreve no segundo tuíte. Veja:

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Vídeo: Zélia Duncan critica governo Bolsonaro durante o Domingão do Faustão


Fonte: Brasil 247
Conhecida pelo seu engajamento, a artista Zélia Duncan usou sua participação no programa "Domingão do Faustão" para fazer duras críticas ao governo Bolsonaro. 
Zélia destacou que o momento no Brasil "é muito difícil" e que "um governo que luta contra a cultura está lutando contra seu próprio povo".
Veja: 

domingo, 1 de dezembro de 2019

Bolsonaro diz que governo não atuará para baixar o preço da carne

presidente Jair Bolsonaro disse hoje (30) que não vai interferir no preço da carne bovina, que no mercado atacadista teve alta média de 22,9%. Segundo ele, é o mercado quem define o preço do produto. Ele, no entanto, disse acreditar que o preço do produto deve baixar.
“Quero deixar bem claro que esse negócio da carne é a lei da oferta e da procura. Não posso tabelar, inventar. Isso não vai dar certo”, disse o presidente na chegada ao Palácio do Alvorada, após viagem a Resende (RJ), onde participou da inauguração da 8ª cascata de ultracentrífugas, na Fábrica de Combustível Nuclear (FCN).
“Tivemos uma pequena crise agora [no preço da carne] mas vai melhorar. A carne aqui, internamente, daqui a algum tempo, acho que vai diminuir o preço”, completou, dirigindo-se a um dos populares que o aguardavam no local.
No fechamento de novembro, o aumento nos preços da carne bovina desossada no mercado atacadista foi de 22,9% na média de todos os cortes pesquisados, de acordo com a Scot Consultoria.
Já os preços da carne bovina vendida em supermercados e açougues de São Paulo registraram uma alta de 8%, na média de todos os cortes, segundo a consultoria. No Paraná a alta também foi consistente, 3,5%. Já no Rio de Janeiro e em Minas Gerais as variações foram mais tímidas, de 0,2% e 1%, respectivamente.
Com informações da Agência Brasil

Lídia Pace se torna 1ª jornalista do RN a apresentar o Jornal Nacional; assista

Natural de Natal, Lídia Pace se tornou neste sábado (30) a primeira jornalista do Rio Grande do Norte a apresentar o Jornal Nacional, principal programa jornalístico do país, que celebra este ano 50 anos em atividade na Rede Globo. Lídia participou justamente do encerramento das festividades pela data, que contou com um rodízio de apresentadores de todos os estados do país. 

Perdeu a apresentação? Confira abaixo como foi.

Fonte: Portal Grande Ponto