segunda-feira, 9 de abril de 2018

Santo Antônio/RN: Deputado Mineiro e João Cabral se reúnem com Lideranças de 10 Cidades do Agreste

Na manhã do domingo (08), o Deputado Estadual Fernando Mineiro (PT/RN), juntamente com o Vereador de São Paulo do Potengí e Coordenador Licenciado da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar do Rio Grande do Norte (FETRAF/RN), João Cabral de Lira do PT, reuniram lideranças sindicais de 11 municípios da Região Agreste.

A reunião ocorreu na sede do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (SINTRAF) de Santo Antônio do Salto da Onça e teve como objetivo, discutir a atual situação política do nosso país e as pré-candidaturas do PT.

João Cabral , que está em seu terceiro mandato de Vereador em São Paulo do Potengí, é Pré-Candidato a Deputado Estadual, para defender a Agricultura Familiar na Assembléia Legislativa do estado e também em várias outras áreas como: educação, cultura, saúde e etc.

Já o Deputado Estadual Fernando Mineiro, é Pré-Candidato as Deputado Federal, para representar nosso estado na Câmara dos Deputados em Brasília.

A reunião foi muito produtiva e contou com a presença de Sindicalistas e Políticos dos municípios de Lagoa Salgada, Lagoa de Pedras, Serrinha, Santo Antônio, Lagoa D'anta, Espírito Santo, Várzea, Nova Cruz, Montanhas e Canguaretama.

Fotos: Assessoria do Vereador João Cabral


domingo, 8 de abril de 2018

Governadores do Nordeste querem visitar Lula em Curitiba na terça-feira


Governadores do Nordeste pretendem visitar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na carceragem da Polícia Federal em Curitiba (PR), onde o petista está preso. A visita está sendo organizada para a próxima terça-feira, 10, em horário ainda a ser acertado com a PF.
O encontro foi sugerido pelo governador do Ceará, Camilo Santana, que também é filiado ao PT. De acordo com a assessoria de imprensa do chefe do Executivo cearense, oito dos nove governadores do Nordeste já confirmaram ida à capital paranaense para visitar Lula. Apenas o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), ainda não teria confirmado.
Informações: Agora RN

Carlos Eduardo recebeu R$ 280 mil em propina, afirmam delatores

Investigados na operação Cidade Luz, que apura desvio de recursos da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur), os empresários Allan Emmanuel Ferreira da Rocha e Felipe Gonçalves de Castro disseram ao Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) que o prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves (PDT), recebeu pelo menos R$ 280 mil em propina às vésperas da eleição de 2016.
A revelação dos empresários aconteceu no âmbito de um acordo de delação premiada com o MPRN já homologado pelo juiz José Armando Ponte Dias Júnior, da 7ª Vara Criminal de Natal. Em depoimento, Allan Emmanuel e Felipe afirmaram que Carlos Eduardo recebeu o dinheiro com a condição de que os contratos de iluminação pública da Prefeitura de Natal com as empresas Enertec e Real Energy em vigor não seriam rompidos e que outros seriam firmados.
De acordo com a delação dos empresários, a propina foi negociada quatro meses antes da eleição de 2016. Ao Ministério Público, eles afirmaram ter participado de uma reunião na Prefeitura com Carlos Eduardo, Jonny Costa (então secretário-chefe do Gabinete Civil, hoje secretário da Semsur) e Antônio Fernandes (então titular da Semsur). Na oportunidade, o prefeito teria dito que o assunto deveria ser tratado dali em diante entre Alan e Jonny.
Os colaboradores contaram que, após a reunião com o prefeito, a propina passou a ser negociada diretamente com Jonny Costa, então preposto de Carlos Eduardo. Coube ao secretário, então, fazer a cobrança dos R$ 300 mil.
Do valor solicitado pelo assessor do prefeito, Allan Emmanuel e Felipe confessaram ter pagado R$ 280 mil, em duas etapas. Os valores, segundo eles, foram repassados perto das eleições em uma parcela de R$ 150 mil e outra de R$ 130 mil.
Conforme a delação, as parcelas da propina teriam sido pagas por Allan Emmanuel – uma parcela a Jonny Costa e outra a Daniel Bandeira, então secretário de Segurança Pública e Defesa Social. Segundo os depoimentos, uma entrega aconteceu no estacionamento do shopping Midway Mall e outra no estacionamento do supermercado Nordestão da Avenida Salgado Filho.
Secretário Jonny Costa recebeu propina pelo prefeito, segundo delatores – Foto: José Aldenir / Agora Imagens
Pagamento de propina teria acontecido por meio de caixa dois
No acordo de colaboração com o Ministério Público, Allan e Felipe afirmaram que nenhum desses pagamentos foi registrado como contribuição eleitoral, ou seja, todos os recursos entraram na contabilidade de campanha de Carlos Eduardo via caixa dois. Nas empresas, segundo os dois delatores, o valor consta na planilha de prestação de contas como “Despesas diversas P”, cujo “P” significaria “prefeito”.
Ainda segundo os colaboradores, dos R$ 280 mil pagos a Carlos Eduardo (via Jonny Costa e Daniel Bandeira), R$ 200 mil saíram do caixa da Enertec e outros R$ 80 mil da Real Energy, administradas respectivamente por Maurício Guerra e Alberto Cardoso Correia.
Mais adiante na delação, Allan Emmanuel e Felipe reiteram que os valores de propina pagos a Carlos Eduardo tinham como objetivo a manutenção dos acertos existentes e a promessa de novos contratos com a Prefeitura de Natal. Segundo os delatores, os contratos não foram especificados naquele momento em que as contribuições foram negociadas, mas o prefeito teria dado sua palavra de que os acordos seriam mantidos. E, segundo os delatores, realmente foram.
Delatores dizem que Kléber Fernandes recebeu R$ 6 mil
No acordo de colaboração com o Ministério Público, os empresários investigados na Cidade Luz relatam que Jonny Costa informou em reunião que o então candidato a vereador Kléber Fernandes (PDT) era o nome preferido de Carlos Eduardo para a disputa eleitoral. Após isso, o então secretário pediu ajuda das empresas a Kléber.
Os empresários afirmam que, após a reunião com Jonny, um encontro com o próprio Kléber Fernandes foi marcado e que, na ocasião, o então candidato pediu contribuição de R$ 6 mil para uma feijoada de adesão à sua campanha.
O pagamento de contribuições para feijoadas teria acontecido também, segundo os delatores, com Carlos Eduardo. Cada empresa – por ordem de Antônio Fernandes – pagou R$ 1,5 mil em senhas (que foram distribuídas entre os funcionários) para um evento de março de 2016.

Propina foi paga após medições da Semsur, apontam colaboradores
Os empresários Allan Emmanuel e Felipe Gonçalves disseram ao MPRN que a propina de Carlos Eduardo foi extraída dos pagamentos dos contratos (medições) que as empresas Enertec e Real Energy tinham com a Prefeitura de Natal, via Semsur.
De acordo com os delatores, dos valores pagos pelo Município pelos serviços prestados, quantias de até R$ 80 mil eram “separadas” para o prefeito. Nada foi registrado como contribuição oficial.
O QUE É
“Operação Cidade Luz”
Deflagrada em julho de 2017
O que investiga: Contratos de iluminação pública firmados pela Semsur com empresas
Desvio: Cerca de R$ 2,1 milhões, segundo o MPRN

Fonte: Agora RN

Violência policial não intimida militantes e caravanas começam chegar a Curitiba

As bombas de gás lacrimogênio e balas de borracha, atiradas pela Polícia Militar de Beto Richa, governador do Paraná, contra os milhares de trabalhadores e trabalhadoras que estavam em frente à Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, para dar apoio ao ex-presidente Lula, não intimidaram a militância.

“A ação violenta da PM começou no exato momento em que a aeronave que trazia Lula pousou no heliporto da PF. Parecia uma ação planejada para impedir que Lula ouvisse o clamor popular, que soubesse que não estava sozinho, que tinha apoio do povo trabalhador”, afirmou o secretário de Comunicação da CUT, Roni Barbosa, que completou: mas não adiantou nada, mesmo machucados, a maioria permaneceu no local.
E o acampamento montado antes mesmo do ex-presidente chegar a Curitiba na noite deste sábado (7) para a vigília permanente em defesa da democracia e pela liberdade de Lula cresceu mais e já conta com manifestantes vindos dos estados da Bahia, Maranhão, Espírito Santo, Mato Grosso, Santa Catarina, entre outros.

A presidenta da CUT-PR, Regina Cruz, avisa que ao menos 40 ônibus com caravanas em defesa de Lula livre estão em direção ao local e a concentração aumenta a cada hora. O PT de Minas Gerais, reunido na manhã deste domingo, decidiu organizar 10 ônibus, que sairão amanhã pela manhã rumo a Curitiba. 

“A mobilização está bonita. Já temos uma estrutura de barraca. Muitos companheiros aqui do bairro estão ajudando, abrindo a porta das suas casas. Temos água, comida, nada vai faltar para os companheiros e companheiras. É uma vigília permanente, não tem data nem hora pra terminar. Esse pessoal que está aqui hoje já não sai mais daqui e vai ficar por tempo indeterminado”, afirmou.

As frentes também estão chamando para a próxima quarta-feira (11) um dia Nacional de Mobilização em Defesa de Lula Livre, com articulações internacionais para que atos ocorram também em todas as embaixadas do Brasil no exterior.

Um acampamento nacional em Brasília, na Praça dos Três Poderes, em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), também está sendo organizado.

 “A frustração e tristeza que sentimos agora devem ser convertidas em fonte de energia para lutar pela reconstrução da democracia no Brasil e pela libertação de Lula. Não é hora de desânimo e desespero, é hora de organização e ação”, diz trecho da nota assinada pelas duas frentes.

Em breve, daremos mais informações sobre os locais e detalhes das mobilizações.

Violência em Curitiba
A brutalidade com que a PF de Curitiba tratou os manifestantes que defendem Lula causou perplexidade entre os militantes e lideranças políticas que estavam no local no momento da violência. Entre os feridos estavam três crianças e diversas pessoas tiveram de ser hospitalizadas.

Saiba Mais

A brutalidade da PF será abordada na coletiva de imprensa que ocorrerá por volta das 15h, no acampamento que abriga os manifestantes da vigília permanente na defesa de Lula. Às 16h30, está prevista uma entrevista coletiva do advogado de Lula, Cristiano Zanin, e da presidenta do PT, Gleisi Hoffmann.

O secretário de Comunicação Nacional da CUT, Roni Barbosa, explica que toda confusão foi iniciada no momento em que o avião de Lula pousou e critica a tentativa do aparato policial do Estado de tentar impedir que Lula, um preso político, pudesse ouvir os gritos de solidariedade do povo em Curitiba.

“Não sei se conseguiram, pois os manifestantes foram guerreiros e continuaram gritando mesmo debaixo de bombas. Eles tentaram montar uma cena para que as emissoras de TV filmassem, mas eles não conhecem a capacidade de resistência do povo que permanecerá na luta e em vigília até que Lula esteja livre”, ressalta Roni.

Diante da grave violência praticada contra pessoas que celebravam, pacificamente, um culto ecumênico e se preparavam para receber Lula nas imediações da sede da PF, o Coletivo Advogadas e Advogados pela Democracia tomou providências.

O Coletivo informou que, após intervenção do setor de Prerrogativas da OAB/PR, o 4º Distrito Policial de Curitiba recebeu a advogada representante do Coletivo, acompanhada do Procurador Geral da OAB/PR, para lavratura de um Boletim de Ocorrência coletivo, incluindo todas as vítimas da violenta ação policial.

Interdito proibitório

Após a decisão da Justiça, que deferiu liminar de interdito proibitório na ação proposta pela Prefeitura de Curitiba para proibir que os manifestantes se mantenham em vigília em frente à Superintendência da Polícia Federal, o Coletivo de Advogadas e Advogados pela Democracia também protocolou habeas corpus coletivo contra decisão.

Fonte: CUT

sábado, 7 de abril de 2018

Lula sai nos braços do povo para cumprir decisão judicial

Lula é um homem de fé e de religião. E a missa em homenagem à sua esposa, D. Marisa Letícia, na manhã deste sábado (7), minutos antes de anunciar que irá cumprir a decisão judicial, deixou expresso os valores e ideais que formam o homem, o nordestino, o retirante, o metalúrgico e ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A celebração desta manhã foi marcada por falas pedindo paz, mas também resistência contra a injustiça do Poder Judiciário que condenou um inocente. Os pedidos de liberdade para Lula, um preso político, como ressaltou em nota a executiva nacional da CUT, também foi uma marca da celebração.

Dom Angélico Sândalo disse que não se tratava de um ato político, mas de uma súplica pela paz, justiça, misericórdia e solidariedade. A ex-presidenta Dilma Rousseff também falou em paz e luta por justiça.

Já Lula disse que a história mostrará que os culpados são os que o condenaram e que quanto mais dias ele ficar preso, mais Lulas nascerão no país inteiro. Ele vai cumprir a ordem judicial de cabeça erguida e sair de peito estufado, como ressaltou, porque vai provar a sua inocência.

Clamando pela paz, dom Angélico Sândalo disse que “esse é o maior valor que nós podemos defender“.

“Estamos reunidos para expressar o amor fraterno. Temos a certeza absoluta que o amor fraterno vencerá o ódio”, disse, enquanto as pessoas se emocionavam com as orações e músicas escolhidas pelo próprio Lula para marcar este dia que entrará pra história do Brasil.

A ex-presidente Dilma Rousseff também falou na paz. Ao ler a oração de São Francisco de Assis, ressaltou que Lula sempre se inspirou nos valores de paz e justiça para fazer tudo o que fez pelo país.

“Essa é uma oração de paz, que hoje, mais do que nunca, mostra que nós somos da paz. Não somos nem da injustiça e nem do ódio”, ressaltou.

Nesse momento, as milhares de pessoas que acompanhavam o ato ecumênico perceberam o que seria anunciado em instantes. Um dos padres presentes na celebração, amigo da família e que conheceu e conviveu com D. Marisa Letícia, registrou que “nenhuma prisão prende a mente e os ideiais de um cidadão”.

E assim mandou seu recado final ao Lula: “continue a entregar a sua vida na busca da paz e da justiça. Que Jesus o proteja e seja a sua força”.

Lula, sereno e tranquilo, olhou para o céu e sorriu. Sabia que era chegada a hora de anunciar sua decisão e falar pela primeira vez, desde o início da vigília na quinta-feira (5), com o povo, que não parava de demonstrar sua gratidão e reconhecimento à maior liderança política desse país.

No dia 7 de abril de 2018, exatos 38 anos após a sua prisão pelo regime militar por liderar uma greve em massa dos metalúrgicos do ABC, Lula, ao lado de amigos que nunca o abandonaram, no mesmo Sindicato que foi a sua escola e berço das lutas democráticas da década de 1970, anunciou que cumpriria a ordem judicial.

“Eu vou atender ao mandado deles porque eu quero fazer a transferência de responsabilidade. Eles acham que tudo o que acontece nesse país é por minha causa. E eles vão descobrir pela primeira vez o que tenho dito todo dia: o problema desse país não se chama Lula, mas a consciência do povo que tem as ideias de Lula plantada nas mentes e corações”, disse.

O ex-presidente lembrou aos que querem calá-lo para sempre que não tem como se prender ideais porque eles se multiplicam entre as pessoas que querem justiça e direitos.

"Minhas ideias estão pairando no ar, não há como prendê-las. Não adianta acharem que vão fazer com que eu pare, eu não pararei porque não sou mais um ser humano, eu sou uma ideia", disse, ao ressaltar que há milhões de Lula dispostos a andar por ele neste país.
A morte de um guerreiro não acaba com a revolução
- Lula
Lula também falou sobre a condenação injusta, sem provas nem crimes, imposta pelo juiz Sérgio Moro e confirmada pelo Tribunal Regional da 4ª Região (TRF4), no caso do tríplex do Guarujá.

“Sou o único ser humano que sou processado por um apartamento que não é meu”, ressaltou, ao registrar que, ao contrário daqueles que o perseguem por convicções e não provas, ele dorme com a consciência tranquila.

Lula destacou que nunca foi contra a Lava Jato, mas que ele não pode aceitar que a Justiça condene com base na pressão feita pela Rede Globo, que tem mais de 70 horas de programação contrárias ao ex-presidente.

“Um juiz não pode condenar uma pessoa pela imprensa para depois julgar e condená-la judicialmente. Quem quiser votar com base na opinião pública, largue a toga e vá ser candidato a deputado”.

Ao contrário das acusações nunca provadas, Lula ressaltou que seus crimes foram as oportunidades que seus governos proporcionaram a parcela mais pobre da sociedade, que nunca tinha tido a oportunidade de entrar numa universidade ou comer carne de primeira.

“Se for por esses crimes, de colocar pobre na universidade, fazer pobre viajar de avião, ter oportunidade a mais de uma refeição por dia e ter o sonho da casa própria, então eu vou continuar sendo criminoso nesse país, pois vou continuar fazendo muito mais”.

Lula encerrou sua mensagem para a militância com um poema que ele ouviu de uma menina de 10 anos, em 1972. 

Os poderosos podem matar uma, duas ou três rosas, mas jamais conseguirão deter a chegada da primavera. E a nossa busca é pela chegada da primavera
- Lula
“Quero que saibam que sairei dessa maior, mais forte, mais verdadeiro e mais inocente”, disse, ao acrescentar: "esse pescoço aqui não baixa, a minha mãe já fez esse pescoço curto pra não baixar. Eu vou sair de lá de peito estufado e cabeça erguida"

Fonte: CUT

terça-feira, 3 de abril de 2018

ATO NO RIO CONSOLIDA FRENTE CONTRA O FASCISMO


Abraços significam muito, sobretudo em tempos de fascismo. Lula e Marcelo Freixo consolidaram esse sentimento ontem em uma noite histórica para a Frente Antifascista no Rio de Janeiro. Em meio a um conjunto de dificuldades conjunturais e partidárias para a tão falada e lamentada união das esquerdas, Freixo e Lula reconheceram que o momento exige uma responsabilidade maior que as coligações e alianças tradicionais ensejam. Deram um exemplo ao país e aos segmentos de esquerda como um todo.
Aparentemente, não há mais volta: as esquerdas estão tomadas e unidas pelo sentimento urgente de combate ao fascismo e pela retomada da democracia. O abraço de Lula e Freixo é histórico e uma imagem com potencial de mobilizar, a partir do Rio de Janeiro, uma concertação nacional de retorno ao estado democrático de direito. 
Fonte: Brasil 247

Ruralistas do Pará lançam ataque sem precedentes contra Igreja Católica

Faepa (Federação da Agricultura e Pecuária do Pará), entidade dos latifundiários e ruralistas do Pará lançou na tarde desta quinta (29), um ataque sem precedentes à Igreja Católica no Brasil. Em nota assinada por seu presidente, Carlos Fernandes Xavier, foram atacados de maneira violenta e difamatória: 1) a memória da freira Dorothy Stang, assassinada em 12 de fevereiro de 2005 a mando de latifundiários do Pará; 2) o bispo emérito do Xingu, dom Erwin Kräutler, um dos nomes mais respeitados da Igreja em todo o mundo; 3) o padre José Amaro Lopes da Silva, pároco de Santa Luzia em Anapu e preso vítima de uma armação dos mesmos ruralistas; 4) a Comissão Pastoral da Terra (CPT); 5) o desembargador Gercino José da Silva Filho, ex-Ouvidor Agrário Nacional e ex-presidente da Comissão Nacional de Combate à Violência no Campo, ligado à Igreja, chamando de “embusteiro”;  e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), denominada na nota de “Sindicato dos Bispos”. Nem mesmo no período da ditadura militar a Igreja Católica sofreu um ataque tão virulento.
Por Mauro Lopes
A nota é vazada em termos tão grosseiros e ofensivos que, por si só, denuncia o caráter do ataque dos ruralistas e latifundiários do Para (leia a íntegra da nota ao final). Toda ela é “costurada” numa linguagem que evoca a Guerra Fria dos anos 1960/80. Padre Amaro é qualificado de “subversivo que se traveste de religioso”; a CNBB, o “Sindicato dos Bispos”, dominada por uma “ala esquerdista”, pretenderia “implantar no solo cristão deste país os espúrios credos marxistas”.
O assassinato de Dorothy Stang com seis tiros em 2005, na mesma Anapu onde foi preso padre Amaro, teve intensa repercussão mundial e ela  hoje é considerada uma das muitas mulheres santas mártires no seguimento de Jesus, ainda que não tenha sido por enquanto beatificada pela Igreja Católica. Mas ela já integra o calendário de santos e santas da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil como “Mártir da Caridade na Amazônia”.  Para os latifundiários do Pará em sua nota, entretanto, a freira assassinada era “persona non grata em Anapu”, “incitava a violência”, ao lado de dom Erwin, e ambos seriam suspeitos de “tráfico de armas”.
O alvo maior dos ataques é o padre Amaro, preso na última terça (27), alvo de um amontoado de acusações, reunidas com o objetivo de “engrossar” o processo: “associação criminosa, com o fim de cometer diversos crimes, tais como, ameaça à pessoa, esbulho possessório, extorsão, assédio sexual, importuna ofensa ao pudor, constrangimento ilegal e lavagem de dinheiro”. A nota dos latifundiários do Pará, entretanto, acaba por explicitar a razão do ódio e perseguição ao religioso: desde 2015, a Faepa buscava a prisão do padre Amaro por ser ele “o maior incentivador dos conflitos fundiários existentes”.
Conforme denunciou a Comissão Pastoral da Terra (CPT), em nota divulgada no dia seguinte à prisão, trata-se de “é uma medida que vem satisfazer a sanha dos latifundiários da região que pretendem de toda forma destruir o trabalho realizado pela CPT, e desmoralizar os que lutam ao lado dos pequenos para ver garantidos os seus direitos. E se enquadra no contexto do cenário nacional em que os ruralistas ditam os rumos da política brasileira.”
Há uma razão oculta sob o volume da campanha de ódio dos latifundiários paraenses, que esteve na origem do assassinato de Dorothy Stang e agora da prisão de padre Amaro: um bilionário esquema fraudulento de que privatizou e devastou extensas áreas da Amazônia. O ódio devotado a irmão Dorothy e agora a padre Amaro deve-se à ação de ambos para exigir do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) a retomada das terras públicas roubadas pelos latifundiários, com “a criação de assentamentos coletivos, com grandes áreas de florestas nativas, capaz de sustentar o manejo florestal comunitário e a produção agrícola de forma sustentável” -leia logo abaixo um esclarecedor artigo de Tarcísio Feitosa da Silva, da CPT, que desnuda toda a trama dos ruralistas.
Em meio à onda fascista que buscou amedrontar o país nos últimos 15 dias, os ruralistas, que estiveram à frente de várias agressões à caravana de Lula no sul do Brasil, atacaram agora no norte, de maneira brutal, a Igreja Católica e os que lutam contra o latifúndio no Pará.
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Leia a seguir o artigo de  Tarcísio Feitosa da Silva
O desmonte dos PDS como forma de garantir terras oriundas da grilagem institucionalizada – de onde vem as forças que querem calar o Pe. Amaro
Tarcísio Feitosa da Silva, 29 de março de 2018
Para entender a situação conflituosa em Anapu/PA e no restante dos munícipios da Transamazônica (BR 230) no eixo Pacajá – Rurópolis assim como o cenário de criminalização/demonização envolvendo o Padre José Amaro Lopes da Silva – Pároco Santa Luzia em Anapu/PA e membro da Comissão Pastoral da Terra é necessário viajar no tempo e voltar aos anos 1970. Neste período milhares de hectares de terras públicas foram concedidas aos partidários do regime militar, formando uma casta violenta de fazendeiros na região da Transamazônica, capaz promover ações de reintegração sem justificativa legal, queimar templos católicos, garantir recursos financeiros ilícitos, bancar financeiramente o esforço imediato utilizando forças de segurança do local para expulsar ocupantes sem terra, contratar pistoleiros com intuito de proteger os supostos imóveis rurais e até assassinar lideranças e religiosos locais que lutam por uma reforma agrária com características amazônicas com a conservação da floresta, manutenção do clima, manejo florestal comunitário e uma produção agroecológica.
Essa ação pontual contra o Padre Amaro é uma parte pequena do esquema instalado na região, que pode chegar a lavagem de grandes fortunas de origem ilícita que opera com a utilização de gado de meia, desvio de volumosos recursos da SUDAM sendo subsídios para destruição da floresta e implantação de pasto, como ocorreu nos anos 2000, além do desvio de recursos públicos para garantir as eleições de políticos ligados a oligarquia regional.
Importante salientar que tais imóveis foram matriculados nos cartórios da região, sem muitas vezes anotar sua origem como terra pública concedida, essa foi a primeira tentativa de transvestir terra pública em particular. Estamos falando dos Contratos de Alienação de Terras Públicas (CATPS), áreas entre 3.000 até mais hectares, com cláusulas resolutivas que sequer o INCRA consegue localizar todos esses imóveis ao longo da Transamazônica.
Nos primeiros anos de vida deste esquema criminoso foi baseado na retirada de madeira de lei, capitalizando esses grupos com recursos naturais oriundos do patrimônio público florestal, logo em seguida diversos empréstimos a bancos estatais e fundos especiais como no caso FINAM – Fundo de Investimentos da Amazônia foram arrecadados com apoio de políticos regionais onde desmataram grandes áreas de florestas para justificar o acesso aos recursos.
O principal esquema destes grupos de fazendeiros era ofuscar a verdadeira origem e o domínio público dessas terras que serviram e servem como suporte a empréstimos vultosos no sistema bancário público. Durante anos, sem observar e respeitar o gestor fundiário dessas áreas, neste caso o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), tais imóveis estiveram presentes em diversas negociatas, inúmeros contratos de compra e venda, ações judiciais de cobrança de empréstimos ligados a agiotagem, aprovação de planos de manejo florestais, que surpreendentemente autorizaram a exploração de madeira de lei em áreas de pasto, absurdos presenciados no licenciamento do Estado do Pará, atividades como acordos de venda e compra de gado sem registros, e a utilização de trabalho análogo a escravidão.
A ameaça de interrupção a este processo criminoso ocorre no fim dos anos 1990 quando Irmã Dorothy Mae Stang descobre a existência das CATPS na região, sendo terras públicas condicionadas a cláusulas resolutivas conforme as portarias dos anos de 1974 e 1975 do INCRA, muitas delas sequer observadas. Neste período começa a movimentação dos detentores de CATPs para acessar os volumosos recursos da SUDAM que chegavam à região acompanhados de muita violência contra trabalhadores rurais que ocupavam as CATPs. A violência era patrocinada pelos fazendeiros em busca de garantir os recursos da SUDAM com a utilização de milícias e o próprio aparatado da segurança publica, a seguir temos uma destruição volumosa e acelerada da floresta nunca observada na região e constantemente denunciada por Dorothy em diversas reuniões com autoridades publicas, nos documentos e cartas enviadas e em fóruns abertos em Anapu, Belém e Brasília.
O movimento social da região e a Irmã Dorothy passaram a exigir do INCRA a retomada dessas áreas exigindo a criação de assentamentos coletivos, com grandes áreas de florestas nativas, capaz de sustentar o manejo florestal comunitário e a produção agrícola de forma sustentável, entendendo que as CATPs são terras públicas, que nas mãos dos fazendeiros nunca cumpriram as cláusulas resolutivas, função social da terra, o respeito as regras ambientais e os índices de produção agrícolas. Muito pelo contrário foram utilizadas em esquemas fraudulentos.
Havia uma pressão local por parte dos trabalhadores rurais que chegaram à região com os primeiros anúncios da construção da barragem de Belo Monte (Ex Uhe Kararaô).
O recuo temporário das empreiteiras e do governo na construção do empreendimento forçou esses trabalhadores se dirigirem, muitas vezes por orientação dos técnicos do INCRA até a casinha de madeira, de cor azul clara localizada em Anapu em busca de orientação para conseguir uma terra para viver, e lá encontravam Dorothy uma senhora de idade, com cabelos brancos que detinha muitas informações da situação fundiária local.
Sem saber dos diversos interesses ilícitos que orbitavam as CATPs, Dorothy atingiu drasticamente o núcleo de todo esquema fraudulento existente na região.
Sem ter um olhar mais sistêmico, órgãos de controle como o Ministério Público Federal (MPF) e Ministério Público Estadual (MPE) não conseguiram cruzar informações presentes em vários processos de cobrança de dividas rolando nos corredores dos fóruns de justiça da região envolvendo terras de CATPs, gado e madeira ligados em parte aos nomes do esquema do “Caso Sudam” ou mesmo obter as informações cartoriais de troca de riquezas para sustentar a possibilidade de acessar recursos do FINAM, mas, felizmente o MPF atacou o último o processo de fraudes envolvendo o desvio de recursos públicos e que boa parte financiaram as campanhas dos políticos ligados ao PMDB com representação na região.
O movimento social local e o conhecimento fundiário sobre as situações das terras e florestas em Anapu/PA organizados pela Dorothy ao longo de sua militância pressionaram para criação dos Projetos de Desenvolvimento Sustentável na região, na lógica de reconhecer que imóveis na forma de CATPs são terras públicas.
Alguns detentores das CATPs recorrem até hoje nos tribunais superiores contra a reversão ou a retomada dessas áreas, e em Anapu patrocinaram inclusive processo de demonização e o assassinato de Dorothy, e a todo custo tentam manter suas posses ilegítimas, um complicador ao processo de regularização fundiária dos PDS e a criação de novos assentamentos na região, até 2014 o INCRA não tinha finalizado, demarcado e matriculado esses assentamentos coletivos em Anapu/Pa.
As últimas notícias de invasão do PDS é parte de orquestrada desse esquema criminoso que não tentará impedir o sistema de assentamentos coletivos na Amazônia, pois se as áreas sobre contrato de terras públicas forem creditadas como terra pública, um volume gigantesco de florestas pode ser conservadas e utilizadas de forma sustentável, só na região da Transamazônica e como uma consequência direta essas riquezas acumuladas ilicitamente terão que arcar com as ações judiciais dos bancos que emprestaram milhões de reais e receberam como segurança aos empréstimos a terra pública, além das cobranças do sistema de agiotagem que ronda a região com capital ilícito, segundo os levantamentos realizados pela Irmã Dorothy Mae Stang pode haver aproximadamente 500 mil hectares de terras e florestas em forma de CATPs.
Temos que levar em consideração que essa nova investida oriunda do espólio criminoso existente na região contra o Pe. Amaro se dá o inicio dos acordos de financiamento de campanha de políticos que sustentam o esquema fraudulento das CATPs na região e todos os crimes que orbitam no interior e no entorno desses imóveis, assim como o andamento de processos de reversão das áreas de CATPs que caminham nos tribunais.
As próximas investidas serão na conversão de áreas de assentamento coletivo em individuais, pois dentro de alguns meses, esses lotes de até 100 hectares estarão a disposição do mercado de terras na região, medida facilitada pela Lei 13.465/2017 foi sancionada no dia 11 de julho, com regras menos rígidas sobre regularização em terras da União na chamada Amazônia Legal.
São os novos e velhos mecanismos de perpetuar a Grilagem Verde Oliva criada na década de 70 que favoreceu o desmatamento de grandes áreas de floresta, recrudesceu a violência no campo, e impede até hoje a concretização de uma reforma agrária respeitando as diversidades socioambientais Amazônica.
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A íntegra da nota dos ruralistas e latifundiários do Pará
Em muitas oportunidades esta Federação se manifestou publicamente e denunciou às autoridades os desmandos, atitudes arbitrárias e violentas que vinham sendo praticadas, no Pará, notadamente ao tempo (de triste memória!) em que exercia a Ouvidoria Agrária Nacional o embusteiro Gercino da Silva Filho, secundado em suas diatribes contra proprietários rurais por um infeliz membro da Igreja Católica, conhecido como “padre Amaro”, autoproclamado – e assim reconhecido pela mídia – como “sucessor da missionária Dorothy Stang”.
A propósito dessa freira, assassinada em 2005, sempre mantivemos obsequioso silêncio em respeito aos mortos. Mas, no momento em que se procura reacender antigas questões, é nosso dever relembrar alguns fatos que a imprensa não publica: a) Dorothy Stang veio para este Estado, expulsa do Maranhão, onde, também, incitava a violência; b) a Câmara Municipal de Anapu, em decisão praticamente inédita no país, outorgou-lhe o título de “Persona non grata”; c) ela e o bispo emérito do Xingu, d. Erwin, foram condenados pelo então juiz Anselmo Santiago por incitação à violência; d) à época de seu assassinato, respondia, no Poder Judiciário estadual, a processos idênticos (incluindo tráfico de armas) que foram arquivados “post-mortem”.
Levamos ao conhecimento da CNBB a postura anticristã desse triste sacerdote (que, nestes tempos de rememoração do Calvário, nos faz lembrar os Anás e Caifás que condenaram Cristo). Mas, lamentavelmente, a ala esquerdista que domina o Sindicato dos Bispos e se alia aos que conspiram contra a Democracia para implantar no solo cristão deste país os espúrios credos marxistas, nada mais faz do que apoiar essa reprovável conduta em nada condizente com os ensinamentos do Evangelho.
E mais: é conveniente que a sociedade saiba (e os meios de comunicação social também):
– No dia 01 de Abril de 2015, protocolamos um documento, assinado por 18 entidades e endereçado à Promotora Agrária Dra. Glace Kanemiffo Parente, relatando os conflitos fundiários na região, afirmando que o maior incentivador dos conflitos fundiários existentes era o padre José Amaro.
– No dia 08 de julho de 2015, entregamos um documento ao então Ouvidor Agrário Nacional Gercino da Silva Filho, dizendo da nossa indignação pela forma como eram coordenadas as audiências públicas na região do Xingu – sempre defendendo os invasores e permitindo a ação incitadora do padre Amaro.
– No dia 11 de Dezembro de 2015, enviamos uma carta a D. Giovanni D`Aniello,
– Núncio Apostólico no Brasil, relatando as práticas criminosas desse padre Amaro.
– No dia 24 de Junho de 2016 houve uma reunião com o bispo D. João Muniz, que estava assumindo a Prelazia do Xingu, com a presença de alguns produtores da cidade de Anapu, ocasião em que foram realizadas várias denúncias e apresentado pedido de providencias quanto às atitudes desse membro da igreja católica.
– No dia 22 de Novembro de 2016 ocorreu nova reunião com D. João, quando vários produtores relataram mais uma vez a situação naquele município e entregaram ao Bispo documentos, DVD, e vídeos das ações criminosas do padre Amaro.
– No dia 03 de Abril de 2017 encaminhamos documentos aos seguintes órgãos, relatando as mesmas práticas do padre Amaro: a) Ministério Público Federal; b) Promotor de Justiça da Comarca de Anapu; c) Promotoria Agrária; d) Superintendência da 11ª RISP Xingu – Sede Altamira; e) Secretário de Estado de Segurança Pública – Segup (PA).
– No dia 19 de Abril de 2017 foi encaminhado um oficio a Dom Alberto Taveira Correa – Arcebispo de Belém/Pará, relatando as atitudes criminosas do padre Amaro.
– No dia 05 de Junho de 2017 encaminhamos um oficio a promotora de Justiça Drª Sabrina Said de Amorim Sanches, pedindo uma reunião para tratarmos da questão agrária em Anapu e os desmandos do padre Amaro e, até o momento, não tivemos retorno.
– No dia 24 de Abril de 2017 encaminhamos um oficio ao Cardeal Sergio Rocha, de Brasília, presidente da CNBB, também relatando e pedindo providencias quanto às atitudes criminosas do padre Amaro.
Ressaltamos que todos os documentos foram protocolados com comprovação de recebimento. Assim, todos tinham conhecimento das ações criminosas do padre Amaro, inclusive a Prelazia do Xingu, sem que existisse qualquer manifestação a respeito, acobertando suas ações e permitindo que chegasse a esse ponto.
Agora, fruto das investigações levadas a efeito pela Polícia Civil, instaurou-se inquérito que, pelas provas encontradas, mereceu acolhida do MM Juiz de Anapu e resultou na decretação da prisão preventiva do subversivo que se traveste de religioso.
O tal padre Amaro, liderança da Comissão Pastoral da Terra, traiu, como Judas, a missão que lhe foi confiada para o exercício do múnus sacerdotal e foi investigado pela prática – sobejamente conhecida pela população do município – dos crimes de associação criminosa, ameaça, esbulho possessório, extorsão, assédio sexual, importunação ofensiva ao pudor, constrangimento ilegal e lavagem de dinheiro. Conduta, aliás, que é a marca registrada dessas lideranças que incitam as invasões no campo. Agravando o elenco de acusações contra esse pernicioso elemento, que deveria ser expulso da Igreja Católica, por comprometer o bom nome dos verdadeiros sacerdotes, há o assédio sexual contra uma vítima que, segundo as investigações, apresentou um vídeo pornográfico que teria sido gravado no quarto do padre.
Para conhecimento público, informamos que cópia desta Nota estará sendo encaminhada ao Vaticano para conhecimento de Sua Santidade o papa Francisco. Vêm as malsinadas organizações que defendem o socialismo bolivariano da Venezuela e Cuba destilar as cantilenas das “armações” e “perseguições”.
E – pasme o povo brasileiro! – na total inversão de valores que a esquerda insiste em implantar, querem a CPT e suas aliadas “soltar o Barrabás” e prender o delegado da Polícia Civil de Anapu Dr. Rubens Matoso, um profissional exemplar e respeitado pela comunidade por seu comprometimento com a Justiça e a ordem constitucional, a quem hipotecamos irrestrita solidariedade.
Denunciamos, uma vez mais, essa tentativa de calar a verdade, em nome do povo de Anapu que está apreensivo com a concretização dessa possibilidade.
Contra fatos, não existem argumentos e um dia, como agora, as máscaras caem!
Belém, 29 de Março de 2018
Carlos Fernandes Xavier, Presidente da Faepa
Fonte: Outras Palavras.net