sexta-feira, 3 de novembro de 2017

FÁTIMA BEZERRA É A MELHOR PARLAMENTAR DO NORDESTE NO PRÊMIO CONGRESSO EM FOCO

A senadora Fátima Bezerra (PT/RN) foi a representante do Nordeste mais bem colocada na 10ª edição do prêmio Parlamentar do Ano, promovido pelo portal Congresso em Foco. O primeiro lugar entre os políticos do Nordeste veio tanto na votação popular como na eleição realizada pelos jornalistas que cobrem o Congresso. No ranking geral, Fátima ficou em 6º lugar na votação do público pela internet e em 7º pelo voto dos jornalistas. O senador campeão de votos pela internet foi Magno Malta (PR/ES), seguido de Ana Amélia (PP/RS) e Paulo Paim (PT/RS). Na votação dos jornalistas, os mais bem colocados foram Randolfe Rodrigues (Rede/AP), Paulo Paim (PT/RS) e Álvaro Dias (Podemos/PR).
A parlamentar potiguar foi a única senadora votada do Rio Grande do Norte porque, pelos critérios adotados na premiação, só concorrem ao prêmio políticos que não respondem a inquéritos no Supremo Tribunal Federal. Como José Agripino Maia (DEM) responde a quatro inquéritos e Garibaldi Filho (PMDB) é investigado em um procedimento no Supremo, os dois foram eliminados e nem chegaram a concorrer.
O mesmo critério de eliminação ocorreu na votação dos melhores deputados. Rogério Marinho (PSDB), Fábio Farias (PSD), Felipe Maia (DEM) e Walter Alves (PMDB) também ficaram de fora porque respondem, juntos, a oito inquéritos no STF. O campeão é o tucano Rogério Marinho (PSDB), investigado em cinco procedimentos por corrupção, lavagem de dinheiro, crimes contra a ordem tributária, falsidade ideológica e peculato.
Na votação pela internet, a deputada mais bem colocada do Rio Grande do Norte foi Zenaide Maia (PR), na 50ª colocação, com 914 votos. Ela foi seguida pelos deputados Antônio Jácome (103º), Beto Rosado (125º) e Rafael Motta (139º)
Beto Rosado (PP) foi o único deputado federal do Rio Grande do Norte que recebeu voto dos jornalistas e ficou na 50ª colocação. Os deputados Antônio Jácome (Podemos), Rafael Motta (PSB) e Zenaide Maia (PR) não foram votados pelos jornalistas.
Critérios
O prêmio Parlamentar do Ano, promovido pelo portal Congresso em Foco, chegou à décima edição e já virou uma tradição entre os congressistas. O diretor-executivo do portal Edson Sardinha comentou em setembro o alto índice de parlamentares investigados do Rio Grande do Norte. O critério de eliminação, segundo ele, foi criado para evitar injustiças.
– A bancada do Rio Grande do Norte apresenta índice de parlamentares com acusações criminais no Supremo Tribunal Federal acima da média do Congresso, que gira em torno de 40%. Outros estados também apresentam índices semelhantes. O prêmio não tem o papel de atuar como juiz nem referendar as acusações feitas pela Procuradoria Geral da República. Várias dessas investigações podem ser arquivadas ao longo da tramitação no Supremo. Mas decidimos utilizar esse critério para evitar que congressistas com ficha corrida possam ser eventualmente premiados em detrimento de parlamentares sobre os quais não recai no momento suspeitas de crimes.

Potiguares na eleição de Parlamentar do Ano, do Congresso em Foco

SENADO FEDERAL*

Júri popular
6º Fátima Bezerra (PT) – 14.923 votos

Júri jornalistas
7º Fátima Bezerra (PT) – 10 votos
Os senadores José Agripino Maia e Garibaldi Alves Filho foram eliminados porque são investigados pelo Supremo Tribunal Federal

CÂMARA FEDERAL*

Júri Popular
50º Zenaide Maia (PR) – 914 votos
103º Antônio Jácome (Podemos) – 352 votos
125º Beto Rosado (PP) – 260 votos
139º Rafael Motta (PSB) – 228 votos

Júri jornalistas
50º Beto Rosado (PP) – 2 votos
Antônio Jácome, Rafael Motta e Zenaide Maia não receberam votos deste júri
*Os deputados Rogério Marinho (PSDB), Fábio Farias (PSD), Felipe Maia (DEM) e Walter Alves (PMDB) foram eliminados porque são investigados pelo Supremo Tribunal Federal
Fonte: Saiba Mais

Ministra dos Direitos Humanos que citou trabalho escravo ao pedir salário de R$ 61 mil: "Como vou comer?"

Após entrar em uma polêmica ao fazer alusão ao trabalho escravo para solicitar o acúmulo da aposentadoria como desembargadora e do salário de ministra dos Direitos Humanos (o valor chegaria a R$ 61 mil por mês), Luislinda Valois afirmou, em entrevista ao programa Timeline na manhã desta quinta-feira (2), que tem "o direito de peticionar". Ela defendeu que pode solicitar um salário correspondente à função que exerce no governo Temer e que tem contas a pagar.
A entrevista foi concedida aos jornalistas David Coimbra, Luciano Potter e Kelly Matos, com produção de Tiago Boff. Hoje, Luislinda recebe o teto permitido pela Constituição: R$ 33,7 mil. Do valor, R$ 30.471,10 são referentes à aposentadoria por ter atuado como desembargadora e R$ 3.292 são por atuar como ministra. O jornal O Estado de S. Paulo apontou, nesta quinta, que ela entrou com uma petição de 207 páginas solicitando receber integralmente também o salário de ministra.
Na ação, Luislinda defendeu que o salário reduzido como ministra, "sem sombra de dúvidas, se assemelha ao trabalho escravo, o que também é rejeitado, peremptoriamente, pela legislação brasileira desde os idos de 1888 com a Lei da Abolição da Escravatura". Diante da repercussão do tema, no entanto, a ministra desistiu da petição na tarde desta quinta-feira.
Ouça a entrevista:
— É meu direito peticionar (fazer uma petição). Recebo aposentadoria porque trabalhei mais de 50 anos e paguei todas as minhas obrigações previdenciárias. Isso não se discute porque é direito adquirido. Moro em Brasília, trabalho de 12 a 14 horas por dia, de segunda a segunda, e recebo um salário (de ministra) de menos de R$ 3 mil. O Brasil está sendo justo comigo? Citei a escravidão porque (na época) não se tinha salário nem nada. Fiz alusão a um fato histórico — defendeu a ministra.
Confrontada sobre as críticas por mencionar o trabalho escravo apesar de receber o salário mais alto permitido por lei, Luislinda afirmou que tem contas a pagar e que quer "ter uma vida um pouco mais digna" e "um salário mais justo" pela função de ministra.
— Como vou comer, beber e calçar? Só no meu IPTU em Brasília pago mais de R$ 1 mil. E tenho meu apartamento em Salvador, que pago uma pessoa para cuidar. Sou aposentada, poderia me vestir de qualquer jeito e sair de chinelo na rua, mas, como ministra de Estado, não me permito andar dessa forma. Tenho o direito de peticionar, a autoridade vai decidir e eu vou acolher (a decisão). É algum pecado fazer analogia (à escravidão)? Não acho que errei — disse.

A petição polêmica

A ministra dos Direitos Humanos apresentou ao governo federal uma petição de 207 páginas em que solicita a possibilidade de acumular o seu salário com o de desembargadora aposentada, valores que, somados, chegariam ao vencimento bruto de R$ 61,4 mil. No documento, ela se queixa do teto constitucional do funcionalismo público, que limita seus vencimentos totais a R$ 33,7 mil.
Confira a seguir trechos do documento apresentado pela ministra, e os argumentos apresentados por ela:
"O trabalho executado sem a correspondente contrapartida, a que se denomina remuneração, sem sombra de dúvidas, se assemelha a trabalho escravo, o que também é rejeitado, peremptoriamente, pela legislação brasileira desde os idos de 1888 com a lei da Abolição da Escravatura, aliás, norma que recebeu o nº 3533."
"Por oportuno, vale mencionar também que o trabalho igual prestado por cidadãos ao mesmo empregador com remuneração diferenciada muito se distancia do tão cantado e decantado princípio da igualdade, no seu sentido mais amplo que for possível se lhe dar."
"Antes de concluir, trago à baila a motivação de que ao criar o teto remuneratório não se pretendeu, obviamente, desmerecer ou apequenar o trabalho daquele que, por direito adquirido, já percebia, legalmente, os proventos como sói a acontecer na minha situação."

Abre aspas

Leia as principais declarações da ministra sobre o tema:
Luislinda Valois

LUISLINDA VALOIS

em entrevista ao Timeline

Moro em Brasília, trabalho de segunda a segunda, mais de 12 horas por dia, e recebo um salário (de ministra) de menos de R$ 3 mil. O Brasil está sendo justo comigo? Por que não se remunerar o trabalho?

Luislinda Valois

LUISLINDA VALOIS

em entrevista ao Timeline

É meu direito peticionar. Recebo aposentadoria, por lei, porque trabalhei mais de 50 anos pagando todas as minhas obrigações previdenciárias rigorosamente em dia. Isso não se discute porque é direito adquirido, é direito constitucional.

Luislinda Valois

LUISLINDA VALOIS

em entrevista ao Timeline

Tenho o mesmo título dos demais ministros, mas sou a ministra que ganha menos. Como ministra, esse mês eu acho que eu vou receber R$ 2,7 mil. É justo?

Luislinda Valois

LUISLINDA VALOIS

em entrevista ao Timeline

Como vou comer, beber e calçar? Só no meu IPTU em Brasília pago mais de R$ 1 mil. (...) E tenho meu apartamento em Salvador, que pago uma pessoa para cuidar.

Luislinda Valois

LUISLINDA VALOIS

em entrevista à Rádio CBN

Eu fiz uma alusão, uma simbologia (ao trabalho escravo), porque todo trabalho que se executa e que não tem a respectiva remuneração, ele não é correto, ele não é um trabalho legal.

Luislinda Valois

LUISLINDA VALOIS

em entrevista ao Timeline

Eu apenas citei, porque é um fato público e notório, todo mundo sabe como foi que aconteceu a escravidão. Não se tinha salário, não se tinha comida, não se tinha nada. Eu fiz uma alusão a um fato histórico.

Luislinda Valois

LUISLINDA VALOIS

em entrevista ao Timeline

É algum pecado se fazer alguma analogia (à escravidão)? Eu acho que eu não pequei, eu acho que eu não errei. Por favor, gente, não me crucifiquem por isso.

Luislinda Valois

LUISLINDA VALOIS

em entrevista ao Timeline

Eu, como aposentada, eu podia vestir qualquer roupa. Eu podia calçar uma sandália Havaianas e sair pela rua. Mas, como ministra de Estado, eu não me permito andar dessa forma. Eu tenho uma representatividade.

Luislinda Valois

LUISLINDA VALOIS

em entrevista à Rádio CBN

Como ministra de Estado, não posso fazer isso. Eu tenho uma representatividade. Não de luxo, mas de pelo menos me apresentar trajada dignamente. É cabelo, é maquiagem, é perfume, é roupa, é sapato, é alimentação. Porque, se eu não me alimentar, eu vou adoecer e, aí, vou dar trabalho para o Estado. É tudo isso que tem que ter.

Luislinda Valois

LUISLINDA VALOIS

em entrevista ao Timeline

Antes de ser ministra eu sou brasileira, eu sou cidadã, eu voto, eu pago imposto, eu sou sujeita a doenças, eu sou sujeita a morrer, como todos nós. Então, por que essa celeuma?

Luislinda Valois

LUISLINDA VALOIS

em entrevista ao Timeline

Eu acho que é um direito que eu tenho, porque eu estou trabalhando. Eu não estou pretendendo amealhar, até porque eu não sou 'dinheirista'. Agora eu quero os meios para ter uma sobrevida um pouco mais digna, um pouco melhor, a remuneração pelo meu trabalho atualmente.

Fonte: Gaúcha ZH 

Santo Antônio/RN: Em entrevista à rádio, Lula Ribeiro quebra silêncio e diz que o município estar em ‘calamidade’ na atual gestão

Dez meses depois de deixar a administração do município, o ex-prefeito Lula Ribeiro (PMDB) quebrou o silêncio na última quarta-feira (1º), durante uma entrevista concedida à Rádio Talismã FM. Dentre outros assuntos, Lula fez um balanço das ações realizadas durante sua gestão à frente do executivo municipal, falou sobre a atual situação do município e os seus planos para o futuro.
Ao falar sobre sua administração, Lula disse ter entregue três postos de saúde nas comunidades de Timbaúba, Umburana e Capim Açu, e deixou outro praticamente concluído na sede do município, além de uma UPA em plena execução com recursos de mais de R$ 1 milhão e 600 mil em conta para que a atual gestão possa concluir a obra. Na área da saúde, Lula destacou que comprou veículos novos e ambulâncias para transportar os pacientes e servir à população, lembrando que quando assumiu a prefeitura não tinha nenhuma, e falou que não faltava médicos e medicamentos durante sua gestão. “Hoje o atual gestor fechou postos de saúde do Gravatá, em Angicos e em Lagoa da Cobra. Não tem médicos na Umburana nem na Timbaúba”, mencionou. Entre outras obras realizadas, Lula citou o campo de futebol que passou 15 anos parado e foi construído no seu mandato, comprou tratores novos para a agricultura, entregou duas quadras de esporte e duas passagens molhadas na zona rural feitas com recursos próprios do município.
Questionado sobre a atual situação do município, Lula afirmou que Santo Antônio vive um momento de calamidade administrativa citando o atraso nos salários dos funcionários, postos de saúde fechados e falta de médicos nas unidades de saúde.
O ex-gestor criticou o que o atual prefeito chama de crise para justificar o atraso no pagamento dos funcionários e classificou como falta de gestão o que acontece na atual administração do município. Lula disse que crise existe há muito tempo lembrando que o seu sucessor recebeu R$ 4 milhões a mais, considerando apenas os 10 primeiros meses da atual administração, em comparação com o mesmo período do ano passado em que esteve à frente da prefeitura. “A nossa cidade depende muito do salário da prefeitura. Quando fui prefeito, tínhamos em torno de 1.200 mil funcionários que recebiam em dia seus salários e nunca deixei de pagar aos funcionários e aos fornecedores. Se entrou 4 milhões em 10 meses a mais na atual gestão, então estar claro que não é a crise”, afirmou o ex-prefeito. Lula também ressaltou que fez a antecipação de parte do 13º salário dos funcionários durante seu governo e o atual gestor ainda não pagou.
“O povo de Santo Antônio quer saber por que o atual gestor recebeu mais dinheiro e não paga a ninguém”, questionou Lula.
Quando indagado a comparar sua gestão com a atual, Lula declarou que, quando foi eleito para administrar o município, não fez nenhum acordo político e montou uma equipe para trabalhar. “Falta hoje é gestão porque outras cidades vizinhas pagam em dia e não passam o que Santo Antônio vem passando. Estamos passando é uma calamidade”, frisou Lula.
Ao falar do atual gestor, Lula lembrou algumas das promessas feitas na campanha do seu sucessor e disparou: “O atual prefeito disse nas casas que iria dormir no CCI e ia dar de casa ao povo. Hoje ele fez tudo o contrário”, disse Lula, acrescentando que o CCI só funciona jma vez por semana quando antes eram duas vezes, e o Sopão ainda não começou a funcionar desde que o atual gestor assumiu.
Perguntado sobre seus projetos políticos, Lula se colocou à disposição do povo para lutar por dias melhores para o município e disse que vai fiscalizar junto com a oposição. “A gente não pode abandonar a política porque quero o melhor para o meu povo e estou à disposição”, finalizou.
Fonte: Blog Os Amigos da Onça

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Santo Antônio/RN: Paróquia Divulga Horários das Missas de Finados


A Paróquia de Nossa Senhora da Conceição em Santo Antônio/RN, divulgou nesta quarta-feira , os horários das Missas que serão celebradas neste dia 02 de novembro, dia de Finados.

As 08:00hs será celebrada a primeira Missa no Cemitério São Judas Tadeu, o Cemitério velho. Às 16:00hs a segunda Missa será celebrada no Cemitério São Francisco de Assis, o Cemitério velho e a última Missa do dia de Finados será celebrada às 19:00hs na Igreja Matriz.

Com Informações da Pastoral da Comunicação (PASCOM) da Paróquia Nossa Senhora da Conceição

Vídeo: Bolsonaro vira piada nas redes após dizer que não entende nada de economia


O pré-candidato Jair Bolsonaro já descobriu um jeito de não responder a qualquer questão relevante sobre um possível governo dirigido por ele.
Responderá a tudo dizendo que a responsabilidade será de sua “equipe”.

– Bolsonaro, a economia?
– Será minha equipe.
– Bolsonaro, e a defesa do país?
– Será meu ministro da defesa?
– Bolsonaro, e a saúde dos brasileiros?
– Será meu ministro da saúde que vai responder.




Fonte: Central Político

Cinco famílias controlam 50% dos principais veículos de mídia do país


Cinco famílias controlam metade dos 50 veículos de comunicação com maior audiência no Brasil. A conclusão é da pesquisa Monitoramento da Propriedade da Mídia (Media Ownership Monitor ou MOM), financiada pelo governo da Alemanha e realizada em conjunto pela ONG brasileira Intervozes e a Repórteres Sem Fronteiras (RSF), baseada na França. 

A pesquisa MOM sobre o Brasil é a 11ª versão do levantamento, realizado anteriormente em dez outros países em desenvolvimento: Camboja, Colômbia, Filipinas, Mongólia, Gana, Peru, Sérvia, Tunísia, Turquia e Ucrânia. Trata-se de um projeto global do Ministério de Cooperação Econômica e Desenvolvimento da Alemanha que tem como objetivo promover transparência e pluralidade na mídia ao redor do mundo. 

A pesquisa acompanha um ranking de Risco à Pluralidade da Mídia, elaborado pela Repórteres Sem Fronteiras, no qual o Brasil ocupa o 11º e último lugar. Nos dez indicadores do ranking, o País apresenta risco "alto" em seis deles, como concentração de audiência e salvaguardas regulatórias. 

No caso do Brasil, o levantamento listou os 50 veículos de mídia com maior audiência e constatou que 26 deles são controlados por apenas cinco famílias. O maior é o Grupo Globo, da família Marinho, que detém nove desses 50 maiores veículos.

Além da rede Globo, líder de audiência na tevê aberta, a Globo tem presenças relevantes na tevê a cabo (com a GloboNews e outros 30 canais); no rádio, com a CBN e a Rádio Globo; e na mídia impressa, com títulos como os jornais O Globo, Extra, Valor Econômico e a revista Época.

Segundo a pesquisa, o grupo Globo alcança sozinho uma audiência maior do que as audiências somadas do 2º, 3º, 4º e 5º maiores grupos brasileiros.




Na sequência, aparecem a família Saad, dona do grupo Bandeirantes, e a família de Edir Macedo, da Record, com cinco veículos cada um, seguidas pela família Sirotsky, da RBS, com quatro veículos na lista, e a família Frias, com três veículos.

Se somados o grupo Estado, do jornal O Estado de S.Paulo; o grupo Abril, da revista Veja; e o grupo Editorial Sempre Editora, do jornal O Tempo, são oito famílias controlando 32 dos 50 maiores veículos, ou 64% da lista.



Para a RSF e a Intervozes, cujo blog está hospedado no site de CartaCapital, esse domínio configura um oligopólio. "Nem a tecnologia digital e o crescimento da internet, nem esforços regulatórios ocasionais limitaram a formação desses oligopólios", afirmam as ONGs em relatório.

O parágrafo 5º do artigo 220 da Constituição afirma que "os meios de comunicação social não podem, direta ou indiretamente, ser objeto de monopólio ou oligopólio". Este artigo, assim como outros que dizem respeito à comunicação social, nunca foram regulamentados pelo Congresso.

Essa previsão a respeito de monopólios e oligopólios se aplica apenas a veículos de rádio e televisão, que são serviços públicos e funcionam em espectro limitado, com um limite de número de emissoras que podem existir. Os veículos impressos, como prevê também a Constituição, podem ser constituídos e publicados sem licença de autoridade.




Propriedade cruzada da mídia

O relatório destaca, no entanto, que no caso brasileiro a ausência de restrições à propriedade cruzada dos meios de comunicação, com exceção do mercado de TV paga, permite que os líderes de mercado dominem múltiplos segmentos. Assim, no cenário brasileiro grandes redes nacionais de TV aberta pertencem a grupos que também controlam emissoras de rádio, portais de internet, revistas e jornais impressos.

A propriedade cruzada é, segundo os autores da pesquisa, uma "dimensão central da concentração na mídia brasileira", sendo o principal fundamento do sistema de comunicação de massa nacional. O caso da Globo, com seu conglomerado de emissoras de rádio e tevê aberta e fechada, jornais, revistas e sites é o mais conhecido, mas se reproduz com outras famílias. 

A Record, por exemplo, tem canais importantes na tevê aberta e fechada (RecordTV e RecordNews), veículos na mídia impressa (jornal Correio do Povo) e na internet (portal R7), além de controlar a Igreja Universal do Reino de Deus, que possui a Rede Aleluia de rádio e produz o jornal gratuito de maior tiragem no Brasil, a Folha Universal. 

Segundo as ONGs, essas situações persistem porque o Brasil tem um marco legal ineficiente para combater a monopolização e promover a pluralidade. Além disso, dizem, nem mesmo as poucas provisões legais existentes são aplicadas de fato, pois a propriedade da mídia não é monitorada constantemente pelas autoridades competentes, que se limitam a receber e registrar as informações enviadas pelas próprias empresas.


Fonte: Portal Vermelho

PT ACERTA VOLTA À BASE DO GOVERNO RENAN FILHO EM ALAGOAS

Sem surpresa e dada a proximidade política, um ano depois de deixar o governo Renan Filho (PMDB) por conta do impeachment da presidente Dilma Rousseff, a executiva do PT de Alagoas decidiu, em reunião nesta terça-feira (31), o retorno à base aliada e ao governo do peemedebista.
Naturalmente, essa aliança foi selada com o apoio do ex-presidente Lula. Lideranças petistas justificam a decisão tomada por motivos políticos e estratégicos. Claro que o afastamento do senador Renan Calheiros (PMDB) do governo Temer foi importante.
Mas os sinais dessa reaproximação foram vistos quando Lula passou por Alagoas e foi recepcionado pelo governador Renan Filho e pelo senador Renan Calheiros.
O próximo passo após a decisão da executiva estadual será definir o espaço que o PT irá ocupar na administração estadual. A intenção é ocupar a secretaria da Educação, cujo atual secretário é o vice-governador Luciano Barbosa (PMDB).
Em nota assinada pelo presidente da direção executiva do PT, Ricardo Barbosa explica o diálogo reaberto com o PMDB alagoano e justifica que no país há deslocamentos “no âmbito de partidos políticos e suas personalidades que apontam no rompimento com o governo Temer e as forças golpistas e que requerem uma ação imediata por parte do PT. É o que ocorre com o PMDB em Sergipe, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí; bem como com o PSB em Pernambuco e também na Paraíba.”
 Para Barbosa, “uma das maiores expressões do PMDB nacional, Senador Renan Calheiros, vem se postando publicamente contra Temer e suas reformas e em defesa aberta de Lula. Tal qual o Senador, o Governo do Estado vem assumindo a mesma oposição e postura. Não estamos tratando de uma aliança eleitoral para 2018. Estamos em uma disputa encarniçada de projeto político e programático cujo seus maiores representantes, Lula e o PT, correm grande risco de serem aniquilados e, junto com eles, todas as esperanças do povo brasileiro”.
Leia abaixo nota da Executiva Regional do PT sobre o diálogo do o governo de Alagoas:
O golpe havido no Brasil em 2016 veio na esteira de uma conjuntura de ofensiva global do capital contra a classe trabalhadora, a esquerda em geral, sua ideologia e conquistas econômicas e sociais. Há duas décadas que se produzem golpes principalmente na América Latina e especificamente em países cujos governos foram dirigidos por partidos e lideranças com base e inserção nos movimentos sociais e populares, a exemplo do PT e de Lula.
No Brasil pós-impeachment, o governo golpista de Temer dá continuidade ao legado tucano de FHC, com a desregulamentação das relações de trabalho e a volta à escravidão, o início do desmonte da previdência pública, a dilapidação do patrimônio nacional e com nossas empresas nacionais à venda no mercado como sucata. Em suma, Temer, com o apoio da mídia golpista, do poder judiciário e da banda podre do parlamento está deixando o País pronto para o “abate”.
Porém, os golpistas jamais imaginaram que a capacidade de resistência dos trabalhadores e do povo brasileiro, do PT e de Lula chegasse ao ponto que chegou. Para eles, em pleno Outubro de 2017, não haveria mais mobilizações na rua, pois todos teriam sido ganhos pela ideologia da mídia e do judiciário golpistas; Moro seria a própria reencarnação de Tomás de Torquemada; e o PT e Lula estariam dizimados, mortos, e com alguns poucos resistentes encolhidos na vergonha de pertencerem a um partido de “corruptos”. Mas o povo brasileiro, o PT e Lula foram fatores “imprevisíveis” nesta “inquisição” do século 21.
Diante de tantos ataques e retrocessos, o PT e Lula representam hoje a esperança de resgate de uma política que outrora promoveu a maior mobilidade social já vista no planeta. Talvez por isto, a despeito de todos os ataques, o PT tenha alcançado mais de 20% na preferência do eleitorado, e Lula não pare de crescer nas pesquisas. Daí o aumento da perseguição, do jogo baixo. Daí a tentativa de encontrar alternativas para o dilema entre permitir que Lula seja candidato ou transformá-lo, definitivamente, em um mártir. Lula hoje representa um projeto de descontinuidade e reversão dos ataques impostos ao povo brasileiro. Lula 2018 é o projeto, e desde já essa tarefa está colocada para o PT e para todas e todos que queiram se somar a ele.
Mas o PT, sozinho, é incapaz de levar este projeto a cabo. Além das massas populares e suas organizações, que temos que conquistar disputando espaço milímetro a milímetro, temos que nos propor organizar uma frente que abranja todas as forças políticas e personalidades que estejam dispostas a defender a candidatura de Lula desde já. Defender o projeto Lula 2018 é postar-se contra Temer, os golpistas e seu programa neoliberal. Em âmbito nacional, há deslocamentos no âmbito de partidos políticos e suas personalidades que apontam no rompimento com o governo Temer e as forças golpistas e que requerem uma ação imediata por parte do PT. É o que ocorre com o PMDB em Sergipe, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí; bem como com o PSB em Pernambuco e também na Paraíba, só tratando do Nordeste.
Não foi à toa que a caravana de Lula começou por aqui. Em Alagoas, uma das maiores expressões do PMDB nacional, Senador Renan Calheiros, vem se postando publicamente contra Temer e suas reformas e em defesa aberta de Lula. Tal qual o Senador, o Governo do Estado vem assumindo a mesma oposição e postura de aproximação ao projeto do PT para 2018, inclusive acenando claramente para que o Partido ocupe espaços dentro de sua estrutura.
Não estamos tratando de uma aliança eleitoral para 2018. Estamos em uma disputa encarniçada de projeto político e programático cujo seus maiores representantes, Lula e o PT, correm grande risco de serem aniquilados e, junto com eles, todas as esperanças do povo brasileiro que um dia aprendeu que pode sim ser feliz. Neste sentido é que o PT de Alagoas resolve em sua Executiva Estadual autorizar imediatamente as negociações para o retorno ao Governo de Renan Filho, com altivez, dignidade e respeito que são devidos ao Partido e seu legado, bem como iniciar uma ampla, democrática e responsável discussão sobre alianças visando o pleito de 2018.
Maceió/AL, 31 de Outubro de 2017.

Ricardo Barbosa
PRESIDENTE
PARTIDO DOS TRABALHADORES DE ALAGOAS


Fonte: Brasil247