quarta-feira, 4 de março de 2015

CAMPANHA DA CONSTITUINTE REALIZA VI PLENÁRIA NACIONAL

No próximo dia 06 de março (sexta-feira) a Campanha pela Constituinte realiza sua VI Plenária Nacional. O encontro faz parte da jornada nacional de lutas, que acontece de 1 a 15 de março, e tem como intuito sinalizar e organizar as tarefas necessárias para a retomada das atividades dos comitês estaduais e regionais, além de discutir outras ações de divulgação da nova etapa da campanha.

Com o slogan “Tem que ser Oficial”, a Campanha reunirá os comitês no Auditório do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (APEOESP). A Plenária discutirá os novos desafios da luta por uma Constituinte do Sistema Político e organizará o plano de ação nacional para os Comitês Populares. O dia será finalizado com o Ato Político-Cultural “Chávez Vive”, em convergência com a Semana Mundial de Solidariedade com a Revolução Bolivariana, no Memorial da América Latina.

No dia 07 (sábado), os comitês se somarão à Plenária Nacional de Forças Populares para Mobilização de Massas para encaminhar lutas em conjunto. A atividade ocorrerá no Sindicato dos Trabalhadores Eletricitários de São Paulo. A ação discutirá a conjuntura política e estabelecerá uma plataforma de bandeiras e calendário de lutas unitário.

Confira a programação:

VI Plenária Nacional
9h - Mesa “Novos desafios da luta por uma Constituinte do Sistema Político” – Local: APEOESP
14h – Formação, Organização e Jornada de lutas: PLANO DE AÇÃO NACIONAL para os Comitês Populares pelo Plebiscito Constituinte. – Local: APEOESP
19h – Ato Político-Cultural “Chávez Vive” – Semana Mundial de Solidariedade com a Revolução Bolivariana. Local: Memorial da América Latina


Serviço
06 de março - sexta-feira, às 9h.
Auditório do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (APEOESP) - Praça da República, 282, São Paulo/SP.
Taxa de inscrição:
 Delegado/a
Valor (R$)
Estado de São Paulo
30,00
Sul e Sudeste
20,00
Nordeste, Norte e Centro-Oeste
10,00
Entidades nacionais
30,00


Plenária Nacional de Forças Populares para Mobilização de Massas

9h – Análise de conjuntura política por organização nacional
14h – Plataforma de bandeiras unitárias e calendário de lutas

Serviço.
07 de março – sábado, às 9h.
Sindicato dos Trabalhadores Eletricitários de São Paulo - Rua Thomaz Gonzaga, 50, São Paulo/SP. Próximo à estação Sé (Linha Vermelha) ou Estação Liberdade da Linha 1 Azul.
FONTE: PLEBISCITO CONSTITUINTE

Na Argentina, manifestantes saem em defesa do governo Cristina Kirchner

A chuva não assustou a multidão que se concentrou diante do Congresso da Nação para acompanhar o discurso da presidenta Cristina Kirchner. Com uma majoritária presença de juventude, que marcou o tom da mobilização, colunas de La Cámpora, Kolina, Movimento Evita e Unidos e Organizados se reuniram naquele espaço público com milhares de outros manifestantes entre lemas como “Cristina somos todos” e “Yankees nem se atrevam”.
Desde as primeiras horas da manhã, compactas colunas de manifestantes começaram a mobilizar-se em direção à Praça do Congresso pelas avenidas 9 de Julio, Callao e Avenida de Mayo. Os manifestantes avançaram de maneira ordenada ao lado das barreiras metálicas colocadas nas laterais da praça a fim de impedir a circulação pelo centro do calçamento, por onde chegou e se afastou o automóvel oficial da presidenta.
Às organizações sociais e juvenis se somaram os trabalhadores de sindicatos como Uocra, UOM, Vialidad Nacional, Smata, Suterh e muitos outros grupos provenientes dos municípios da Grande Buenos Aires. Os principais lemas que se puderam ler nos cartazs, faixas, camisetas e volantes eram: “Cristina somos todos”; “Yankees nem tentem” “Este caminho é irreversível”.


O kirchnerismo lotou a Praça do Congresso para demonstrar apoio à presidenta
do Clarin
Com o fantasma da comparação com a manifestação da oposição de 18 de fevereiro, o kirchnerismo conseguiu uma maciça mobilização na tarde deste domingo para acompanhar a presidenta Cristina Kirchner em sua última abertura de sessões ordinárias do Congresso. Ainda que tenha caído um par de chuvarada forte, a chuva terminou não sendo um fator, como foi naquela marcha de silêncio em homenagem ao procurador Alberto Nisman.
A mobilização teve início logo cedo e se bem que muitas organizações kirchneristas e sindicatos já estivessem se aglomerando diante do Congresso quando a presidenta chegou ao meio-dia, milhares de pessoas continuaram afluindo à praça pelas ruas laterais quando o discurso da chefe de Estado já estava em curso..
Por volta da uma da tarde uma grande coluna do Movimento Evita continuava ingressando pela avenida de Mayo, para situar-se ao longo da rua Hipólito Yrigoyen. Do outro lado, na avenida Rivadavia, postou-se uma numerosa coluna da ultracristinista La Cámpora. Também foram vistas bandeiras da Kolina (de Alicia Kirchner), da Tupac Amaru, Nuevo Encuentro, Descamisados, a Corrente Martín Fierro, Miles (de Luis D’Elía) e de Unidos e Organizados, entre outras agrupações.
As colunas do sindicalismo aliado ao governo se instalaram na avenida Entre Ríos. Houve a presença de UOM e Smata, dos estatais da UPCN e da UOCRA, entre outros. A Central de Trabalhadores da Argentina governista ficou localizada sob uma enorme bandeira na rua Hipólito Yrigoyen.
A mobilização vindas de distintos pontos da Grande Buenos Aires ficou visível pelas centenas de ônibus estacionados ao longo das principais avenidas próximas ao Congresso. Governadores K (de Kirchner) trouxeram gente de suas províncias. A avenida  9 de Julio transformou-se num grande estacionamento de ônibus de dois andares de longa distância.
Houve duas chuvaradas fortes às 12h40 e às 13h15 porém não duraram mais de 10 minutos, embora o dia permanecesse bastante instável e por momentos com chuva insistente. Todavia, não chegou a alterar a manifestação.
Por meio de telões instalados na praça, a multidão acompanhou o discurso presidencial. Após um longo relato das políticas de cada área de governo, a primeira explosão de entusiasmo da multidão foi quando, quase aos gritos, Cristina Kirchner defendeu sua atuação histórica em torno da investigação do atentado contra a AMIA.
FONTE: PÁGINA 13

Grife de Luciano Huck apaga imagens após ser acusada de incentivo à pedofilia

A página oficial da grife de camisetas do apresentador Luciano Huck, Use Huck, foi alvo de críticas nas redes sociais, na tarde desta terça-feira (3). Os motivos foram dois anúncios protagonizados por crianças com estampas para adulto.
O assunto repercutiu no Twitter, onde circularam imagens de um menino e uma menina usando camisas com os dizeres: “Se eu não lembro, eu não fiz” e “Vem ni mim quee eu tô facin”. As peças foram elaboradas para a coleção de carnaval e custam R$ 59,90. O termo “Luciano Huck” figura nos Trending Topics da rede social.
Os internautas apontam que as frases “incentivam a pedofilia” e a “cultura do estupro”. As imagens já foram retiradas da página, que não se pronunciou oficialmente sobre as críticas.
A grife do apresentador Luciano Huck já havia causado polêmica na internet em 2014, quando lançou uma camiseta com o slogan “somos todos macacos” logo após o incidente envolvendo o brasileiro Daniel Alves, jogador do Barcelona, que teve uma banana atirada por um torcedor em sua direção durante uma partida de futebol na Espanha.
camiseta luciano huck vem ni mim
FONTE: PRAGMATISMO POLITICO

domingo, 1 de março de 2015

Greve de caminhoneiros é liderada por empresários, diz entidade

A União Nacional dos Caminhoneiros (Unicam) divulgou nota criticando a paralisação geral da categoria iniciada nesta segunda-feira com o objetivo de fechar rodovias em todo o País. A greve é organizada pelo Movimento União Brasil Caminhoneiro, que tem como presidente o empresário Nélio Botelho. "A Unicam defende as manifestações populares espalhadas pelo Brasil e o direito legal de greve, mas não acreditamos em um movimento grevista mobilizado por empresários travestidos de transportadores autônomos, que usam esses profissionais para atingir interesses próprios, se aproveitando de uma oportunidade política no Brasil, com as manifestações populares vistas nas ruas nas últimas semanas", diz o comunicado assinado pelo presidente José Araújo “China” da Silva.
Na nota, a Unicam deixa claro que não apoia o movimento grevista, previsto para ser encerrado somente na próxima quinta-feira. “A chamada paralisação geral dos transportadores de cargas poderá prejudicar o trabalho que vem sendo realizado por aqueles que desejam realmente melhores condições e dignidade em sua atividade”, afirmou Silva.
De acordo com ele, a entidade luta pela melhoria das condições de vida e de trabalho dos caminhoneiros do Brasil e tem participado de todas as negociações e debates sobre a Lei 12.619/12 - que regulamenta a profissão -, o pagamento eletrônico de fretes, o Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC), entre outros assuntos de interesse do setor.
"A Unicam entende que, neste momento específico, a categoria deve defender o aperfeiçoamento da legislação da categoria, e não sua revogação, como defende o grupo que está incitando a greve, e a melhor forma de mudanças necessárias nas legislações do setor é por meio do debate e da busca por soluções conjuntas, e não através de um movimento grevista liderado por uma categoria empresarial travestida de transportadores autônomos", completa o comunicado. 
FONTE: PORTAL TERRA

Mais de 112 mil agricultores do Semiárido já receberam reservatórios de água para produção

Cerca de 93% das unidades que captam água da chuva para que famílias utilizem na lavoura e na criação de animais durante o período da seca foram construídas nos últimos quatro anos
Mais de 112 mil agricultores do Semiárido já receberam reservatórios de água para plantar e criar animais por meio do Programa Água para Todos, do governo federal. Cerca de 93% das unidades que captam água da chuva foram entregues nos últimos quatro anos, o que abriu novas oportunidades para famílias que não tinham como produzir devido à estiagem.

As tecnologias sociais de produção – de baixo custo e fácil utilização – integram a estratégia do Plano Brasil Sem Miséria de inclusão produtiva rural dos agricultores mais pobres do Nordeste e do norte de Minas Gerais. Além dos reservatórios, os agricultores podem ter acesso à assistência técnica especializada, a recursos para investir nas propriedades e à energia elétrica, e contam com o apoio à comercialização da produção, por meio de compras públicas e privadas.

Para o período de 2011 a 2014, o Brasil Sem Miséria estabeleceu a meta ambiciosa de entrega de 76 mil tecnologias de água para produção no Semiárido – marca alcançada no mês de outubro. Até janeiro deste ano, mais de 105 mil reservatórios foram construídos na região.


O secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Arnoldo de Campos, lembra que, com as metas do programa cumpridas com sucesso, outros desafios se apresentam na região. 

“As tecnologias de água para produção são prioridade do Água para Todos. Temos que avançar mais na construção desses reservatórios e integrar essa ação a outras políticas de apoio à agricultura familiar, como assistência técnica rural, fomento, crédito e acesso aos mercados, tornando mais efetiva e sustentável a inclusão das famílias.”

A diretora do departamento de Fomento à Produção e à Estruturação Familiar do MDS, Francisca Rocicleide da Silva, destaca que a construção das tecnologias contribui para o aumento de indicadores sociais e econômicos no Semiárido. “Os agricultores familiares recebem assistência técnica e têm um bem, que é a cisterna, capaz de armazenar 52 mil litros de água para produção. Além disso, eles garantem o sustento da própria família e também podem comercializar o excedente, gerando renda.” 

Segundo Rocicleide, o aumento na oferta foi possível graças à ampliação dos parceiros e da articulação com todos os órgãos do governo federal envolvidos com o tema da água e também em razão de melhorias na gestão do programa, com o estabelecimento de metas claras e monitoramento constante das ações. 

O Água para Todos é uma parceria do MDS, Ministério da Integração Nacional, que o coordena, da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), do Ministério do Meio Ambiente, da Fundação Banco do Brasil, da Petrobras e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). As ações são executadas em parceria com estados, consórcio públicos, entidades privadas sem fins lucrativos e bancos públicos, como o Banco do Nordeste.

Para ter acesso ao reservatório que auxilia na captação da água da chuva para a produção, a família precisa participar do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, além de já ter recebido cisterna para o consumo humano. 

Água para beber – O governo federal entregou, entre 2011 e janeiro deste ano, mais de 1,1 milhão de cisternas para captação de água da chuva no Semiárido. As tecnologias proporcionam melhores condições de saúde para as famílias, além de reduzir o tempo e o esforço gastos nos deslocamentos para obtenção de água. Os reservatórios têm capacidade para 16 mil litros e possibilitam que uma família de cinco pessoas possa conviver com a estiagem por até oito meses.

Central de Atendimento do MDS:
0800-707-2003 

Informações para a imprensa:
Ascom/MDS
(61) 2030-1021


Lula vai participar das mobilizações do dia 13 de março

As manifestações convocadas pela CUT para o próximo dia 13 de março ganharam reforços de peso, segundo anunciado na noite de ontem, durante o ato “Defender a Petrobrás é Defender o Brasil!”, realizado na sede da ABI (Associação Brasileira de Imprensa), no centro do Rio.
“Vagner, se você me convidar, eu vou participar”, disse Lula, no encerramento de sua fala, dirigindo-se ao presidente da CUT Nacional Vagner Freitas.
Antes dele, o líder do MST João Pedro Stédile havia garantido presença. “Em nome não só do MST, mas de todos os movimentos organizados do campo, eu afirmo aos petroleiros: marcharemos com vocês para o que der e vier”.  As organizações dos trabalhadores e trabalhadoras rurais planejam atos unificados em diferentes locais do Brasil na semana de 9 a 13 de março.
As mobilizações do dia 13 devem ocorrer em diferentes cidades do Brasil. Em São Paulo, o local da mobilização será diante do prédio da  Petrobrásna avenida Paulista, a partir das 15h. Os manifestantes depois se juntarão aos educadores estaduais públicos, que no mesmo horário estarão realizando assembleia no vão livre do Masp.*  Os demais atos, após confirmação das entidades organizadoras, serão divulgados pela CUT.
“Temos de voltar às ruas no dia 13 de março para dizer que a Petrobrás é nossa e ninguém tasca”, completou Stédile. O ato realizado ontem no Rio foi uma iniciativa da CUT e da sua FUP (Federação Única dos Petroleiros), e contou com a presença de trabalhadores da Petrobrás, de intelectuais, jornalistas, pesquisadores, autoridades políticas e dirigentes sindicais de diferentes categorias.

Reforma política
Vagner Freitas, ao falar para as pessoas que lotaram por completo o auditório da ABI, afirmou: “Nós estamos fazendo uma luta de enfrentamento de classe. Não percam nunca isso da vista de vocês”.  Para ele, o ato de ontem não foi apenas motivado pela “campanha sórdida” contra a Petrobrás. “Queremos alertar o Brasil para as mentiras que são contadas todos os dias por uma mídia golpista e uma direita golpista”.
Em tom de desafio, o presidente da CUT questionou os reais interesses que cercam o tema Petrobrás e a operação Lava Jato. “Que moral têm esses setores, que governaram o Brasil por 500 anos, para falar em corrupção? A vida inteira eles sucatearam os interesses do Brasil”.
“Quer discutir corrupção? Vamos acabar com o financiamento empresarial de campanha já”, disse ainda, em referência à necessidade de uma reforma política que impeça doações de bancos e empresas para candidatos. Outro passo necessário, segundo Vagner: “Só vamos passar o Brasil a limpo com uma reforma democrática da mídia”.
Vagner afirmou que as investigações sobre corrupção na Petrobrás não podem servir de pretexto para paralisar a empresa. Defendendo punição para aqueles que as investigações comprovarem culpa, o presidente cutista disse que as atividades da Petrobrás precisam continuar em ritmo normal, para evitar interrupção dos investimentos da empresa e consequente desemprego.

Mobilização de rua
O ato de ontem foi interpretado por participantes como um fato que pode impulsionar a mobilização da esquerda e dos movimentos populares na atual conjuntura, em que a direita procura inviabilizar o governo Dilma.
“Espero que isso que está ocorrendo aqui seja o prenúncio da retomada das mobilizações de rua. O que está se passando no Brasil é uma reprise do que aconteceu em 1954 e em 1964. Precisamos estar atentos para impedir retrocessos”, comentou o cineasta Luiz Carlos Barreto, fazendo referência aos momentos em que o cerco a Getúlio Vargas o levou ao suicídio e a cruzada anticomunista gerou o golpe militar.
“Estamos acompanhando a espetacularização de um processo jurídico, baseado em vazamentos seletivos de dados à imprensa, usado pelos entreguistas que vêm perdendo privilégios nos últimos anos”, comentou Virgínia Bastos, a Vic, presidenta da UNE. “Mas se há palavras que não combinam com a direita brasileira são ética e transparência”, disse, para arrematar que a investigação é um pretexto para desmontar políticas e projetos sociais, como é o caso da destinação dos recursos do pré-sal para educação. “Mas a todos aqueles que querem desmantelar nosso patrimônio, diremos uma vez mais: não passarão”, completou.
“Eu quero paz e democracia, mas a gente sabe brigar também”, afirmou Lula. Para ele, a presidenta Dilma “não pode nem deve dar trela” para as polêmicas em torno da Petrobrás, caso contrário seu governo pode ficar paralisado. “A Dilma tem que levantar a cabeça e dizer: ‘Eu ganhei as eleições’”. Lula apontou que a defesa da Petrobrás é tarefa dos movimentos sociais.
“Nós estamos começando uma luta, e essa luta vai demorar”, comentou. O jornalista e escritor Eric Nepomuceno havia dito, nos primeiros momentos do ato: “É dever de cada um de nós sair daqui com clareza sobre o que está em jogo. Não há nada de estranho por trás dessa campanha contra a Petrobrás. Não é por trás, é a própria campanha. E não é estranho, é claríssimo”. Nepomuceno afirmou que o objetivo é inviabilizar a atuação da empresa, desmoralizá-la e, com isso, abrir todo o espaço para empresas estrangeiras.

Briga de rua
No entanto, a imprensa tradicional deu prioridade, na noite de ontem em seus portais de notícias, e durante o dia de hoje em seus jornais impressos e emissoras de rádio e TV, a confrontos que ocorreram diante da sede da ABI, na rua Araújo Porto Alegre, antes do início do ato político.
Havia cerca de 300 militantes vestidos com camisetas da CUT e da FUP aguardando o ato, com faixas e bandeiras. Um telão foi instalado na rua, para transmitir a atividade. Um grupo – que variava de oito a 10 pessoas, de acordo com a movimentação – colocou-se na calçada em frente para gritar slogans contra o PT, Dilma e Lula.
Não eram transeuntes casuais, como afirmaram alguns jornais, mas pessoas que permaneceram ali por pelo menos 40 minutos, tempo em que a reportagem acompanhava a cena. Batiam panelas e tentavam agarrar as faixas e cartazes dos militantes.
Apesar de o caminhão de som transmitir o tempo todo instruções para os militantes não reagirem às provocações, em determinado momento houve troca de sopapos. Nada, no entanto, que chegue perto da ideia de pancadaria generalizada e prolongada que a mídia tentou transmitir.
Orgulho de ser Petrobrás
José Maria Rangel, coordenador-geral da FUP, em sua intervenção, afirmou que trabalhar na Petrobrás é motivo de orgulho, e não de vergonha ou confusão, como tenta semear a mídia.
“Temos de ter vergonha de trabalhar numa empresa que representava 3% das receitas do setor, no mundo inteiro, e hoje representa 13%? Temos de ter vergonha de trabalhar numa empresa que hoje investe o equivalente a R$ 300 mil por dia na atividade produtiva brasileira? Temos de ter vergonha de trabalhar numa empresa que tinha pouco mais de 2 mil empregos e que nas eras Lula e Dilma saltou para quase 90 mil empregos? Não, nós temos de nos orgulhar”, disse.
Na plateia, trabalhadores da empresa vestiam o tradicional uniforme laranja da empresa. “Se eu fosse petroleiro, começava a passear de domingo com essa roupa que vocês têm”, diria depois Lula, quando de sua intervenção.
O físico Luiz Pinguelli Rosa, histórico defensor de um modelo nacionalista de energia, disse, dirigindo-se à plateia: “Punam-se os culpados, mas deixem a Petrobrás em paz”. Signatário de recente manifesto da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), Pinguelli Rosa completou: “Estão fazendo uma campanha contra a empresa, contra a engenharia brasileira, contra o povo brasileiro”.
Stédile resumiu: “O que está em jogo agora é a lei de partilha. As empresas estrangeiras querem abocanhar o pré-sal, e para isso estão usando os tucanos brasileiros. A burguesia nacional não quer o investimento em educação e saúde”. Por fim: “Nós só temos uma forma de derrubá-los: nas ruas”.
Também participaram do ato de ontem, entre outros, o ex-presidente da OAB-Rio Wadih Damous, o jornalista Luis Nassif, o ator Antonio Pitanga, o antropólogo Otávio Velho, o representante do Fora do Eixo/Mídia Ninja Felipe Altenfelder, o ex-ministro de Ciência e Tecnologia do governo Lula Roberto Amaral, o ex de Meio Ambiente Carlos Minc, o representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Petrobrás Deivyd Bacelar, os prefeitos de Niterói, Rodrigo Neves Batista (PT), e de Maricá, Washington Siqueira Quaquá (PT), o presidente da Fundação Perseu Abramo Marcio Pochmann, o cientista político Wanderley Guilherme dos Santos, e o secretário de Relações Internacionais da CTB Givanildo Pereira.
*informações atualizadas no dia 27 de fevereiro.
FONTE: CUT

Dilma inaugura maior parque eólico da América Latina e afirma que Brasil não terá falta de energia

A presidenta Dilma Rousseff afirmou nesta sexta-feira (27), ao inaugurar o Parque Eólico de Geribatu e o Sistema de Transmissão Associado Santa Vitória do Palmar (RS) que essas obras são resultado de uma diretriz de governo para garantir a segurança energética do Brasil. Segundo ela, nunca se investiu tanto na produção e distribuição de energia como no governo do presidente Lula e no seu governo.
Com 258 MW de potência instalada (129 aerogeradores em 4,8 mil hectares), Geribatu é o maior dos três parques que compõem o Complexo Eólico Campos Neutrais, o maior da América Latina. Os dois empreendimentos juntos (parque eólico e sistemas de transmissão associados) somam investimentos de cerca de R$ 2 bilhões, orçados no PAC2.
Dilma acrescentou que sua presença na inauguração do parque eólico era uma oportunidade para reafirmar seu compromisso com a segurança energética do Brasil. “Essa é uma das minhas prioridades, pela qual luto há muitos anos”, disse.
No discurso, a presidenta enfatizou que o Brasil precisará sempre de energia para crescer, principalmente de energia elétrica. E lembrou que os brasileiros estão vivendo uma das piores secas da história, que impacta o fornecimento de energia hidrelétrica, que constitui a maior parte da matriz energética nacional.
“Isso não significa que vamos ter qualquer problema sério, ou mais sério, na área de energia elétrica. Não iremos ter. Porque temos todo um sistema de segurança”, mas que deve ser usado sem desperdícios.
Esse sistema, afirmou, hoje inclui a energia eólica como um importante recurso, já que é renovável.“Queremos nosso País com energia limpa e sendo campeão nessa área. Por isso, esse parque eólico também representa mais passo do Brasil para garantir a responsabilidade que temos diante da mudança do clima”, exaltou.
Desperdício zero
Dilma Rousseff alertou ainda que tão importante quanto ter fontes renováveis de energia e garantir a segurança energética do País é defender e lutar por um consumo racional de energia.

“Consumo racional significa não desperdiçar. Desperdício zero e diversificação da matriz é a garantia de segurança [energética] do País”, disse.
A presidenta explicou que a parte do governo é garantir a oferta de energia, por meio de usinas termelétricas, eólicas, hidrelétricas e biomassa. “A parte do cidadão é buscar não desperdiçar energia. Não tem porque a geladeira ficar aberta se você não a está usando. Não tem porque você deixar o chuveiro correndo, quando não está usando. Não tem porque a gente jogar fora energia que custa tanto produzir”, aconselhou.
Dilma lembrou que o parque eólico inaugurado nesta quinta-feira custou R$ 1 bilhão e o sistema de transmissão custou outro R$ 1 bilhão. São R$ 2 bilhões. Uma parte do dinheiro é arrecadada de impostos. Outra parte vem de investimentos privados.
“E a parte que é arrecadada de impostos é a parte que sai do bolso de cada um de vocês – e pela qual nós temos de zelar. Então, desperdício zero é um compromisso de não jogar fora,pela janela, esse dinheiro que é suado, é tirado do povo brasileiro”, arrematou.
FONTE: BLOG DO PLANALTO