terça-feira, 5 de maio de 2020

Brasil registra recorde de 600 mortos por Covid-19 em 24 horas


O Ministério da Saúde anunciou na tarde desta terça-feira, 5, que o Brasil registrou 7.921 mortes pelo novo coronavírus. Em 24 horas, foram mais 600 mortes anunciadas em decorrência da doença - o maior número de mortes diárias registrado desde o início da pandemia. 
Atualmente, no mundo, o Brasil é o 3º com mais mortes diárias - atrás somente dos EUA e da Rússia - e o 9º com mais infectados. No total - oficialmente-, são 114.715 casos de pessoas infectadas pelo vírus no País, com 7.921 novos casos entre segunda e terça. 
Fonte: Brasil 247

segunda-feira, 4 de maio de 2020

Caixa vai ampliar horário de todas as agências a partir desta segunda-feira

A Caixa Econômica Federal (CEF) informou neste sábado (2) que vai ampliar o horário de atendimento em toda a sua rede de agências a partir de segunda-feira (4).
Com a medida, as unidades passarão a funcionar das 8h às 14h, duas horas mais cedo. Desde 22 de abril, 1.102 agências já vinham funcionando neste horário.
Para reduzir filas e agilizar os atendimentos, o banco contratou mais 2.800 vigilantes (2.000 já está atuando), e 389 recepcionistas.
Na sexta (1), o banco já havia anunciado um pacote de medidas adicionais para reforçar o atendimento, como a realocação de mais de 3 mil funcionários para ampliar as equipes nas agências; contratação de mais 2 mil vigilantes e 500 recepcionistas para orientação e atendimento ao público (no total, reforço de mais de 5,6 mil contratações); e a disponibilização de cinco caminhões-agência para atendimento em locais com maior necessidade
A Caixa informou ainda que está em contato direto com as prefeituras com objetivo de fechar parcerias para atendimento à população e divulgação de informações.
Neste sábado (2), 902 agências foram abertas exclusivamente para atendimento do saque em espécie da Poupança Social. Na última semana, houve abertura de quase 800 agências no feriado de 21 de abril e no sábado (25).
O banco ainda vai pagar o abono salarial anual do PIS/Pasep ou recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) a trabalhadores, assim como atender os clientes que têm contas salário no banco e precisam retirar dinheiro sem cartão ou senha. Por fim, a instituição também fará o desbloqueio de cartão e senha de contas.
O momento é de distanciamento social. Estar em meio a uma aglomeração é considerado um fator de risco durante esta pandemia do coronavírus, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. Porém, coisa que já se tornou comum de se ver nesta crise, são as filas quilométricas nos arredores de agências da Caixa Econômica Federal. O motivo da aglomeração é o Auxílio Emergencial de R$ 600 pago pelo Governo Federal.
O anseio por enfrentar as filas enormes e talvez até não ser atendido, levou algumas pessoas à dormirem no chão, na frente da agência bancária. No vídeo gravado pelo fotógrafo Pedro Vitorino, pode-se observar que diversas pessoas descumprem as orientações da OMS e se arriscam ainda de noite, em busca de um lugar melhor na fila para ser atendido. A Caixa inicia seus atendimentos às 8h.
Com sua esposa, Agnaldo Simplício saiu da estrada que leva para Japecanga, em Macaíba, para dormir de frente à Caixa de Parnamirim, na Grande Natal.
“Vim aqui com a minha esposa, saímos do caminho de Japecanga e viemos para cá para sermos atendidos amanhã de 8h”.
Fonte: Agora RN

Brasil tem 101 mil casos confirmados de coronavírus; mortes chegam a 7.025

O Brasil registrou 101.147 casos confirmados de coronavírus e 7.025 mortes pela doença, segundo dados atualizados pelo Ministério de Saúde neste domingo (3). A letalidade é de 6,9%.
No sábado (2), haviam sido registrados 97.100 infectados e 6.761 mortes. O aumento neste domingo é de 4.047 casos e 264 óbitos, respectivamente.
Casos por região
RegiãoNúmero de casosPorcentagem
Norte1437614,2%
Nordeste3002229,7%
Centro-Oeste31083,1%
Sudeste4811547,6%
Sul55265,5%
Dados: Ministério da Saúde

Fonte: Agora RN

Ameaça golpista de Bolsonaro obriga Forças Armadas a se explicar

Na véspera do ato em que Bolsonaro novamente ameaçou liquidar a ordem democrática, o ocupante do Palácio do Planalto se reuniu com os três comandantes de Forças, o ministro da Defesa, general Fernando Azevedo, e o chefe da Secretaria de Governo, general Luiz Eduardo Ramos, informa o jornalista Igor Gielow da Folha de S.Paulo.
A assessoria do MInistério da Defesa, segundo o jornalista, fez “uma avaliação do emprego das Forças Armadas na Operação de Combate ao Coronavírus, além de avaliação de determinados aspectos da conjuntura atual”. Durante a reunião, o Supremo Tribunal Federal foi duramente criticado pelos presentes.
"Isso significa que os generais deram amparo à nova intentona retórica do presidente?", questiona o jornalista. 
"O uso feito por Bolsonaro dos militares, ainda mais depois de estar cercado deles, explicita o real drama para a os fardados: a intrínseca conexão com a política, algo que conseguiram evitar durante boa parte do período pós-redemocratização".
"O preço de imagem ainda é insondável, mas apenas o fato de serem questionados acerca de seus desígnios evidencia o tamanho do gênio que permitiram sair da garrafa ao se alinhar a Bolsonaro, Os militares terão de responder sobre o discurso golpista do presidente", finaliza Gielow.
Fonte: Brasil 247

sábado, 2 de maio de 2020

Haddad: Moro não sabe se delata Bolsonaro para não se incriminar


O ex-prefeito Fernando Haddad ironizou o dilema no qual o ex-juiz Sergio Moro encontra-se, pois risco de autoincriminação se apresentar provas contra Bolsonaro. “Moro não sabe se delata Bolsonaro para não se incriminar: a prova de que a terra é redonda”, diz ele . 

Sergio Moro está diante de um dilema jurídico. Se realmente apresentar provas duras contra o presidente Jair Bolsonaro, como tem prometido desde que deixou o governo, o ex-ministro da Justiça corre o risco de autoincriminação em inquérito aberto pelo STF (Supremo Tribunal Federal), aponta reportagem do jornal Folha de S.Paulo. 
Fonte: Brasil 247

Apoiadores de Moro e Bolsonaro entram em conflito na PF de Curitiba; polícia os mantém separados (vídeo)

Por: Brasil 247
Aglomerados, apoiadores de Jair Bolsonaro e Sergio Moro entraram em conflito neste sábado em frente à sede da Polícia Federal em Curitiba. Houve um princípio de confusão, mas a polícia controlou a situação.
Os apoiadores de Bolsonaro e de Moro estão agora separados pela Polícia Militar.
Os manifestantes aguardam a chegada do ex-ministro Moro que irá depor sobre as acusações feitas contra Bolsonaro.
Informações relatam que Moro preparou um dossiê com o histórico de 15 meses de conversas no Whatsapp para provar as denúncias de interferência de Jair Bolsonaro no comando da Polícia Federal.

União por democracia, saúde e ‘fora Bolsonaro’ dominam o 1º de Maio

O inédito 1º de Maio virtual, transmitido de forma ininterrupta durante quase seis horas nesta sexta-feira, reuniu adversários políticos, líderes sindicais e artistas, com discursos menos e mais explícitos contra o governo e em defesa do isolamento social durante a pandemia. Houve manifestações pelo impeachment e pela renúncia de Jair Bolsonaro e projeções sobre o cenário brasileiro pós-pandemia. Terminou às 17h15 com vários artistas cantando O Sal da Terra, de Beto Guedes. O verso “Vamos precisar de todo mundo” foi o mote do evento, em dia também dedicado a angariar solidariedade às vítimas diretas e indiretas do coronavírus.
A ex-presidenta Dilma Rousseff (PT) disse que Bolsonaro “avilta a cadeira de presidente da República”, Ciro Gomes (PDT) falou em novo projeto de desenvolvimento (“Que possamos ser capazes de organizar a nossa luta e reconquistar os nossos direitos”) e Fernando Henrique Cardoso (PSDB) – uma participação que causou incômodo – afirmou que é preciso união para defender a democracia e a liberdade. “O grande indutor do desenvolvimento é o investimento público”, acrescentou o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB).
Antes do início da transmissão do evento, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva já havia se pronunciado falando em solidariedade às vítimas da pandemia e de quem está tentando salvar vidas. “A história nos ensina que grandes tragédias costumam ser parceiras de grandes transformações”, afirmou. A presidenta do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), disse que “nunca ficou tão evidente para a sociedade a importância do trabalho humano, da força humana para a geração de riqueza”. “Não é o mercado que faz a economia girar”, emendou.
Pelos partidos, também participaram a ex-deputada Manuela D’Ávila e a presidenta do PCdoB, Luciana Santos, os presidentes do PDT, Carlos Lupi, e do PV, José Luiz Penna, a ex-candidata Marina Silva (Rede) e os deputados Alessandro Molon (PSB-RJ), Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (SD-SP), e Valdevan Noventa (PSC-SE). A presença de Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara, não se confirmou.
Quase no final, a esperada “atração internacional”, o cantor inglês Roger Waters, saudou os trabalhadores nestes “tempos conturbados” e cantou We Shall Overcome (Venceremos, em tradução livre). São os sindicatos, os trabalhadores e as pessoas comuns que vão salvar o mundo, afirmou.
Pouco antes, o ator norte-americano Danny Glover havia dito que o Brasil teve recentemente interrompido um processo de transformação social, iniciado por Lula. E finalizou com o bordão “A luta continua” em português.
Roger Waters canta: são os sindicatos, os trabalhadores e as pessoas comuns que vão salvar o mundo
Os presidentes da CUT, Sérgio Nobre – o último a falar –, e da Força Sindical, Miguel Torres, defenderam a renúncia do presidente da República. “Bolsonaro não tem condições de governar o Brasil, não tem estatura pra ser presidente do Brasil”, disse Sérgio, para quem ele não renunciará por não ter “grandeza”. “O fora Bolsonaro precisa ser mais de uma palavra de ordem”, afirmou.
“O senhor Bolsonaro é um criador de intensas crises políticas e não tem condições de governar e tirar o país desta crise. O melhor caminho é a renúncia”, disse Miguel, pouco antes. Ele lembrou que as centrais têm procurado as instituições e os representantes dos poderes para discutir soluções “que garantam a saúde, a renda, o emprego e os direitos”, enquanto o presidente, com suas ações, expõe a sociedade ao risco de morte.
Para o presidente da CTB, a pandemia agravou uma crise que já existia e terá impacto severo na economia brasileira e mundial. Ele também criticou Bolsonaro: “Afronta a Constituição, agride o STF e o Congresso Nacional. Nestas condições, a luta em defesa da democracia ganha centralidade”.
Mais comedido, o presidente da UGT, Ricardo Patah, disse que o governo “não consegue dar respostas às necessidades efetivas das pequenas e micros empresas e, principalmente, dos milhões de trabalhadores”. E o presidente da CSB, Antonio Neto, afirmou que o “gabinete do ódio” ataca a “jovem” democracia brasileira.
Artistas se unem para cantar “O Sal da Terra”
“Enquanto durar esse governo, continuaremos a sofrer com a doença do desemprego, da desindustrialização e dos juros escorchantes do cartel bancário”, disse Neto. Também pediram o fim do governo o presidente da CGTB, Ubiraci Dantas de Oliveira, o Bira, e o secretário-geral da Intersindical, Edson Carneiro, o Índio. As falas das entidades incluiu ainda os presidentes da Nova Central, José Calixto, e da Pública, José Gozze.
A programação incluiu uma diversidade de artistas, cantores, intérpretes, depoimentos de desempregados, moradores de rua, trabalhadores que convivem com a pandemia e representantes de entidades. Como o Movimentos dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, a Marcha Mundial das Mulheres, a Associação Brasileira de Imprensa e a Ordem dos Advogados do Brasil, além da Organização Internacional do Trabalho. “Hoje, mais do que nunca, precisamos fazer o diálogo social”, afirmou o diretor da OIT no Brasil, Martin Hahn.
Candidato do PT à Presidência em 2018, Fernando Haddad disse que a tarefa agora, é resistir e “recompor o campo progressista, não apenas impedir o que está sendo feito, mas, revigorado, passar à linha ofensiva”. Candidata a vice na chapa, a ex-deputada Manuela lembrou que há tempo se denuncia os impactos negativos da precarização do trabalho. “Este momento deixa clara a necessidade de reconstrução de um Estado de bem-estar social.” Além disso, acrescentou, “temos de sistematicamente denunciar e apurar o conjunto de crimes de Jair Bolsonaro”. Segundo ela, o país precisa “se livrar” do presidente para retomar o desenvolvimento.
Fonte: Rede Brasil Atual