terça-feira, 16 de outubro de 2018

“A DITADURA MILITAR VOLTOU”, DIZ GUARDA AO PRENDER ESTUDANTES QUE PANFLETAVAM PARA HADDAD


Os estudantes João Pedro Buzalski e Marcela Carbonne foram detidos nesta terça-feira, 16, e levados à Polícia Federal por estarem distribuindo material de propaganda eleitoral do candidato da frente democrática a presidente, Fernando Haddad (PT). 
De acordo com o relato dos dois estudantes à Polícia Federal, que o 247 teve acesso, eles estavam panfletando no Terminal Central de Campinas, quando um guarda municipal os abordou alegando ser proibido panfletar em instituições públicas.
João Pedro e Marcela responderam que conheciam a legislação eleitoral e que por isso estavam do portão para fora, pois haviam compreendido que o portão seria uma demarcação física do limite do terminal. "Porém, o guarda insistiu que aquela área também pertencia ao terminal. Os estudantes então questionaram onde tava escrito que aquela área era do terminal. O guarda se sentiu ofendido com o questionamento e se exaltou, acuou e constrangeu os estudantes. Apreendeu seus materiais de panfletagem e chegou a dizer que eles não poderiam falar", disseram os dois. 
Pessoas começaram a se aglomerar em volta, assistindo o que estava ocorrendo e os dois jovens passaram a explicar em voz alta a situação para quem passava. Em dado momento, os jovens afirmaram que tal atitude era autoritária e que se assimilava a uma volta da ditadura militar, ao que o guarda respondeu “Sim, a ditadura militar voltou, graças a Deus”.
Os estudantes foram levados para o 1º distrito policial e de lá encaminhados para a Polícia Federal. Eles estão sendo ouvidos agora. Do lado de fora, 9 pessoas acompanham o caso. Nas redes sociais, há chamada de apoio para que os manifestantes cheguem até a PF.
Fonte: Brasil 247

Líderes do PDT pede expulsão e cassação de Carlos Eduardo Alves

O Conselho Nacional de Ética do PDT divulgou uma dura nota contra o apoio de três candidatos do PDT aos governos estaduais do Rio Grande do Norte, Amazonas e Campo Grande, ao candidato de extrema-direita à presidência da República Jair Bolsonaro (PSL). O colegiado tem poder consultivo.
A informação foi divulgada em primeira mão pelo jornalista Saulo Vale, de Mossoró
O grupo pede a expulsão sumária e a cassação das candidaturas de Carlos Eduardo Alves (RN), Amazonino Mendes (AM) e Odilon de Oliveira (MS).
Sobre Carlos Eduardo Alves, o conselho afirma que a necessidade de vencer as eleições não é maior que a identidade ideológica em defensa do Trabalhismo, pilar do partido criado pelo ex-governador do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro Leonel Brizola.
– Já foi expresso em sites locais do Rio Grande do Norte as tentativas de articulação do candidato a Jair Bolsonaro no 2º turno, para se contrapor à Fátima Bezerra (PT). A necessidade de vencer as eleições não é maior que a IDENTIDADE IDEOLÓGICA EM DEFESA DO TRABALHISMO. Portanto, é inconcebível qualquer flerte ao neofascismo, em tempos graves como este, sob a iminência da vitória de Jair Bolsonaro. Para agravar a situação, o mesmo faria declaração pública a favor de Jair Bolsonaro no programa eleitoral do PDT do RN no segundo turno.
Confira a nota na íntegra:
Aos membros da Comissão de Ética do PDT,
Resistir ao fascismo é preciso! Pelo Trabalhismo!
O atual momento conjuntural nos inspira responsabilidade em meio a escalada do neofascismo. Em meio aos erros coletivos da esquerda, entre o extremo pragmatismo e o sectarismo, a criminalização da política através da Lava Jato e os consecutivos erros do Partido dos Trabalhadores (PT) na gestão de Dilma Rousseff resultaram no crescimento do neofascismo e do ativismo político da nova direita desde as jornadas de junho de 2013.
É impensável e inadmissível, como Partido, nos silenciarmos e sermos cúmplices diante dos quase 47% dos votos válidos de Jair Bolsonaro (PSL) no 1º turno, além do assustador crescimento da bancada reacionária do PSL, de 8 deputados federais para 52 e elegendo dois senadores no Rio de Janeiro e em São Paulo. Inclusive, o eleito pelo estado paulista pertenceu as nossas fileiras e foi eleito deputado federal pela nossa organização em 2014.
Logo, em um momento insigne como este na História do Brasil Contemporâneo, o Partido precisa tomar medidas enérgicas. Até porque o PDT, como Partido, é um sujeito coletivo e, como tal, precisa externar em público as suas posições ao conjunto da sociedade. Como diria Leonel Brizola, o processo social é um fato presente na vida sociopolítica do país e cabe ao PDT tomar para si a postura de protagonismo político.
Sem a candidatura de Ciro Gomes, o fascismo teria vencido no primeiro turno.
Mas como o PDT não está no 2º turno, é preciso respeitar os 13.344.366 votos dados ao Ciro Gomes. Votos que apostaram no ressurgimento do trabalhismo no cenário político nacional e deram o novo rumo para a esquerda nacionalista. Hoje somos a alternativa de médio prazo para o povo brasileiro. E precisamos, mais do que nunca, passar uma mensagem clara, na condição de partido nacionalista, trabalhista e popular, contra o fascismo. Somos um partido de esquerda, antifascista e anti-imperialista!
Logo, a primeira medida que exigimos, em defesa da idoneidade ideológica do Partido e de sua imagem junto à sociedade é a EXPULSÃO PÚBLICA, SUMÁRIA E IRREVOGÁVEL de três candidatos a governador que ostensivamente externaram o seu apoio público a Jair Bolsonaro, conforme o que está previsto no Art. 64, alínea c do Estatuto do PDT e por não seguirem o previsto no Art. 9°, III e VIII do Estatuto do PDT, após a decisão tomada em Brasília pela Executiva Nacional do PDT no dia 10 de outubro de 2018 em apoio crítico a Fernando Haddad contra o fascismo.
– AMAZONINO MENDES
– CARLOS EDUARDO ALVES
– ODILON DE OLIVEIRA
No caso de Amazonino Mendes, além de boicotar sistematicamente a campanha de Ciro Gomes no Amazonas no decorrer do 1º turno, na manhã de 8 de outubro de 2018 ele externou em público o seu apoio oficial ao Jair Bolsonaro, recebendo o aplauso dos transeuntes. Não se importou em momento algum com qualquer princípio trabalhista e, sem qualquer decoro, age à revelia do Estatuto e das resoluções expressas pela Executiva Nacional e pela XXIV Convenção Nacional do PDT, realizada no dia 20 de julho de 2018 em Brasília.
Em relação a Carlos Eduardo Alves, já foi expresso em sites locais do Rio Grande do Norte as tentativas de articulação do candidato a Jair Bolsonaro no 2º turno, para se contrapor à Fátima Bezerra (PT). A necessidade de vencer as eleições não é maior que a IDENTIDADE IDEOLÓGICA EM DEFESA DO TRABALHISMO. Portanto, é inconcebível qualquer flerte ao neofascismo, em tempos graves como este, sob a iminência da vitória de Jair Bolsonaro. Para agravar a situação, o mesmo faria declaração pública a favor de Jair Bolsonaro no programa eleitoral do PDT do RN no segundo turno.
No que tange a Odilon de Oliveira, além do apoio dado a Bolsonaro, seus apoiadores fazem campanha aberta ao candidato do PSL à Presidência. E como não se bastasse isso, o mesmo Odilon chegou a afirmar, em uma rádio com bastante audiência em Campo Grande-MS, a sua apologia ao regime ditatorial pós-1964, afirmando que ela teve os seus saldos positivos ao país, em https://www.campograndenews.com.br/politica/odilon-chama-ditadura-de-governo-militar-e-provoca-polemica. E os materiais de campanha, além da live feita no lançamento do Comitê Odilon/Bolsonaro, em https://www.facebook.com/juizodilon/videos/1314395152034759/
Se não bastasse apenas os três candidatos a governador, o Deputado Estadual Ênio Bacci apresentou em público em 8 de outubro de 2018, já no segundo turno o seu apoio oficial a Bolsonaro – o que é algo vergonhoso e inconcebível à nossa organização. A citação é expressa claramente em http://www.osul.com.br/deputado-enio-bacci-do-pdt-anuncia-apoio-a-bolsonaro-ele-nao-e-ladrao/ e em https://polibiobraga.blogspot.com/2018/10/deputado-enio-bacci-pdt-do-rs-abre.html?m=1.
E assim como ele, vários dirigentes municipais de Partido, vereadores e prefeitos espalhados pelo Brasil afora que, no uso de suas prerrogativas, externaram o seu apoio político a Bolsonaro no 1º turno.
Logo, solicitamos a expulsão imediata dos três candidatos a governador e a cassação imediata dos seus registros de candidatura, em defesa do trabalhismo. Transigir com o fascismo e com quadros de quinta coluna é o primeiro grande passo para a perda definitiva de nossa identidade político-ideológica, gerando precedentes para admitir até a filiação aberta de neonazistas que disputem cargos eletivos no PDT. Seria vergonhoso, na História do Brasil, um Partido com a história de lutas como o PDT abrigar em seu seio notórios oportunistas que flertam, paqueram e transam abertamente com o fascismo.
A expulsão de cada um dos três candidatos a governador e de Ênio Bacci é a defesa de todos aqueles que, como João Goulart, Leonel Brizola, Doutel de Andrade e Manoel Dias, foram proscritos por Atos Institucionais (AI’s) e/ou foram exilados. A expulsão de todos os que apoiam Bolsonaro é em respeito ao direito do trabalhador, ameaçado por propostas como o fim do 13º salário (conquista nossa no Governo Jango), o adicional de férias (conquista nossa com Vargas) e o aumento de 20% no Imposto de Renda, afetando a vida de trabalhadores e da classe média.
A expulsão de todos é em defesa dos Direitos Humanos do povo brasileiro. Defender a expulsão de todos os supracitados é defender a causa da mulher, do negro, do índio, da população LGBT, do jovem, do nordestino, do inválido e dos aposentados. O expurgo sumário de Amazonino Mendes, Carlos Eduardo Alves, de Odilon de Oliveira e de Ênio Bacci é em DEFESA DA NOSSA HISTÓRIA E DA NOSSA IDEOLOGIA TRABALHISTA!
Transigir com o fascismo, sem expulsar eles e quem quiser apoiar Bolsonaro, significa ESCARRAR E CUSPIR COM O NOSSO LEGADO. ASSASSINAR NOSSOS PRINCÍPIOS! ESTUPRAR A MEMÓRIA E O ENSINAMENTO DOS NOSSOS ÍCONES E LÍDERES TRABALHISTAS! JOGAR NA LATA DO LIXO A HISTÓRIA DE BRAVOS DIRIGENTES, PARLAMENTARES, TEÓRICOS E MILITANTES, CONHECIDOS OU ANÔNIMOS QUE DERAM A SUA VIDA EM PROL DO PDT E DO PAÍS!
Logo, queremos a expulsão sumária dos quatro e de qualquer um que, nos estados espalhados pelo Brasil afora, fizer campanha aberta ao Bolsonaro, com declaração midiática, pelas redes sociais ou qualquer outro meio que seja expresso esse apoio.
E queremos, em nome da nossa identidade ideológica, defender o voto de resistência ao fascismo. O nosso voto, como trabalhistas, é em defesa da nação e dos interesses do povo brasileiro. Não abriremos mão desse valor, mesmo sabedores que nem o PT e muito menos Bolsonaro possuem sequer qualquer projeto popular de libertação nacional e de desenvolvimento do país.
Logo, em face da iminência da vitória do neofascismo a ser legitimado nas urnas, o PDT precisa denunciar e alertar o povo brasileiro, orientando o voto crítico a Fernando Haddad (PT). O voto será dado não ao PT, mas contra a vitória do fascismo nas urnas.
E ao mesmo tempo, o Partido, em coerência com a sua linha, explicará ao povo brasileiro que o seu voto é em defesa do Estado Democrático de Direito. Mais ainda: o PDT assegurará que, eleito qualquer presidente, assumirá a sua posição como oposição independente, autônoma e nacionalista de esquerda. E mais: que a candidatura de Ciro Gomes à Presidência em 2022 é irrevogável e compromisso moral dos trabalhistas com o povo brasileiro.
É preciso coragem para assumir as posições!
Vamos honrar o nosso Partido! Sermos dignos de nossa História!
Combate aos quinta colunas, infiltrados, oportunistas e fascistas no seio da nossa organização!
O PDT pertence ao povo brasileiro!
O PDT é um partido popular de esquerda!
Nós somos nacionalistas! Somos um partido socialista!
Vamos honrar a memória de nossos líderes! Não vamos envergonhar a nossa história. Não podemos ser pusilânimes. Nem desfibrados!
SOMOS INIMIGOS DO FASCISMO!
Acabou o tempo do pragmatismo. É hora de assumirmos a nossa posição como trabalhistas!
Ousar lutar! Ousar resistir! Ousar vencer!
Logo, solicitamos a expulsão de Amazonino Mendes, Carlos Eduardo Alves, de Odilon de Oliveira e de Ênio Bacci de acordo com o previsto nos Art. 61, 62 e 64, alínea “c” do Estatuto do PDT.
Saudações Trabalhistas!
Brasil, 13 de outubro de 2018
Assinam o documento:
Wendel Pinheiro – Membro do Diretório Nacional do PDT
Júlio Rocha – Membro do Diretório Nacional do PD
Rafael Galvão – Membro do Diretório Nacional do PDT
Lauri Bernardes – Secretário-Geral Nacional do MCDR
Joelma Santos – Vice-Presidente FLB-AP /Amapá e Membro do Diretório Nacional do PDT.
Jorge Eremites de Oliveira – Membro do Diretório Municipal do PDT Pelotas e do Movimento Cultural Darcy Ribeiro do PDT-RS.
Leonardo Moraes Jr. – Coordenador MCDR-PDT  do Sudeste / PR
Ricardo Pinheiro – Advogado Membro do Diretório Estadual RJ e da Executiva do PDT NITEROI
Felipe Pinheiro – Membro da Executiva Estadual do PDT/SP. Presidente Estadual do PDT Diversidade SP
Douglas Rafael Duarte – Secretário Geral da JS/RS e Presidente do PDT de Piratini-RS
Carla de Lima Maximila  – Vice presidente Diversidade RS /  Presidente PDT – Chuí-RS
Tiago Veras –  Membro do Diretório Nacional  do MCDR-PDT  / BA

Fonte: saibamais.jor.br

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Propaganda eleitoral gratuita no rádio e TV termina nesta quinta-feira

Termina nesta quinta-feira, 4, a propaganda eleitoral gratuita em rádio e televisão do primeiro turno das eleições 2018, com a exibição de programas de candidatos a presidente da República e deputado federal. Os últimos programas dos candidatos a senador, deputado estadual e distrital serão apresentados nesta quarta-feira, 3. Foram 35 dias de propaganda eleitoral gratuita.
Ainda segundo o calendário eleitoral, amanhã também é o último dia para propaganda política em reuniões públicas, promoção de comícios e uso de aparelhagem de sonorização fixa, entre 8h e meia noite.
Os debates no rádio e na televisão também só podem ocorrer até essa data, mas as transmissões que começarem na quinta à noite, por exemplo, podem se estender até as 7 horas da manhã do dia seguinte, 5.

Pesquisa eleitoral

É permitida a divulgação, a qualquer momento, de pesquisas realizadas até sábado, 6, para todos os cargos. Já as pesquisas de boca de urna, realizadas no dia do primeiro turno, somente poderão ser divulgadas depois de encerrado o pleito em todo o país, no caso das pesquisas para a disputa presidencial, e a partir das 17h fica permitida a divulgação das pesquisas para os cargos de governador, senador, deputado federal, estadual e distrital.
Fonte: Agora RN

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Ibope: Haddad vai a 23% e consolida caminho para o 2º turno

A quatro dias das eleições, o candidato do PT à Presidência da República Fernando Haddad voltou a subir nas pesquisas e caminha para derrotar, no segundo turno,  Jair Bolsonaro (PSL).
De acordo com pesquisa do Ibope divulgada nesta quarta-feira (03) o candidato de Lula subiu dois pontos em relação ao levantamento do instituto feito dois dias antes, enquanto o candidato da extrema-direita oscilou um ponto para baixo.
Haddad foi de 21% para 23% e Bolsonaro de 31% para 32%. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Entre as demais candidaturas, Ciro Gomes (PDT) caiu de 11% para 10%, Geraldo Alckmin (PSDB) caiu de 8% para 7% e Marina Silva (REDE) se manteve em 4%.
No segundo turno, Haddad tem 43% e Bolsonaro 41% das intenções de voto.
A pesquisa ouviu 3.010 eleitores entre 02 e 03 de outubro. Está registrada no TSE sob o número BR-08245/2018.

Na TV, Bolsonaro se gabou por votar contra “todos os direitos” das domésticas

Jair Bolsonaro até tenta se vender como ‘novidade’, mas seu histórico prova que ele defende mesmo o velho projeto que sacrifica os pobres em nome dos interesses da elite – o mesmo que hoje Temer representa e que piorou a vida do povo.
Ele foi contra uma ideia aprovada por TODOS os partidos: garantir às trabalhadoras domésticas os mesmos direitos dos demais trabalhadores.
Em um programa que foi ao ar na RedeTV! em 2015, o agora candidato à presidência se vangloriou de ter sido “o único deputado, nos dois turnos, que votou contra todos os direitos trabalhistas das empregadas domésticas” – ele se refere à PEC 66/2012, a PEC das Domésticas. Bolsonaro tentou se justificar dizendo que foi contra o projeto não por “maldade”, mas porque geraria milhões de desempregados. No mesmo vídeo, chama os empresários de “companheiros”. Assista aqui. 
Até nisso ele mentiu: embora tenha de fato votado contra o projeto, não foi o único. Foram dois votos contrários contra esmagadores 347 a favor.
Político há mais de 30 anos, Bolsonaro aprovou apenas dois projetos de lei. Mas coleciona votos contra o povo. O “patriota” ajudou o golpista a entregar o país, votou contra os direitos dos deficientes e tentou impedir o SUS de atender mulheres violentadas.
Seu economista confabula com empresários para aumentar o imposto aos mais pobresacabar com a Previdência. Representante de uma das categorias mais bem pagas pelo estado, o vice defende o fim do décimo-terceiro e cortes no Bolsa Família.
Com o PT foi diferente. Nos doze de normalidade democrática, Lula e Dilma criaram mais de 20 milhões de empregos com carteira assinada e enterraram a falsa convicção de que direitos impedem a geração de emprego. Não vote em candidato que trabalha contra você.
Da Redação Agência PT de Notícias

ATÉ GLOBO ACUSA MORO DE USAR PALOCCI PARA AGIR POLITICAMENTE CONTRA O PT

Acredite se quiser: a Globo, parceira da Lava Jato deste o início, fez, nesta quarta-feira, sua primeira crítica aberta ao juiz Sergio Moro. Em editorial, o jornal O Globo, da família Marinho, diz que Moro vazou a delação do ex-ministro Antônio Palocci com o objetivo de interferir nas eleições, ou seja, atuando como cabo eleitoral contra o PT e seu candidato Fernando Haddad.
"Moro divulgou parte de delação que o ex-ministro Antonio Palocci, homem forte de Lula, fizera ao Ministério Público, na qual garante que o ex-presidente sabia do grande esquema de corrupção montado na Petrobras. Pela simples razão de que ele mesmo avalizara nomeações de técnicos da estatal na diretoria da empresa, mas subordinando-os ao PT, PMDB e PP. Palocci terminaria fechando acordo de delação premiada com a Polícia Federal. Moro fez com que se recordasse o caso do grampo de Lula e Dilma, agora com evidências de tentativa de interferência no primeiro turno das eleições presidenciais, a ser realizado domingo que vem", diz o texto.
"Resta de tudo isso uma chamada de atenção para que os poderes da República, em todas as instâncias, se vacinem para não serem contaminados por lutas pelo poder — legítimas, quando são travadas por meio do voto, com lisura; mas condenáveis, se ocorrerem em manobras obscuras dentro de segmentos da máquina do Estado que não podem perder o respeito da sociedade", afirmam ainda os editorialistas.
Coincidência ou não, a delação de Palocci foi usada na propaganda política de Geraldo Alckmin e até Aécio Neves, flagrado nos grampos da JBS, posou de honesto e usou a delação de Palocci para atacar o PT.
Fonte: Brasil 247

FAKE NEWS CONTRA HADDAD VÃO DE PESQUISAS FAJUTAS A MAMADEIRAS ERÓTICAS

Nas eleições de 2018, mensagens falsas dão a tônica para tentar evitar que o candidato do PT vá para o segundo turno. As fakenews vão de pesquisas fajutas a mamadeiras eróticas, até a uma suposta alteração na data da eleição para presidente. A campanha de Fernando Haddad divulgou nesta quarta-feira 3 um número de WhatsApp para que sejam enviadas denúncias contra fakenews, que já recebeu 5 mil mensagens em 12 horas.
"Ao mesmo tempo que demonstram a falta de propostas de alguns candidatos, as fake news distorcem as informações que chegam aos eleitores e eleitoras, gerando graves prejuízos à democracia do país", denuncia texto divulgado no site de Lula.
Leia a íntegra:
Fake News contra Haddad na reta final da campanha vão de pesquisas fajutas a mamadeiras eróticas
Evitar que a desinformação prejudique as eleições brasileiras de 2018 deveria ser um ideal de todos os candidatos e cidadãos. Mas não é bem assim. Nessa reta final das eleições 2018, é impressionante a quantidade e variedade de notícias falsas criadas para atacar a candidatura de Fernando Haddad à presidência da República.
Ao mesmo tempo que demonstram a falta de propostas de alguns candidatos, as fake news distorcem as informações que chegam aos eleitores e eleitoras, gerando graves prejuízos à democracia do país.
Nos últimos dias, as fake news que circularam na Internet para atacar Haddad e tentar evitar – sem sucesso – que ele vá para o segundo turno, foram desde pesquisas de intenção de votos com dados falsos até "mamadeiras eróticas", passando pela divulgação de comunicados sobre uma suposta alteração na data da eleição para presidente.
Jogando com a desinformação e o preconceito, circula nas redes sociais uma imagem direcionada aos eleitores do PT alegando falsamente que, devido a supostos protestos e manifestações que poderiam ocorrer no dia 7 de outubro contra o PT, os eleitores que votam no partido estariam convocados a irem votar no dia 8 de outubro. É mentira, é obvio.
O panfleto, um verdadeiro atentado contra as eleições do país, foi produzido como se fosse de autoria da campanha petista. Destila ironia e discriminação contra os eleitores mais simples do partido, dizendo que haverá suco e pão com mortadela para quem for votar no dia 08 – além de atestado com dispensa do trabalho por uma semana. Muito engraçadinho!
Pesquisas fajutas
Embora lidere as pesquisas eleitorais, Bolsonaro sabe que terá um segundo turno difícil contra qualquer adversário. E que pode, logicamente, ser derrotado. Quem tem a possibilidade de perder tem medo, correto? Preventivamente (e autoritariamente) então, o candidato do PSL vem afirmando que uma derrota sua seria a provável confirmação da existência de uma fraude eleitoral.

Paralelamente a esse movimento, os seguidores do candidato do PSL difundem seguidas pesquisas fajutas, que apontariam para uma eventual vitória esmagadora dele ainda no primeiro turno. Nesse sentido, tem bombado nas redes sociais um post com uma imagem falsa que mostra o resultado de uma suposta pesquisa Ibope. A mensagem alega que a mídia não divulgou o resultado desse Ibope "não manipulado". E, de acordo com essa falsa pesquisa, o candidato do PSL estaria com 63% das intenções de voto.
O texto da pesquisa e o print da tela do G1 que supostamente a noticiariam são falsos. O G1 nunca publicou tal resultado de pesquisa. Conforme destacado pelo próprio G1, "o candidato Jair Bolsonaro não aparece com 63% dos votos em nenhuma sondagem" e o "G1 nunca publicou tal resultado de pesquisa".
Para dar um suposto ar de credibilidade a essas pesquisas inexistentes, os seguidores de Bolsonaro resolveram inventar uma outra sondagem de intenção de voto, supostamente produzida pela Universidade do Sul da Califórnia! Afinal, quando você quer dizer para uma parcela da população brasileira que alguma coisa é muito séria e qualificada, é só falar que é made in USA, correto?
Na suposta pesquisa que circula pelas redes sociais, o segundo turno nas eleições presidenciais do Brasil não aconteceria também. Bolsonaro teria 61% das intenções de voto. Já Ciro Gomes (PDT) teria 12%, e Fernando Haddad (PT), 7%. A imagem e a pesquisa são falsas. Fake news made in Brazil com informações falsas vindas dos EUA.
Notou que as pesquisas falsas sempre colocam o candidato do PSL com cerca de 60%? Pois é... Sob medida: para dizer que ele ganha no primeiro turno, mas para dar um número supostamente crível para a população. O problema é que Bolsonaro está com cerca de metade desse percentual somente.
Jogo pesado
Uma vez que não é suficiente criar pesquisas fantasiosas e falsear números, tampouco brincar com o sagrado direito das pessoas votarem e serem corretamente informadas a respeito, as máquinas de fake news vão mais abaixo, ao fundo do poço mesmo, para ganhar votos. Para tanto, não importam os escrúpulos, não importam regras sociais, não importa qualquer questão que envolva caráter, ética, respeito ao próximo.

E já que vale tudo, logicamente os responsáveis pelas fake news costumeiramente mexem com questões envolvendo crianças, sexualidade, famílias. Não há limite. Denuncie boatos, mentiras e fake news para o nosso whatsapp: (11)993223275.
De preferência, as receitas das fake news buscam misturar alhos com bugalhos. Provocar os valores mais básicos, especialmente em pais e mães é uma das estratégias mais usuais. A
Assim uma notícia falsa que bombou foi a que trouxe uma suposta proposta de Haddad no sentido de o Estado definir o sexo das crianças aos 5 anos! Uma fake news das mais sórdidas e vis possíveis. E que segue circulando, mesmo após decisão da Justiça.
Segundo a publicação, o petista teria dito o seguinte: "Ao completar 5 anos de idade, a criança passa a ser propriedade do Estado! Cabe a nós decidir se menino será menina e vice-versa! Aos pais cabe acatar nossa decisão respeitosamente! Sabemos o que é melhor para as crianças!" Essa frase nunca foi dita por Haddad.
De tão nefasta e absurda que foi, a notícia falsa chegou a provocar uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ordenando a retirada imediata dos posts que atribuíam a falsa declaração ao candidato à presidência pelo PT. Alguns dos posts, contudo, não foram retirados das redes sociais. Até porque, quem produz um conteúdo desse gênero ou o divulga, não parece estar muito preocupado com o que é correto e direito se fazer.
Mamadeiras eróticas
O jogo baixo das fake news, como se vê, não poupa as crianças. E costumeiramente busca misturar a temática infantil com as questões da sexualidade. Nas últimas semanas foi divulgado um vídeo com a falsa informação de que mamadeiras com bico de borracha em formato de pênis teriam sido distribuídas em creches pelo PT para combater a homofobia! É isso mesmo que você acaba de ler: uma mamadeira erótica que teria sido distribuída para crianças na faixa de cinco anos!

No vídeo, o objeto é mostrado pelo responsável pela gravação, que diz que a mamadeira é "distribuída em creche, para seu filho, com a desculpa de combater a homofobia". O vídeo não diz em que cidade ou unidade de ensino teria acontecido a suposta distribuição. E afirma que se trata de "parte do kit gay, uma invenção de Haddad" quando foi ministro da Educação.
A publicação original do vídeo no Facebook atingiu mais de 3 milhões de visualizações e quase 100 mil compartilhamentos em poucos dias da última semana de novembro. E, pelo alcance que teve, exigiu posicionamento até do Ministério da Educação (MEC) e da Secretaria de Nacional de Comunicação do PT. É lógico que o PT jamais distribuiu qualquer material erótico, muito menos para crianças.
De acordo com a agência de checagem de notícias "Aos Fatos", o PT disse desconhecer o vídeo do Facebook e afirmou que o partido e a campanha de Haddad não possuíam qualquer ligação com o objeto. Já o MEC observou que cada município e Estado é autônomo e que a gestão de educação básica é dos entes federados – confirmando que não existiu distribuição de material daquele tipo por parte do governo federal.
É impressionante, não? E fica no ar a pergunta de até onde as pessoas que produzem notícias falsas acreditam que possam ir com esse tipo de iniciativa – bem como onde irá parar nossa democracia diante desses ataques.
Fonte: Brasil 247