terça-feira, 10 de outubro de 2017

Perseguição: Policia vai à casa de filho de Lula em busca de drogas. Nada foi encontrado


A Polícia Civil fez hoje uma operação de busca e apreensão na casa de Marcos Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula. Ele mora na cidade de Paulínia, no interior de SP.
A operação se baseou em uma denúncia anônima feita por telefone. A pessoa dizia que drogas poderiam estar sendo consumidas na residência.

A coluna apurou que nada foi encontrado. Os policiais teriam, então, se retirado da casa.

FONTE: Central Político

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

REUNIDAS NO NORDESTE, ENTIDADES LANÇAM CARTA EM DEFESA DA COMUNICAÇÃO POPULAR

Fortalecer a unidade entre as organizações populares e colocar os meios de comunicação a serviço do povo são tarefas urgentes no cenário de golpe à democracia que vive o Brasil. Estas são as ações centrais defendidas por comunicadoras e comunicadores populares que estiveram reunidos em Caruaru, no agreste pernambucano, na última semana.
O Encontro de Comunicação Popular do Nordeste reuniu mais de vinte entidades entre movimentos populares, pastorais sociais e coletivos de comunicação entre os dias 28 de setembro e 3 de outubro no Centro de Formação Paulo Freire. Cerca de 120 pessoas participaram do encontro, organizado pelo Brasil de Fato, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST)e o Centro Popular de Mídias.
O objetivo foi promover o debate sobre a conjuntura política do país e o papel que a comunicação popular tem nesse cenário. Após o encontro, foi realizado o Curso Popular de Rádio, com oficinas e trocas de experiências entre os diferentes coletivos. 
Ao final do evento, foi lançada a "Carta de Comunicadoras e Comunicadores Populares do Nordeste"O texto repudia a retirada de direitos intensificada com o governo golpista de Michel Temer (PMDB). Para somar forças contra as ações de desmonte, as entidades afirmam que é necessário fortalecer a elaboração e a circulação conjunta de conteúdos das mídias populares. 
O combate ao oligopólio dos meios de comunicação no Brasil é apontado como necessidade urgente. Os comunicadores defendem que o rádio é a plataforma mais democrática de comunicação, chegando a regiões onde outros meios não estão presentes, como assentamentos e pequenas comunidades dispersas nas diferentes regiões do país. 
Os comunicadores propõem ainda a construção de encontros e cursos de comunicação popular em outras regiões do Brasil. 
Edição: Simone Freire
Fonte: Brasil de Fato

Papa Francisco ofertará terceira Rosa de Ouro a Aparecida

Na noite desta segunda-feira, 9, o Santuário Nacional receberá sua terceira Rosa de Ouro, enviada pelo Papa Francisco como expressão de seu amor e devoção a Nossa Senhora Aparecida.
O presente, que representa a particular estima do Pontífice por personalidades e Santuários insignes, será entregue pelo cardeal Giovanni Battista Re, representante do Santo Padre para as celebrações dos 300 anos do encontro da Imagem da Padroeira do Brasil. A cerimônia de recepção da Rosa acontecerá às 19h, durante o último dia do novenário.
O anúncio oficial foi realizado pelo arcebispo de Aparecida, Dom Orlando Brandes, na noite deste sábado, 7. Diante de milhares de devotos que acompanhavam a Novena Solene no maior templo mariano do mundo, o religioso destacou a importância espiritual do presente pontifício. “A Rosa de Ouro simboliza o perfume das virtudes que nos santificam. Esperamos uma chuva de graças, de pétalas de rosas sobre o Brasil e o Santuário Nacional”, disse Brandes.
O artefato pesa cerca de um quilo e mede aproximadamente 50 centímetros. Apesar do pouco tamanho, o presente, quase milenar, carrega consigo uma grande história.
A primeira referência a este sinal é encontrada em um documento de 1049, emitido pelo Papa Leão IX. Neste período, a Rosa era abençoada no quarto domingo da Quaresma, quando a liturgia da Igreja Católica recorda a alegria. Com a reforma litúrgica empreendida pelo Concílio Vaticano II, o rito passou a ser simplificado e a entrega do símbolo passou a ser ainda mais rara.
Habitualmente, a Rosa de Ouro é entregue apenas uma vez no ano. Em 2017, porém, esta será a segunda vez que Francisco confere o presente, já que em maio deste ano, Bergoglio já havia presenteado o Santuário de Fátima com a insígnia.
Com este gesto, o chefe da Igreja Católica repete o ato realizado por Paulo VI e Bento XVI, que presentearam Nossa Senhora Aparecida com a Rosa de Ouro em 1967 e 2007, respectivamente. Curiosamente, a primeira entrega aconteceu também por meio de um enviado pontifício, na celebração dos 250 anos do encontro da Imagem da Padroeira do Brasil. Já o Papa Ratzinger entregou o presente pessoalmente durante sua visita ao Santuário Nacional. Ambas estão conservadas no Museu Nossa Senhora Aparecida, na Torre do Santuário e podem ser visitadas pelo público.
FONTE: Canção Nova

Câmara começa a analisar nesta semana segunda denúncia contra Temer

Em uma semana mais curta por causa do feriado de 12 de outubro, a Câmara dos Deputados começará a análise da segunda denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer pelos crimes de obstrução da justiça e organização criminosa. A acusação de organização criminosa é imputada também aos ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha, e da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco.
Por se tratarem de autoridades com foro privilegiado, a denúncia só pode ser analisada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) com a autorização da Câmara. A investigação só pode ocorrer se dois terços dos 513 deputados votarem em plenário favoravelmente à continuidade do processo na Justiça.
Antes de ser analisada em plenário, a denúncia deve passar pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara. A primeira reunião da comissão está marcada para a próxima terça-feira (10), a partir das 10h, quando está prevista a leitura do parecer elaborado pelo relator Bonifácio de Andrada (PSDB-MG).
Após a apresentação do parecer, ainda na terça-feira, os advogados dos três acusados poderão se manifestar oralmente para expor os argumentos de defesa contra a denúncia. Os membros da comissão poderão pedir o prazo de duas sessões para analisar o parecer e a manifestação dos acusados.
Informações Agência Brasil. 
FONTE: Justificando

domingo, 8 de outubro de 2017

Camerata de Vozes do RN cantará na Vaticano

A Camerata de Vozes do Rio Grande do Norte, coral mantido pelo Governo do Estado, através da Fundação José Augusto, participará da Cerimônia de Canonização dos Mártires de Cunhaú e Uruaçu, que será celebrada pelo Papa Francisco na Cidade do Vaticano no dia 15 de outubro.
Sob a regência do monsenhor Pedro Ferreira, o coro embarca para a Itália em uma aeronave do Governo Federal no dia 11 de outubro e realizará um total quatro apresentações dedicadas ao repertório litúrgico, com ênfase na celebração aos santos potiguares.
Na tarde do dia 13, o grupo se apresenta na celebração do “Canto Sacro das Vésperas” que se realizará no Colégio Pio Brasileiro, em Roma.  No sábado (14), participará da celebração eucarística na Basílica São Pedro. No dia 15, data da Canonização dos Mártires , o coral potiguar interpreta peças litúrgicas antes da cerimônia, e em seguida à liturgia,  apresentará o hino oficial dos santos potiguares.
A Camerata realizara ainda, na tarde do dia 15, após a cerimônia, uma homenagem especial à obra do maestro Domenico Bartolucci, que por 60 anos regeu o Coro da Capela Sistina, o coral oficial das solenidades litúrgicas da Basílica de São Pedro.
A Camerata de Vozes do RN se caracteriza por apresentar canções vocais em diferentes gêneros musicais, que vão do erudito ao popular e do regional ao folclórico. O coro é formado 38 entre tenores, sopranos, contraltos e baixos.
Desde junho de 2012, já realizou dezenas de concertos didáticos em escolas públicas, além de participações em eventos como festivais e recitais musicais. Em 2015 o grupo participou do Festival Unicanto em Londrina, no qual foi indicado pela Confederação Brasileira de Coros para  apresentações na Holanda e Alemanha.
Em dezembro de 2015, o coral lançou o seu primeiro CD com total destaque para o repertório sacro.
FONTE: Portal no Ar

Repórter da Globo diz que hoje “quem apita na política é o Judiciário” e que seus patrões são parciais

Marcos Losekann, repórter especial da Globo em Brasília, onde costuma cobrir assuntos do Judiciário, comentou um artigo que poderia ter sido escrito pelo amigo esquisitão do seu filho de 16 anos.
Está no Conjur. Em sua primariedade e falta de noção, é revelador. Ajuda a entender também como funciona o noticiário da TV. 
Já houve um tempo em que os inimigos estavam em trincheiras opostas. Eram uns contra outros ou eles contra nós (não necessariamente nessa ordem) ou ainda, na forma mais arrogante, o bem contra o mal (nesse caso, ambos se considerando o ‘’bem’’ e apontando o dedo para o suposto ‘’mal’’).
Os tempos são outros. Agora as trincheiras estão divididas. O inimigo de hoje, até ontem, era aliado. De uma hora para outra, quem pregava a lei de Moro para enjaular os poderosos por conta de suas estripulias com dinheiro público se vê disposto a rasgar a toga e a biografia para criminalizar o mesmo Moro porque agora o alvo é amigo, correligionário ou, simplesmente, da ‘’thurma’’.
Corrupção é crime, sim, desde que os criminosos sejam os outros. Delação é arma legítima da polícia e do Ministério Público até que o delatado seja um ‘’parça’’. Gravação de conversa pouco ou nada republicana é válida se for para denunciar o senador falastrão que promete uma fuga mirabolante a Nestor Cerveró, mas é ilegal se o falastrão da vez for o ‘’nosso’’ presidente.
Prisão em segunda instância é constitucional somente quando o condenado não for um dos nossos ‘’companheiros’’. Denúncia é passível de aplauso desde que o Procurador-geral da República não denuncie ninguém dos ‘’camaradas’’ – aí já é ‘’obsessão’’.
Advogados que ganhavam milhões apenas protelando veredictos e prisões se veem incapazes de lidar nos novos tempos e apostam todas as suas fichas na lavagem cerebral, enviando textos e mais textos a amigos e colegas (incluindo jornalistas), na esperança de vencer (?) pelo cansaço. Há até os que, em nome do ‘’estado democrático de direito’’, apresentam ‘’provas’’ (?), inclusive com datas inexistentes no calendário… De fato, os tempos são outros e, como diria certo ministro do Supremo Tribunal Federal, ‘’estranhos’’.
O casuísmo reina absoluto no país do jeitinho que parece não ter jeito diante de tantas denúncias, evidências, indícios e confissões. Cada um pensa em si até quando age patrioticamente. E salve-se quem puder no mar de lamas e granas. Nem o Tio Patinhas, o pato milionário de Walt Disney, tem um apartamento abarrotado de dinheiro…
É nesse cenário de caos moral que o jornalismo tenta manter-se probo, isento, ético e preciso. Tenta, pois nem sempre consegue – a despeito do empenho da maioria de seus militantes. Afinal, não é fácil cobrir fatos e boatos sem perder o norte e a esperança. Sim, porque jornalista sem esperança em sua missão não escreve ou fala com convicção. E sem acreditar, sem perseverar, como querer fazer crer?
Muito se fala da parcialidade. Eu diria que em sua grande maioria o jornalismo brasileiro está contra o errado – o que quer que seja o ‘’errado’’. Mas ainda que haja pluralismo que denote controvérsia de ideias, não vejo problema algum. Democracia também é isso. É sempre bom lembrar que no Brasil o jornalismo nasceu parcial. Havia quem defendesse a Monarquia e quem pregasse a proclamação da República; havia os abolicionistas e os partidários do regime escravocrata; tinha gente que escrevia protegido pelo manto do anonimato graças a pseudônimos, mas tinha também quem desse a cara à tapa. Tinha de tudo. E até hoje é assim.
Hoje, no jogo da política, quem diria, o poder judiciário é quem apita. E a imprensa é como se fosse o público lotando as arquibancadas virtuais no estádio, digo, na Praça dos Três (ou seriam quatro?) Poderes.
Os movimentos contra e pró-governo se intensificaram nos últimos tempos. E em tempos de jornalismo instantâneo, a cobertura dos atos, fatos e boatos é feita em tempo real. Foi-se o tempo do monopólio da televisão, do rádio e do jornal impresso como únicos meios de comunicação a testemunhar e relatar momentos históricos. Agora existe um divisor das águas (e das enchentes): a internet. O acesso à informação é gigante. Mas que ninguém se engane: o papel dos jornalistas de verdade (os que vivem de notícia e informação e não de intrigas e fofocas) é primordial, eu diria vital.
É evidente que um acontecimento gera guerra de informação. E quando tal acontecimento se dá na esfera da política, a guerra tende a ser sangrenta. Jornalismo (com J maiúsculo) e jornalismo se confundem. Blogueiros, muitos escondidos atrás de pseudônimos e apelidos, apresentam-se como arautos da informação e, o pior, muita gente toma o que eles escrevem como verdade. Para complicar, cada um se apega à sua própria verdade, aquela que quer ver e em que se quer acreditar. O resultado não pode ser outro que não uma confusão de versões, fofocas, intrigas e boatos. Lamentável.
Mas não vamos fazer de conta que a imprensa formal é blindada a ataques de interesses econômicos e políticos. É evidente que não. O interesse das grandes e pequenas empresas de comunicação também é legítimo. Linhas editoriais claras e previsíveis são parte da mídia de qualquer país desenvolvido.
Há quem ache que no Brasil, um país ainda a ser descoberto, a imparcialidade devesse ser regra e não exceção, mas me parece impossível impor tal comportamento. Seria o mesmo que querer mudar a natureza humana. Afinal, opinião, vontade, interesse próprio, objetivos, projetos… tudo isso é inerente às pessoas. Jornalistas, sempre é bom lembrar, são pessoas. Patrões também.
Cobrir a política, por isso mesmo, é difícil porque há pessoas dos dois lados. A política permite ilações, versões, opiniões. Já o judiciário, via de regra, restringe-se ao veredicto, à sentença. Pode parecer chato quando, perambulando pelos corredores dos Tribunais Superiores, nada mais conseguimos do que um aceno, um abraço ou, com muita sorte, uma palavrinha de um ministro ou ministra.
Bastidor? Muito raramente, exceto de um ou outro com menos papas na língua. No geral, um juiz só fala (ou deveria falar) nos autos. Mas quem irá julga-los pelos eventuais excessos? Sendo assim, notícia fora do âmbito das turmas ou do plenário é raro, tanto que quando surge aqui ou acolá os editores e chefes ficam reticentes, em dúvida sobre publicar ou não, tamanha a capacidade que tais “offs” tem de serem incomuns.
Até bem pouco tempo, a chamada ‘’grande imprensa’’ não tinha mais do que meia dúzia de setoristas a postos no judiciário. Geralmente um produtor ou repórter iniciante por veículo de comunicação davam conta do recado. A judicialização da política brasileira, no entanto, mudou o quadro. Hoje não há Jornal, Rádio ou Televisão que se preze que não tenha em seus quadros de setoristas um repórter experiente escalado para cuidar do Poder Judiciário, sobretudo o Supremo Tribunal Federal.
Produtores – sobretudo eles – já não são meros assessores de luxo, babás de repórteres transeuntes. Agora o produtor, principalmente de televisão, é um especialista, um expert, um ‘’medalhão’’. Manja de leis, fala e entende jurisdiquês e escreve textos que tanto podem ser publicados em sites de notícia e jornais impressos, como podem ser lidos irretocavelmente por repórteres e âncoras de TV ou de rádio, ou ainda servir de base para reportagens mais elaboradas. Já não basta mais ser um generalista; é preciso se especializar.
Sob esse mantra, desde 2015, voltei a estudar direito, disposto a terminar a faculdade iniciada em Cruz Alta, no Rio Grande do Sul, em 1984, quando o jornalismo me encantou e, no bom sentido, desviou. O objetivo não é me tornar um advogado jornalista nem um jornalista jurista, mas um jornalista tanto quanto possível mais antenado às regras do jogo que se joga na capital federal. Cada vez mais, jornalistas de economia buscam fazer uma graduação na área, assim como comentaristas de futebol que, geralmente, são ex-jogadores.
Hoje em dia já há jornalistas com curso na área da saúde, inclusive medicina, fazendo preferencialmente reportagens sobre saúde; formados em economia cobrem assuntos econômicos; professores de Educação Física comentam e dão dicas sobre a saúde corporal… E assim por diante. Por que, então, não agregar ao jornalismo um diploma de bacharel em direito? O leitor, o ouvinte e o espectador só tem a ganhar diante da especialização dos profissionais da imprensa. Tão criticados em tempos de opiniões diversas, o jornalista é, afinal, o olhar, a voz e os ouvidos de muitas pessoas que não tem acesso aos palácios, aos togados e aos eleitos.
O confronto de informação, sobretudo de versões (vulgo fofoca), encontra na mídia sem compromisso um ambiente propício à proliferação. Defendo a defesa do equilíbrio, da decência, do caráter e do conhecimento de causa dos jornalistas. Vejo, infelizmente, colegas errando e negando seus erros, como se admitir e se corrigir fossem pecados mortais. Por isso insisto: quanto mais preparo, melhor. Não se pode investir apenas na formação técnica.
É preciso investir no estofo humano. A cobertura jornalística de Brasília, não raramente, sofre de falta de humildade. Idem quanto à generosidade. O bom jornalista precisa reconhecer seu lugar, sobretudo suas eventuais deficiências: ler, estudar, investigar, ouvir… jamais esquecer que não existem apenas dois, mas muitos lados. E nunca perder o foco da razão e do bom-senso, tendo consciência de que os exércitos de cores que invadem nossas ruas e timelines muitas vezes nada mais querem além de confundir para, em um segundo momento, cooptar.
Obviamente, não se pode deixar exterminar-se a pluralidade de pensamentos, sem confundir informação com conhecimento – embora haja simbiose inexorável entre eles. A fórmula não é nova nem nenhum segredo: só há bom jornalismo com a imprensa respeitando a verdade, o público e a lei. Defendo a evolução tecnológica, mas não aceito que todos os caminhos abertos pela tecnologia sejam trilhados invariavelmente sem os devidos cuidados, sobretudo por jovens jornalistas – da geração que já nasceu plugada, com cabo USB no lugar do cordão umbilical.
Não! O olhar atento, a curiosidade, a desconfiança e a sagacidade devem repelir a ciberpreguiça. Entrevistas por web câmeras? Perguntas e respostas via e-mail? Reprodução de fofocas nas redes sociais? O.k. Mas que sejam exceções, jamais regra. Jornalista que é Jornalista gasta sola de sapato, sua a camisa, faz plantão diante de portas chaveadas… e não desiste, jamais. O bom soldado até morre, mas morre atirando.
FONTE: Diário do Centro do Mundo

Agricultores presos por ordem de Moro e depois absolvidos são homenageados no Paraná

Na última sexta-feira (06) , nas dependências da Câmara Municipal de Irati (PR), ocorreu um ato simbólico de absolvição de três produtores familiares, presos em 2013 durante a chamada Operação Agro Fantasma (a prisão foi por ordem do juiz Sérgio Moro).
Nos últimos anos, ocorreu um grande avanço na área agrícola com o aumento da mecanização da agricultura, no entanto, não houve um planejamento adequado para manter pequenos produtores rurais na terra, com isto, houve um inchaço nas cidades, pessoas que possuíam pequenas áreas ou trabalhavam como meeiros, se viram obrigados a vender suas propriedades para grandes produtores e foram em busca de novos rumos, se aglomerando geralmente nas periferias de grandes centros e até de cidades de menor porte.
Uma da soluções encontradas para manter os remanescentes, que com suas famílias, se mantinham na terra, foram programas de aquisição de alimentos, de preferência que fossem ecológicos, ou seja, sem uso de agrotóxicos. Estes alimentos, eram entregues em escolas de redes públicas de ensino e outros setores também públicos, sendo a Região Centro Sul do Paraná, a pioneira nestes projetos.
No ano de 2013, foi desencadeada a Operação Agro Fantasma:
” A alegação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal era de que estariam ocorrendo irregularidades no momento da entrega dos alimentos às entidades da rede conveniadas ao PAA, como hospitais, restaurantes populares, bancos de alimentos e cozinhas comunitárias.
Segundo a denúncia, a quantidade ou tipo de alimentos entregues eram diferentes do que estava no plano apresentado ao programa.
Uma das pessoas criminalizadas em Irati, o agricultor familiar Gelson Luiz de Paula, acredita que a ação foi pensada para prejudicar os produtores rurais. Ele integra a Associação dos Grupos de Agricultura Ecológica São Francisco de Assis, que fazia entregas ao PAA. O trabalhador rural conta que a prisão infundada trouxe dificuldades financeiras para as famílias e para as entidades investigadas, além de outros prejuízos. “Isso prejudicou muito nossas vidas, nossa auto-estima e nossa moral”, lamenta.
Absolvição
Os produtores rurais foram acusados de crimes de falsificação de documento público, falsidade ideológica, estelionato e associação criminosa. Além das associações e cooperativas de agricultores individuais, a Agro-Fantasma indiciou funcionários da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) por desvios e irregularidades. Onze pessoas foram presas e outras 58 foram indiciadas, em 15 cidades do Paraná.” (Fonte Brasil de Fato).
No dia de hoje, os três produtores familiares da cidade de Irati, que segundo relatos deles e de familiares, foram tratados como verdadeiros bandidos, sendo coagidos a apresentar seus carros de luxo, escrituras de terras e outros que pudessem servir de provas, que estas pessoas eram realmente criminosos, receberam um ato de apoio, onde estavam presentes, lideranças políticas da Região, Estado e Federação.
Os relatos de familiares das vítimas, emocionou o público presente, pois se tratam de pessoas humildes que vivem do suor do seu trabalho diário no campo.
FONTE: Diário do Centro do Mundo