quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Policiais invadem Câmara em protesto contra reforma da Previdência

Carregando cruzes e gritando “se a PEC passar, a polícia vai parar”, policiais civis que protestavam contra a reforma da Previdência entraram na Câmara dos Deputados e foram impedidos com bombas de gás lacrimogêneo. No local, funcionários a Câmara também foram atingidos com spray de pimenta.
 
Antes, os policiais se reuniram em manifestação na Esplanada dos Ministérios contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287. A categoria afirma que a proposta encaminhada ao Congresso não reconhece a atividade de risco dos profissionais de segurança pública para critério de aposentadoria.
 
 
No protesto, organizado pela União dos Policiais do Brasil (UPB),  que reúne 39 entidades de todo o país, foram espalhadas cruzes no gramado da Esplanada e também lápides com os dizeres “Policial enfim aposentado PEC 287”.
 
 
 
A UPB afirma que, de acordo com a proposta, o policial terá que trabalhar até, aproximadamente, os 70 anos de idade para cumprir o tempo de contribuição de 49 anos para conseguir a aposentadoria integral. 
 
A entidade também chama a atenção para o número de policiais mortos no país em um único ano, “equivalente às mortes de policiais ingleses em 98 anos”.  “Nos EUA, morreram 41 policiais em serviço no ano de 2015, contra 103 no Brasil, ou seja, mais que o dobro. E entre 2009 e 2015, foram 113% a mais de mortes em serviço do que o ocorrido com policiais americanos”, afirmou a entidade em nota.
 
O protesto ocorreu simultaneamente nos estados de Alagoas, Pará, Acre e Sergipe e marca o “Dia Nacional em Defesa da Aposentadoria dos Profissionais de Segurança Pública”.

FONTE: Jornal GGN

Centrais sindicais se mobilizam para barrar Reforma da Previdência

Durante dois dias as Centrais Sindicais CUT, CTB, Força Sindical, Intersindical, CGTB, CSB e Conlutas ficarão juntas para discutir os desafios e ações de enfrentamento a Reforma da Previdência, enviada para o Congresso pelo Poder Executivo, que acaba com a aposentadoria pública da população brasileira e diminui o acesso ao Estado.
O “Seminário Reforma da Previdência: Desafios e Ação Sindical” que começou nesta terça (7), em São Paulo, foi organizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) e tem como objetivo formar sindicalistas multiplicadores de informações sobre a Reforma da Previdência e apontar ações sindicais unificadas contra a proposta.
“Nós não temos a imprensa ao nosso lado e precisamos garantir que a população conheça todo o desmonte do Estado que está sendo implementado por um projeto neoliberal do governo que não foi eleito nas urnas”, explicou a vice-presidenta do DIEESE, Raquel Kacelnikas. “As centrais têm papel crucial de impedir que essa reforma seja aprovada no Congresso”, enfatizou.
Foram discutidos vários aspectos da reforma, que muitos especialistas presentes chamaram por outro nome: um desmonte da Seguridade Social -  política implementada na Constituição de 1988 que garante proteção social aos trabalhadores e trabalhadoras, da qual a Previdência faz parte.
Estudos mostrados por técnicos do DIEESE que trabalharam subsidiando o debate, entre eles uma nota técnica sobre o tema, comprovam que o objetivo de fundo das mudanças na Previdência tem como objetivo a privatização da poupança previdenciária, que levará ao aumento da desigualdade no país.
A vice-presidenta da CUT, Carmen Foro, destacou a importância e a responsabilidade das centrais sindicais nesta etapa de luta, neste período difícil que o país está vivendo, com o alto índice de desemprego e sem nenhuma perspectiva de volta do crescimento econômico para enfrentar a crise. “Temos que devolver a Reforma da Previdência para a gaveta de quem a pensou. Essa reforma é injusta e seletiva – só vai tirar dos trabalhadores.  Não vejo nenhuma proposta de aumentar imposto dos empresários ou mesmo de auditoria das dívidas públicas.
Carmen destaca a importância de homens e mulheres das centrais sindicais estarem nas ruas no 8 de março, Dia Internacional da Mulher, momento em que as trabalhadoras saem às ruas para reivindicar direitos. “Este ano a Reforma da Previdência é eixo principal das trabalhadoras rurais e urbanas, porque serão as mulheres as mais prejudicadas”, afirmou.
“Apesar das diferenças, temos unidade para enfrentar e barrar a reforma na luta e será nas ruas. Ou nós enfrentamos a Reforma da Previdência ou a reforma derrota a classe trabalhadora”, concluiu.


Saiba mais:
'Pedalada' na Constituição e 'contabilidade criativa' forjam déficit da Previdência
FONTE: CUT

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Em depoimento a Moro, Cunha desmente e complica Temer

O depoimento do deputado cassado Eduardo Cunha ao juiz Sergio Moro, responsável pela Operação Lava Jato em primeira instância, colocou o nome de Michel Temer novamente no núcleo das investigações a respeito da corrupção na Petrobras. Na terça-feira 7, Cunha respondeu aos questionamentos de Moro e do Ministério Público Federal (MPF) e contradisse Temer.
Ao se tornar réu na 13ª Vara Federal de Curitiba, Cunha arrolou no processo uma série de testemunhas, entre elas, Michel Temer. Para este, Cunha apresentou, em novembro, uma série de 41 perguntas. Sergio Moro barrou 21 dos questionamentos, inclusive três que remetiam a José Yunes, auxiliar de Temer afastado do Planalto após ser apontado como intermediário de propina em dinheiro vivo
Nas perguntas que foram mantidas, quatro faziam referência a uma reunião realizada em 2007 entre o então ministro das Relações Institucionais do governo Lula, Walfrido dos Mares Guia, e a bancada do PMDB na Câmara, representada por Henrique Eduardo Alves (RN) e Temer. Questionou Cunha:
– Matéria publicada no “O Globo” no dia 26/09/2007, citada na denúncia contra Eduardo Cunha, dá conta de que após uma interrupção na votação da CPMF na Câmara dos Deputados, Vossa Excelência foi chamado ao Planalto juntamente com o então líder Sr. Henrique Alves para uma reunião com o então ministro Sr. Walfrido Mares Guia para tratar de nomeações na Petrobrás. Vossa Excelência reconhece essa informação?
– Caso esta reunião tenha ocorrido, quais temas foram tratados? A nomeação do Sr. Jorge Zelada para a Diretoria Internacional da Petrobrás foi tratada?
– A matéria cita o desconforto do PMDB porque haveria o compromisso das nomeações na Petrobras, mas só após a votação da CPMF. No entanto, a então chefe da Casa Civil e presidente do Conselho de Administração da Petrobrás, Sra. Dilma Rousseff, teria descumprido o compromisso e nomeado a Sra. Maria das Graças Foster para a Diretoria de Gás e Energia e o Sr. José Eduardo Dutra para a BR Distribuidora. Vossa Excelência reconhece essa informação?
– Vossa Excelência tem conhecimento se o desconforto teria causado a paralisação da votação da CPMF, que só foi retomada após o compromisso de nomear os cargos prometidos ao PMDB?
Nas respostas aos questionamentos de Cunha, Temer negou a existência da reunião. Cunha, entretanto, afirmou que Temer se equivocou.
“Eu fui comunicado dessa reunião, tanto eu quanto o Fernando Diniz, na época, pelo próprio Michel Temer e pelo Henrique Alves. Michel Temer esteve nesta reunião junto com Walfrido Mares Guia”, afirmou Cunha.
Ainda segundo o deputado, o motivo da reunião foi um "desconforto que existia com as nomeações do PT de Graça Foster para a diretoria de Gás da Petrobras e de José Eduardo Dutra para presidente da BR Distribuidora" sem que as nomeações do PMDB tivessem sido realizadas. Esse fato, afirma Cunha, gerou "uma revolta da bancada do PMDB na votação da CPMF" e o governo Lula, então, chamou Temer e Henrique Alves para acalmar a bancada.
Intitulada "Revolta na base adia nova votação da CPMF", a reportagem do jornal O Globo relata a reunião entre Mares Guia, Temer e Henrique Alves. Governo e PMDB acertaram, diz a publicação, "que o PMDB vai indicar José Augusto Fernandes para a diretoria internacional da Petrobras, hoje ocupada por Nestor Cerveró, do PT".
Cerveró foi uma das peças centrais na investigação da Lava Jato. Ele ficou na diretoria Internacional da estatal entre 2003 e 2008, período no qual comandou diversos desvios que tiveram políticos como beneficiários. Cerveró chegou ao cargo pela influência do ex-senador Delcídio do Amaral (ex-PT), mas também contou com o apoio de peemedebistas. 
FONTE: Carta Capital

Clacso oferecerá bolsa de estudo em homenagem a Marisa Letícia

Clacso - Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales lançou a bolsa Marisa Letícia da Silva, que ofertará 100 vagas com 100% de desconto em qualquer um dos quatro cursos de especialização que estão sendo oferecidos para mulheres de todas nacionalidades. Os cursos são em Políticas Públicas e Justiça de Gênero; Políticas Públicas para a Igualdade na América Latina; Epistemologias do Sul; e Direitos Humanos e Estudos Críticos do Direito.

FONTE: Página do Lula no Facebook

domingo, 5 de fevereiro de 2017

MARTINHO DA VILA: TEMER FALA POUCO E SÓ DIZ BOBAGEM


Em entrevista à coluna da jornalista Mônica Bergamo, o cantor e compositor Martinho da Vila se disse espantado com a quantidade de bobagens ditas por Michel Temer.
Eis um trecho:
O cantor foi um que se engajou na oposição ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Ele sustenta que a deposição foi ilegal e diz que não vê chances de o país melhorar sob o governo do presidente Michel Temer. "Eu acho engraçado que o Temer fala pouco e fala devagar, calculado... e só diz besteira! Como é que pode?"
FONTE: Brasil 247

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Lula: Agora o céu ganha a estrela que iluminou a minha vida

O velório e as homenagens a Dona Marisa reuniram milhares de pessoas no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP), neste sábado. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu a solidariedade e o abraço de militantes, dirigentes, colegas e familiares durante toda a cerimônia.
Em homenagem à Marisa, uma coroa de flores assinada por Lula com a frase: “agora o céu ganha a estrela que iluminou a minha vida”.
Ao final da cerimônia, ele agradeceu a todos que estiveram no local e que enviaram manifestações de apoio. Lula relembrou a importância do sindicato em sua história.
“Vocês não têm dimensão da representatividade desse espaço que nós estamos tem na minha vida. Aqui, eu aprendi a falar, eu perdi o medo do microfone, nós decidimos combater a ditadura militar, criamos o novo sindicalismo, nós pensamos em criar a CUT e o PT, aqui nós pensamos em fazer todas as greves que foram feitas e, a partir daqui, saiu a inspiração para que muitos sindicatos no Brasil se transformassem em sindicato”, lembrou.
“Aqui eu conheci a Marisa. Aqui eu casei com a Marisa. (…) Aqui nós tivemos os nossos filhos e aqui a Marisa sustentou a base para que eu me transformasse no que eu me transformei”, continuou o ex-presidente.
Lula exaltou o companheirismo de Marisa Letícia, que o apoiou e permitiu que ele chegasse à Presidência da República. “Eu sou resultado dessa menina que parecia frágil e que me deu a garantia que eu poderia viajar que ela segurava a barra dos filhos”, afirmou.
O ex-presidente citou diversos momentos da história do casal, como o nascimento dos filhos, que ele acompanhou, sempre, à distância, impossibilitado de acompanhar os partos.
“Eu assumi o compromisso com ela que eu ia assistir o parto do Luis Cláudio (filho mais novo) e quando eu estou na clínica, me liga um companheiro falando de uma reunião urgente. Eu outra vez pedi desculpas a Marisa e falei ‘meu amor, ainda não é dessa vez’. Quando eu cheguei ao hospital, já tinha nascido”.
“Eu vou continuar agradecendo a Marisa até o dia que eu não puder mais agradecer. E espero encontrar com ela com esse mesmo vestido que eu escolhi para colocar nela para mostrar que a gente não tem medo de usar vermelho”.
Ao final do discurso, Lula condenou os ataques contra a ex-primeira dama. “Eu tenho 71 anos e eu quero provar, para os facínoras que levantaram leviandade contra a Marisa e que eles tenham, um dia, a humildade de pedir desculpas a ela”.
“Eu tenho a consciência tranquila, tenho certeza da consciência e do trabalho da minha mulher. Querida companheira Marisa, descanse em paz porque o seu ‘lulinha paz e amor’ vai continuar brigando muito para defender a sua honra e a sua imagem”.
Dom Angélico, bispo católico brasileiro emérito da Diocese de Blumenau, participou, juntamente com outros representantes das mais diversas religiões, de uma cerimônia religiosa dedicada à Marisa Letícia.
O presidente nacional do PT, Rui Falcão, homenageou, em nome de todos os petistas, a ex-primeira dama. “Marisa foi companheira e lutou ombro a ombro com o presidente Lula. Não é aquela visão daquela mulher que vive atrás. Ela tinha vida própria, sabe das lutas dos trabalhadores”, exaltou Falcão, ao desejar força ao ex-presidente Lula.
Veja o vídeo com os momentos finais da cerimônia:

Da Redação da Agência PT de Notícias

Emoção, amor e apoio marcam o adeus do povo à Dona Marisa

“Talvez demore um pouco mais para andar porque o presidente decidiu receber todos os abraços, um por um”, informava uma mulher da organização às pessoas que, em pé, aguardavam sua vez para prestar seu apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e se despedir de Dona Marisa.
A fila começou antes das 9h da manhã deste sábado (4), e perto do meio-dia já ocupava duas quadras, dando literalmente a volta no quarteirão que circunda o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP). Milhares de militantes, de vários Estados dos Brasil, foram ao velório de Marisa Letícia prestar sua última despedida e deixar uma mensagem de apoio ao ex-presidente.
“O céu está mais brilhante. A estrela de nossa lutas foi abrilhantar um outro lugar… Dona Marisa presente!”, escreveu Adrianinha, em um imenso mural colocado na sede do sindicato para receber homenagens. “Eterna primeira-dama. Descanse em paz. #ForçaLula”, escreveram Luara e Maíra.
Na fila, grupos de Brasília, Paraná e outras partes do Brasil que saíram de suas casas para se despedir da ex-primeira-dama.
“Era Marisa quem nos puxava para a luta”, lembra Cleoni Santos. “A gente tá muito sentida com essa perda. A Marisa foi uma grande parceira para gente na história do PT. Eu sou de Diadema e estava por perto, a gente viu muita luta, muita briga, muita luta pela prisão dos companheiros, a polícia em cima, ela construindo tudo e puxando a gente para estar na luta. Isso é inesquecível, ela vai estar sempre com a gente”, recorda.
Palmarina Alves relembra do tempo em que ela e Dona Marisa, ainda adolescentes, trabalharam juntas na fábrica de chocolates Ducora. “Minha bonequinha, a gente ficava ali na avenida Anchieta. Descia juntinha com o avental branco da fábrica. Passei mal ontem quando soube”, conta ela.
Para Adelena, este deve ser o momento para união e fortalecimento. “Queria pedir para os companheiros se unirem mais, para nos tornarmos mais fortes”, disse ela.
“Nós somos milhões de Marisas que vamos ficar nessa luta para um mundo melhor, que foi o que ela sempre acreditou”, afirmava Lita.
“A mãe dela me benzia de bronquite, ela benzia todas as crianças. Acho que ela me curou. Nunca me esqueço dela”, lembrava uma das militantes.
Na fila para prestar sua última homenagem à Dona Marisa, Sheila relembrou do início de sua militância, em São Bernardo do Campo. “Eu comecei a minha militância aqui em São Bernardo. A minha base política, de luta e compromisso social se deve muito à essa luta do sindicato. E segundo como mulher, mãe, esposa, eu me coloco no lugar dele como marido. Acima de tudo vem o ser-humano, a companheira. A gente conhece a importância do trabalho do Lula, mas eu vim para reconhecer a importância do trabalho da mulher”, diz Sheila.
Já Olenize Santos estava em Brasília, vendo as mensagens de apoio ao Lula pelas redes sociais. No entanto, não suportou “ficar em Brasília”. Foi até São Bernardo para apoiar pessoalmente o ex-presidente.
“A morte da companheira foi um golpe dentro do golpe e é mais um motivo para continuarmos na luta por um país melhor”, diz Elzevir Guerra.
Selma Guiloto viajou do Paraná até São Bernardo para prestar a homenagem. “Fizemos uma viagem de quase 10 horas para prestar a última homenagem e dizer ao presidente Lula que ele não está sozinho, mas tem milhões e milhões de brasileiros com ele”, afirma.
“Nós viemos hoje porque temos que dar um grande abraço nele, que dê tanta força para ele continuar. Lula, muita força. A gente está aqui hoje e vai estar aqui todos os dias”, afirmou Mônica Simões.

Merecida homenagem

Dentro do sindicato, o ex-presidente Lula fez uma fala em homenagemLula: Agora o céu ganha a estrela que iluminou a minha vida à Dona Marisa. Ele relembrou histórias do casal, a luta e a vida da ex-primeira dama.
Em uma das coroas de flores, a mensagem de Lula para sua “galega”: “agora o céu ganha a estrela que iluminou a minha vida”.

Por Clara Roman, da Agência PT de Notícias